domingo, 29 de abril de 2018

A volta... E o trabalho do futuro

Olá, tudo bem com vocês? Após um tempo sem postar tomei vergonha na cara e atualizar o blog.

Pra iniciar o primeiro post após tanto tempo fora resolvi abordar um tema que vem martelando há muito tempo; o culto ao trabalho. Eu sei o que deve pensar, afinal "um escritor deveria falar de literatura", mas devo lembrar-lhe de que a literatura é constituída por tudo o que nos cerca e que o trabalho do escritor é colocar seus pensamentos e ideias sobre o mundo no papel (ou no e-book no caso de hoje).

A cultura exagerada de "não reclame: trabalhe" acaba consumindo boa parte de minha consciência, pois segundo este tipo de pensamento somos máquinas que fazem girar a grande máquina do capitalismo próspero que esmaga "os vagabundos" que não "querem" trabalhar. Quando, na verdade, o capitalismo é um sistema pragmático que incentiva o acúmulo de capital em detrimento do bem estar social. Tal estado social só é possível com uma democracia plena e sadia, cuja as instituições refletem a empatia pelo seu igual; o cidadão. Achou utópico? Mas não precisa ser, pois vários países no norte da Europa abundam esta democracia, porém é preciso salientar que isto só foi possível graças a desigualdade entre eles e as colônias africanas, exploradas por séculos através de tráfico, escravidão e transações comerciais desfavoráveis...  Todavia você pode me questionar que estes povos aceitaram o relacionamento de bom grado, aproveitando de sua prerrogativa de soberania e liberdade de transação econômica que o capitalismo tanto prega, mas devemos nos lembrar da teoria de relações internacionais, o pragmatismo político e  a "Royal Politic" ou se preferirem em português "A Política Real", uma política baseada em condições reais que podem resultar em contradições ideológicas, pois o povo sacrifica a ideologia em razão de sua existência, geralmente o lado mais fraco cede em favor das potências vigentes, é só estudar sobre um caso "curioso" sobre a abertura comercial do Japão (alerta de spoilers; foi na base do canhão).

Mas vim aqui falar sobre trabalho... Assim como os países mais fracos os cidadãos de poder minoritário acabam sacrificando a ideologia de um bem comum (a luta de classes) em razão de sua sub existência, isto não é vergonhoso... Para os colaboradores, ops, quis dizer cidadãos, mas não posso dizer o mesmo aos donatários dos grandes grupos detentores do capital majoritário global.

Outro ponto é que a cidadania só se dá através do acesso ao consumo de bens e serviços pagos, pois temos que bancar uma boa qualificação pra adentrar no mercado de trabalho, bons equipamentos de informática e braços biônicos, ops, quis dizer smartphones, já que nos dias de hoje somos como ciborgues; não vivemos sem...Mas e quem não os tem? Pois é; não são cidadãos como nós que temos acesso a tudo isto, para tanto se configuram como cidadãos de segunda classe. Aqui vão alguns exemplos de cidadãos de segunda classe ao longo da história: Judeus, Mulheres, Homossexuais, Estrangeiros, Plebe, Vassalos e mais recentemente os Negros. E, apesar de não reconhecermos, também excluímos aqueles que pregam a equidade e quebra do grande capital em favor dos menos abastados... Certa vez Wilson Churchill disse que o comunismo era a distribuição igualitária da pobreza, mas vale lembrar que ele é um exemplo clássico de abastado, pois para ele o conceito de pobreza é o mesmo de classe média para os cidadãos de hoje, que também podemos transpor para termos coloquiais como "bem de vida", mas não é isto que quero... Desejo somente ter uma boa vida pra ficar de bem com ela, quero ganhar o suficiente pra patrocinar minha existência sem a necessidade de me submeter a mais ninguém, além de não necessitar do medo da pobreza pra me fazer prosseguir. Hoje em dia vivemos com medo da grande massa de desempregados que estão famintos, ansiosos para que os empregados caiam e assumir o tal posto, fazendo com que os empregados agradeçam ao dono do capital por terem empregado... Não é ingratidão, mas eu enxergo que a própria concentração de capital causa esta massa de desempregados, eles (os detentores do grande capital) fazem parte do problema... E antes que me chamem de comunista, eu os alerto; não falo do pequeno empresário que mantém seu pequeno capital em razão de sua força de trabalho, pois como todos nós você só quer a liberdade e autonomia que muitos não tem nem a chance de alcançar. Pois a autonomia só vem para aqueles que tem capital pra investir em si, alcançando o mínimo de cidadania.

Encerrando (em partes) o assunto capital, vamos ao (assunto) trabalho:

O trabalho como conhecemos é uma invenção do século XVII quando artesãos e donos de pequenas propriedades tentavam aumentar a produção, muito por conta do aumento da população dada pelos benefícios dos recentes avanços da medicina. Para resolver este problema de abastecimento eram feitas estradas, pontes, portos... Além de mais braços para a colheita e fabricação de produtos dos mais variados... Aí começou o trabalho, o início do capitalismo moderno, o surgimento do poder econômico da burguesia (também conhecido pelos franceses como "Segundo Estado") explorando o proletariado, dando de comer à estes pobres sem vontade de construir o próprio capital (contém ironia). Depois venho o século XVIII com máquinas a vapor e consequente início da produção massificada, dando as bases aos grandes capitalistas do século XIX. Um exemplo clássico é o "fordismo", mas também deram bases aos mais variados tipos de teorias econômicas, desde às mais pragmáticas ("keynesianismo") até às mais fantasiosas ("anarquismo"), também não podemos esquecer das psicodelias recentes ("anarcocapitalismo").

Tendo isto em mente podemos retornar à expressão do início do texto; "não reclame; trabalhe!" e dizer que este pensamento não é adequado... O capitalismo não deu certo pra todos, o comunismo também não, bem como o feudalismo e a suserania dos mais variados regimes monárquicos. Tudo que podemos afirmar com toda a certeza é que esta pequena parte da história terá um fim; o fim da cultura do trabalho, trazida pela tecnologia e inteligência artificial de nossas criações. E o que farão com aqueles que não tiverem trabalho? Jogar na sarjeta como é hoje ou dar a cidadania que somente da equidade econômica de grande prazo pode nos dar?

E por qual meio? Eu acredito que devemos começar a pensar na renda cidadã (imposto negativo, renda mínima...)

E vocês, o que pensam?

Abraços randômicos e até mais! 


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Livro "Poesias Aleatórias" em pré-venda!

Olá caros leitores e escritores! Este post será curtinho e, sim, de divulgação de meu primeiro livro com poesias escritas há pouco e muito tempo. Todas elas misturadas e com alguns experimentalismos poéticos.

O meu primeiro livro já está em pré-venda neste finzinho de mês na Amazon, sendo liberado no começo de Março.  

Também gostaria de informar que estou preparando uma versão de bolso para vender sob demanda na Amazon (vamos ver se este negócio funciona mesmo) voltado, principalmente, para aqueles que podem ter a tendência de querer ter o livro impresso em mãos e cheirá-lo XD.


Mas é claro que este serviço de impressão sob demanda ainda não chegou no Brasil, mas quando chegar já estarei com tudo pronto XD.

Se quiser ler a prévia e ter em mãos o livro físico ou até mesmo querer comprar as duas versões, deixe aqui seu comentário e divulguem para os seus amigos.

Abraços randômicos e nos vemos por aí! ;) 

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Poesia: A Chegada

Poesia "A Chegada". Contida no Livro "Poesias Aleatórias" a ser lançado no final de Fevereiro de 2018.

Talvez chegue tarde,
Talvez chegue cedo,
O fundamental no chegar,
Não importa encontrar,
Encontrará na hora certa

Não importa o destino,

Importante é caminhar,
Aprender o caminho,
Seguir sem desanimar

Se parar;

Seja pra admirar,
Se não fizer;
Seja pra pensar

O importante na jornada;

O caminho a percorrer,
Não foque no final da estrada;
Só chegará quando morrer.