domingo, 14 de janeiro de 2018

Primeiro Livro "Poesias Aletórias" e conhecendo o KDP da Amazon

😊😊😊😊😊😊😊😀😀


Olá caros leitores e escritores, tenho o prazer de informar que este anos de 2018 será lançado meu primeiro livro, de forma independente pela Amazon, reunindo todas as poesias que fiz e ao meu ver ficaram bem no papel (ou na tela de seu dispositivo). Será lançado apenas em e-book e servirá como um teste. A data prevista é de 29/02/2018 28/02/2018. Finalmente pararei de adiar...
No post de hoje falarei um pouco sobre o processo de publicar na Amazon e o motivo de lançar um "livro-teste".
A primeira coisa a ser feita é uma conta na KDP da Amazon e preencher todos os dados para sua identificação. Esta é a tela inicial:


Depois de configurar sua conta é só clicar em salvar no canto inferior esquerdo.

Com isto explicado, vamos para a tela da Biblioteca. Como vocês podem ver abaixo nesta página você pode adicionar um novo livro impresso ou um novo e-book. Para esta demonstração usarei o formato de e-book, pois além de ser mais conhecido é também o mais usado. Quando eu resolver publicar o livro físico postarei aqui.


Abaixo estarão os seus livros enquanto na lateral direita, no meio da página, estarão as suas opções de publicações. Você pode salvar os seus rascunhos por lá e substituir os seus arquivos quantas vezes quiser até o lançamento (esta parte será explicada posteriormente). Neste caso eu ainda estou fazendo os preparativos finais, portanto estou com uma versão rascunho na minha biblioteca.
Logo depois de clicar em "+ e-book Kindle" aparecerá a seguinte tela:
 



Preencha as informações conforme o formulário, veja como ficou n caso do meu livro:



Na parte superior da página não tem segredo; Titulo, subtítulo, nome do autor@/editor@...
Depois você terá que inserir tags no seu livro, coisas que estão correlacionadas com o seu conteúdo para que a Amazon possa posicionar seu livro da melhor maneira possível. Outra forma de posicionamento é a categorização, neste caso só coloquei como "Poesias" localizada na parte de não ficção, mas pode-se inserir mais categorias para um só livro.
Depois disto também temos a descrição do livro, neste caso resolvi colocar o texto do que seria a segunda página do livro, que também conterá uma apresentação mais longa, mas este não é o caso. Nesta descrição pede-se uma breve descrição do seu livro para que os seus leitores possam saber o que ele tem, qual é a história do livro... Esta parte preferencialmente deve ser colocada uma sinopse comercial (não necessariamente a que tem dentro do livro).
Na parte de classificação etária da obra deixei em branco, porém você pode melhorar o seu posicionamento colocando uma faixa etária (ou não). De qualquer forma você poderá ser advertido mais tarde pela Amazon quanto a classificação (por meio de denúncias de leitores), isto vale também quanto a erros indicados ao longo da leitura. O autor advertido deverá alterar o ponto classificado como erro e se não corrigido o seu livro poderá sair do ar. Portanto fiquem sempre alertas quanto aos erros.
Neste livro revisei com muita atenção, mas para livros mais complexos como ficção e não-ficção no meio jornalístico não será necessário dizer que é preciso ter uma revisão feita por terceiros, pois nós escritores normalmente viciamos a nossa leitura conforme as nossas revisões frequentes (por mais que estejamos atentos e tomamos as devidas precauções como deixar o texto descansar um período antes de publicar).
Ao final eu coloquei um período de pré-venda e salvei como rascunho.
A próxima página consiste em colocar, de fato, seu livro.


Fiz um upload do meu arquivo .docx e minha capa .jpeg separadamente. Isto facilita muito quanto a exibição da página e edição do arquivo final, pois nem sempre o editor de texto é uma boa forma de exibir imagens nos e-books. Para isto deve-se prestar atenção na edição e ter habilidades que eu ainda não tenho como editor XD.
Você pode ativar a proteção contra pirataria, mas como se trata de um teste, deixarei em branco, porém se você não deseja seu livro solto por aí é recomendado marcar a opção.
Esqueci de salientar que o e-book não exige ISBN, mas é aconselhável e existe o campo para tal registro quando for publicar no Kindle. Neste caso só fiquei com o registro da Amazon, futuramente pretendo pagar o ISBN para uma futura versão impressa.
Nesta página dá pra pré-visualizar o seu ebook pra ver se não houve nenhuma configuração indesejada, observar esta parte com atenção é totalmente recomendado.
Por fim você deverá seguir no botão de salvar e continuar (ou salvar como rascunho pra continuar mais tarde) seguindo para a última página de configuração:



Nesta página você adicionará (ou não) o seu e-book pra quem usa a assinatura da Amazon para serviços de livros onde você receberá proporcionalmente ao conteúdo lido. Ao meu ver é uma boa vantagem para os dois lados. Depois você escolherá os territórios nos quais a sua obra será comercializada e configurará as promoções nas quais o seu e-book será baixado gratuitamente por um período decidido pela Amazon ou terá seu preço reduzido, neste caso será a primeira opção.
Logo abaixo terá a opção de permitir ou não o compartilhamento (empréstimo) de seu livro e depois é só concluir e sair vendendo.

Espero que tenham gostado, caso queiram que eu explore mais alguma função do KDP deixem aqui nos comentários...

Abraços randômicos e até mais ;).


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Post Random #27 Culpa da Vítima?

Olá caros leitores e escritores. Hoje em dia está em pauta a literatura de expressões sobre minorias e como os outros se relacionam com estes setores sociais. Sabemos também que parte radical destas minorias estão exigindo o seu espaço na literatura, pois isto se faz necessário num ambiente onde se dá voz e vez, como na internet. Mas é difícil pra alguns enxergarem alguns aspectos e gerar empatia através de seus posts e conjunto de opiniões. Não desejo ser guia para ninguém, mas o que direi neste texto me serviu muito bem para entender esta vitimização das minorias e como isto se relaciona com a história de nossa sociedade...

Pra começarmos é preciso saber que postei alguns conteúdos referentes à empatia. Este é um princípio que deve ser entendido completamente, senão você será apenas um 'hater' em busca de alimento aqui no blog.

O que você vê quando descrevo a cena abaixo?

"Encontrei minha amiga de infância sentada bem na minha frente, numa lanchonete da capital. Ela estava linda com os cabelos soltos e seu estilo único. Não podia parar de pensar se ela conseguiu seguir aquela graduação em moda que ela tanto queria, ou se aquele caderno em suas mãos seja resultado de alguma coisa... Queria passar em branco, não queria que ela me visse."

Pois bem; o narrador-personagem é homem ou mulher? Ele/ela sente amor ou amizade nostálgica? O narrador-personagem é branco, preto, moreno, ruivo? A lanchonete te remete a um lugar na periferia da capital ou no centro?

Dependendo de seu contexto social você enxergará esta cena de diferentes formas. Compreender isto é fundamental para que a sua história fale na mesma língua que você. Insira os detalhes se quiser que ela trave, mas deixe rolar se quiser que o leitor participe de sua história ativamente.

Não sou contra os "olhos azuis como o céu" ou os "cabelos longos e lisos como um fino tecido". É poético, mas é uma parede para conceitos tão diversos dos dias de hoje. Parafraseando o personagem Sheldon de "The Big Bang Theory"; deixe a sua história rodar na placa de vídeo mais poderosa; a mente.

Diferentes contextos nos levam além da literatura, nos carregam para perto de seus personagens e possíveis traumas dos mesmos. Também nos aproxima com o outro, que também pode ser seu leitor. O negócio é compreender que abusos podem acontecer com todos, mas alguns grupos sociais são mais suscetíveis a isto, por mais que alguns ídolos de ideologias queiram lhe dizer o oposto.

A cena descrita também pode ser um teste pra enxergar seus preconceitos e imagens pré-concebidas de cenas onde não se descreve a aparência. Pois até onde a cena te diz o narrador pode ser gay, lésbica ou trans... Pode ser um balconista, um zelador, a cozinheira da lanchonete. Simplesmente você não sabe. Você apenas preconcebe imagens aleatórias baseadas em sua vivência. Isto é fundamental pra compreender a visão e pensamento do outro.

Pensou que não estou falando de vitimização ou culpabilidade da vítima? O que escrevi até agora foi a introdução de um conceito simples, no entanto a falta de exercício de desconstrução de conceitos pré-estabelecidos nos deixam cegos perante a outras realidades. Pois pra muitos a imagem do outro não existe, o coletivo só existe pra impor suas vontades subjetivas. Quero lhe dizer que existem grupos de interesse por trás da coletividade; tanto para o bem, quanto para o mal. Determinar se o discurso é viciado em sua origem é fundamental pra construirmos nossos conceitos e descontruirmos também. Saber que existem duas ou mais versões narrativas pra mesma realidade é importante pra sabermos que existe a vítima do ato, se existe vitima das circunstâncias e qual é a parcela de culpa de cada um dos envolvidos direta e indiretamente no ato de violência (psíquica ou física). Entender que a mulher vestindo determinada roupa está "chamando estuprador" ou que determinada pessoa "não merece ser estuprada" não é uma opinião aceitável, pois isto demonstra que se você fosse uma mulher exercendo a sua vontade de se vestir como bem quiser (como um homem tem esta liberdade na sociedade atual) você estaria sujeito a ser estuprado. Deu pra perceber a perversidade desta linha de raciocínio? E isto vale pra outros grupos marginalizados, tanto de gêneros quanto em relação à religião.

Você merecia ser espancado por ser quem é? Se a resposta for não; deixe de impor a mesma situação aos outros. Se for sim; você precisa de ajuda. Simples assim... 😉

Deixem suas experiências nos comentários. Abraços randômicos e até mais!



terça-feira, 31 de outubro de 2017

Isto é muito Black Mirror #1

Olá caros leitores e escritores. Neste post farei uma análise do primeiro episódio da primeira temporada de Black Mirror. É o conhecido "episódio do porco". CONTÉM SPOILERS!

Esta analise percorrerá por três aspectos da narrativa; social, econômico e "moral". Aproveitando o gancho que escrevi sobre a estrutura geral da série no post #0 desta coluna. Vamos ao social...

No episódio é mostrada uma sociedade semelhante à nossa em diversos aspectos. Onde o dilema é apresentado aos poucos; uma ligação, um video publicado no YouTube da Princesa Suzana sequestrada lendo a exigência excêntrica do Primeiro Ministro "foder uma porca" em cadeia nacional.

No primeiro momento é totalmente descartada a possibilidade da execução do ato, porém as tentativas de resgate falham e isto expõe ainda mais o Primeiro Ministro, bem como o governo.

No segundo ato temos o desenvolvimento e nos é mostrado a reação das pessoas e imprensa a respeito. O interessante nesta parte é a praticidade e a naturalização da situação em poucas horas de exposição e ao final; a curiosidade mórbida da audiência.

Creio que o propósito da exigência é a retirada da dignidade de um político. "Até aonde o Primeiro Ministro iria pela vida da Princesa?" Ou pela sua imagem perante aos eleitores... Não preciso dizer que não seria necessário se ele quisesse se desfazer de seu cargo e seu prestígio. Mas o ser humano é ambicioso e o preço era a exigência.

Final do episódio; credibilidade e popularidade alta por conta da omissão em divulgar que a Princesa foi libertada pouco antes da transmissão. O casamento dele se tornou de faixada, pois ninguém é obrigado a compactuar com isto, certo?

O egoísmo, status e a suposta pressão popular foram os impulsionadores da decisão do Ministro. Mas o que isto significa? Por mim a Princesa estaria morta...

E você; o que faria?

Abraços randômicos e até mais!