sexta-feira, 29 de abril de 2016

O Escritório - Parte 2

Olá leitor, se você não leu ainda a primeira parte, por favor leia para poder entender a narrativa ;) Boa Leitura!

Durante as três semanas seguintes Roberto dava algumas poucas assistências aos seus colegas e apenas quando lhe pediam, além de recusar a explicar algumas vezes. Estava chegando o fechamento do mês e a avaliação dos resultados daquele setor. Lucas tinha saído de sua sala com alguns poucos papéis nas mãos e logo anunciou no meio do escritório que iria divulgar os resultados daquele mês. Roberto não escondeu a felicidade e deu um sorriso tímido enquanto os seus colegas se viravam para escutar Lucas.

- Quero chamar o Roberto para ler estes resultados. - Disse Lucas.

Todos haviam estranhado aquela ação, pois Lucas sempre lia os resultados e quais eram as metas. Burburinhos de conversas paralelas começaram a surgir. Logo em seguida Roberto anunciou os resultados desanimadores daquele setor, vários erros em relatórios, outros entregues fora do prazo, faturamento de materiais atrasados...

- Estes meus colegas, são os resultados sem as orientações de seu colega Roberto. Saibam que todas as reclamações de que o Roberto não os ajudava muito e se tornou preguiçoso foram induzidas por mim e autorizadas pela diretoria. Gostaria de salientar que com os esforços do Roberto durante horas extras aparentemente inúteis ao ver de todos vocês, sabemos exatamente quem está errando e aonde. - Disse Lucas.

Todos os demais que estavam naquele escritório se calaram chocados, enquanto a voz firme de seu gerente ecoava pelos cantos daquele pequeno setor composto por um pouco mais de vinte pessoas.

- Fiz isso por dois motivos; o primeiro é que eu estava farto de tantas reclamações com um resultado tão bom quanto o que vou enviar por e-mail para todos. O segundo motivo é que comprovei que o melhor funcionário para ocupar o meu lugar, por conta da minha promoção à Gerencia Geral, é o Roberto pela sua dedicação, principalmente nestas ultimas semanas, acreditem quando digo que ele se esforçou muito mais para não ajuda-los do que para "critica-los constantemente". - Alfinetou Lucas.

Roberto não podia esconder a felicidade, alguns aplausos frouxos, sorrisos amarelos, alguns aparentemente descontentes. Roberto foi promovido... e agora?

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Músicas que jamais existiram - Criança do Futuro

Ele nasceu com cinco anos de idade,
Desde que se lembra nunca teve amizade,
Ele foi criado, em fina classe média,
E sempre foi mimado, sua vida uma comédia.

Esta é a criança do futuro,
Você lhe dá algo, e eles querem tudo,
Esta é a criança do futuro,
Ele tem de tudo e ainda diz que não é muito...

Com dez anos conheceu uns amigos e amigas
Que logo lhe disseram: “Ei cara, se liga!”
Brigou com a mãe e com meio mundo,
Por causa de um brinquedo que ele não comprou
Cheirou cola bem profundo...
E das suas companhias se livrou...

Esta é a criança do futuro,
Você lhe dá algo, e eles querem tudo,
Esta é a criança do futuro,
Ele tem de tudo e ainda diz que não é muito...

E com quinze ano ele amadureceu,
E o juízo, menos do que o resto cresceu,
Aos dezessete anos ele já era pai e disse:
Emprego do céu, meu filho... não cai...
Amigos, amigos, negócios a parte,
Se faz inimigos acaba a amizade
Um emprego arranjou sem a ajuda de vocês
E ele se casou e mais dois filhos fez... (2x)

Um amigo lhe avisou
Que ela não era flor,
Um amigo lhe avisou... (2x)

Mas ele não escutou,
Pensou que era calúnia,
De tanto que seu amigo aprontou
Pensou que era mais uma... (2x)

E pra casa cedo tornou
Adivinhe o que ele encontrou...
Foi coisa da sua cabeça,

Não deixe que isso te enlouqueça,
E ele se arrumou, e nunca mais voltou,
Depois se perguntou; o que era o amor!?

Esta é a criança do futuro,
Você lhe dá algo, e eles querem tudo,
Esta é a criança do futuro,
Ele tem de tudo e ainda diz que não é muito...

terça-feira, 26 de abril de 2016

Músicas que jamais existiram - A Cura da Memória

Você não sabe quem sou eu
E nem sabe quem é você
Então porque você quer saber
Algo sobre mim, que nem eu sei!?

Você não sabe quem sou eu
E nem sabe quem é você
Então porque você quer saber
Qual é a cura da memória!?

Você busca algo
Que você não sabe o que é
Nem mesmo sabe onde procurar

Você não sabe o que quer
Está perdido, então pra onde vou?
Penso que estou pedindo ajuda pra pessoa errada...

Você não sabe quem sou eu
E nem sabe quem é você
Então porque você quer saber
Algo sobre mim, que nem eu sei!?

Você não sabe quem sou eu
E nem sabe quem é você
Então porque você quer saber
Qual é a cura da memória!?

Ninguém sabe quem você é
E se até você está perdido
Quem sou pra conseguir te guiar

Sou humano e erro também
Então procure o seu caminho
Pois se eu errar, eu erro sozinho

Você não sabe quem sou eu
E nem sabe quem é você
Então porque você quer saber
Algo sobre mim, que nem eu sei!?

Você não sabe quem sou eu
E nem sabe quem é você
Então porque você quer saber
Qual é a cura da memória!?

Você não sabe quem sou eu
E nem sabe quem é você
Então porque você quer saber
Algo sobre mim, que nem eu sei!?

Você não sabe quem sou eu
E nem sabe quem é você
Então porque você quer saber
Qual é a cura da memória!?

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Músicas que jamais existiram - Napa 2

País, mundo, desordem, caos (2x)
A violência assola, o coração dos maus.

O mundo revoltado
Miseráveis sem ajuda
Todos vivem calados
A sociedade não muda

País, mundo, desordem, caos (2x)
A violência assola, o coração dos maus.

Chacinas nas favelas
E nos bairros nobres
Todos estão com medo
E culpam os mais pobres

País, mundo, desordem, caos (2x)
A violência assola, o coração dos maus.

O que será que acontece
Com esta sociedade
Com o dinheiro desaparecem
Crime depende da idade

País, mundo, desordem, caos (2x)
A violência assola, o coração dos maus.

Mundo em desordem
E gira sem parar
Todos querem a ordem
Sem querer a paz.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Músicas que jamais existiram - Vida

Você quer sorrir
Você quer sentir a vida
Você quer ser feliz
Sem ter ninguém pra impedir

Então viva a vida
Como ela deve ser vivida
Então viva a vida
Sem ter que impedi-la

Vida, vida... Vida, vida...

Quer sentir o sangue nas veias
Sentir o sol em seu rosto
Sem temer ninguém
Sem machucar alguém

Então viva a vida
Sem drogas, e diga
Sim a vida
Como ela deve ser vivida

Viva a vida... vida a vida...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O Escritório - Parte 1

Um dos funcionários de um escritório em uma grande empresa foi falar com o seu chefe, pois ele foi chamado.

- Olá Roberto, tudo bem? - Saudou o chefe.

- Oi, tudo bem sim senhor Lucas, o que aconteceu? - Disse o funcionário levemente preocupado.

- Muito bem, sente-se que vou lhe explicar...

O empregado se sentou cuidadosamente, erguendo a cadeira para não fazer barulho, assim Roberto sentiu que a cadeira afundou um pouco com o seu peso, olhou para os lados distraidamente e esperou que Lucas lhe falasse o que havia ocorrido:

- Roberto, primeiramente gostaria de lhe dizer que você é um ótimo profissional e é muito bom tê-lo como colega de trabalho. Você tem poucos atrasos, nenhuma falta sem justificativa e quando convocado faz as horas extras que se fazem necessárias para a empresa, não para fazer hora. Saiba que sei de tudo isso.

Roberto já tinha respirado aliviado ao escutar estas palavras tão boas, apesar da voz ríspida e séria de seu gerente, assim ele tentou esclarecer o que estava acontecendo:

- Senhor Lucas, então por qual motivo o senhor me chamou até a sua sala? - Perguntou Roberto firme e gentilmente.

- Pois bem, algumas ações suas vêm incomodando alguns de seus colegas, o que me preocupa é que se trata de uma reclamação estranha e incomum.

- O que seria esta reclamação? - Disse Roberto contorcendo levemente as sobrancelhas.

- Estes colegas estão me dizendo que você os critica constantemente no que se refere ao trabalho, você poderia me dar a sua versão?

- Claro... - Disse Roberto pensativo. - Creio que se o meu resultado não dependesse dos erros cometidos por eles, eu não os criticaria. Vejo que eles não se empenham tanto em não cometer erros e sinceramente isso me tira um pouco do sério. Creio que por conta disso eles devem achar que os critico, mas apenas tento ensinar um pouco do que sei pra facilitar as coisas. O senhor me entende?

- Claro que entendo, então era o que imaginava. Vamos fazer o seguinte; pelas três semanas seguintes quero que você deixe de fazer as críticas e me passe os trabalhos de seus colegas por e-mail, vou avalia-los e corrigiremos para não prejudicar o nosso resultado com o corporativo. - Disse Lucas.

- Mas tem certeza? Quando faremos isso? - Indagou.

- Vamos fazer algumas horas extras, assim saberei como trabalham sem você os ensinando, creio que vão te valorizar mais desta maneira.

- Não sei se consigo... Eu não suporto ver erros e não corrigi-los de imediato.

- Conto que você consiga... Pode voltar ao trabalho. - Dispensou.

- Está bem, vou tentar. - Disse Roberto.

Ao voltar em sua mesa de trabalho, um dos colegas colocou a cabeças acima do biombo que os separavam e disse:

- O que o chefe queria com você? 

- Nada demais, somente um relatório de rotina. 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O Epitáfio

Quando vivemos neste mundo, não sabemos exatamente o que pretendemos fazer, talvez esta falta de propósito se dê por conta de um motivo inexistente para a nossa existência como um todo. O fato é de que realmente não há nada do outro lado, acredite eu sei. Não fique decepcionado e não faça como eu fiz, leve a vida do melhor jeito possível.
Eu vou elucidar este ponto para vocês, preciso te dizer que não sou, quero dizer; não fui uma pessoa muito ocupada com trabalho, afazeres de casa ou grandes complicações em meus relacionamentos. Uma pessoa sem grandes emoções na vida, sem grandes conquistas, nem terminei o que pretendia, não realizei nenhum sonho e também não tinha grandes sonhos. Considero que fui uma pessoa medíocre, na melhor das hipóteses.
Se eu tivesse aceitado aquele convite para aquela festa que tanto enchi a boca pra falar que não gosto? Tá certo que já fui em algumas e não gostei nenhum pouco, afinal estava certo. Tem tantas outras pessoas que morrem nestes lugares, mas olhem que irônica é a vida; estou prestes a concretizar tal ato.
Aos meus quinze anos fui convidado para ajudar em um recital de um grande músico, se tivesse desafiado todos os meus preconceitos talvez não estaria morto assim ou vivido bem até o fim e aproveitado o percurso. O que quero dizer é que com este caminhão em minha frente eu mudaria totalmente a minha rotina, aceitaria qualquer outro convite para algo que desafiasse os meus preceitos.
Ufa! O caminhão passou perto. Vou estacionar aqui.
(Então toca o telefone)
- Oi amigo, que tal irmos para aquele show no fim de semana?
- Ah, não vou poder ir, estou um pouco curto de grana e é aniversário do meu sobrinho...

terça-feira, 12 de abril de 2016

O diário de um herói: O JORNALISTA 1

Hoje é dia 25 de março de 2092. Sou residente da cidade de Nova Brasília.
Com o fim da terceira guerra o aquecimento global veio rápido, as calotas polares derreteram e hoje lá fora faz cerca de 56 graus Celsius de temperatura, coincidentemente esta é a temperatura atual da Terra hoje. Fiz este blog anônimo pois hoje em dia os dias estão cada vez mais difíceis; pessoas matando pessoas, recursos escassos, e justiceiros fazendo justiça com as próprias mãos. Falando em justiceiro ontem um estuprador teve seu corpo perfurado por raios lasers em frente a sua futura vítima, mas sabe o que é curioso neste caso; parecem que a degradação dos tecidos teve origem interna. Talvez seja mesmo auto combustão, mas aposto que é um destes meliantes das sombras, infelizmente a polícia está muito ocupada para solucionar este caso, pois aparentemente segundo algumas pessoas este é um mal necessário. Posso lhe dar um exemplo de mal necessário; o projeto juiz executor que está em trâmite no Congresso. E isto também não é nada bom pra você cidadão. Qual é o problema das pessoas hoje em dia? Vivemos num mundo tão fascista assim?
Muito bem, próximo tópico; aparentemente criminosos estão morrendo por volta das três da manhã de maneiras traumáticas. Uns dias atrás um homem foi morto enquanto assaltava um casal em um carro, o que me intriga é a maneira que ele foi morto. Ele sofreu um traumatismo facial e quebrou o pescoço, em seguida segundo as testemunhas, ele voou por aproximadamente uns quinze metros antes de morrer desfalecido. O que me intrigou foi que as pessoas só viram um vulto que se foi assim que o trauma no crânio do meliante foi feito e o pescoço quebrado e o corpo já sem vida deste criminoso jogado. Me dá um arrepio na espinha só de imaginar o poder deste justiceiro, se é que podemos chamá-lo assim, outra coisa que me causa arrepios é que esta praga de justiceiros se torne uma praga de pessoas com frustrações e superpoderes. Pense hoje, para você até agora está tudo bem certo? Errado! Quando os criminosos de rua acabarem, eles irão fazer suas próprias investigações, irão pras ruas e matará pessoas sem flagrante, baseados somente em suas mentes perturbadas. Aí podemos ter a nossa vida em perigo, estes são dias sombrios meus caros, não podemos fechar os olhos, e o que impede de surgirem os supervilões? Esta pergunta deixo com vocês.
Muito bem pessoal, botem seus comentários aí embaixo e que Deus nos ajude nestes dias difíceis.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Músicas que Jamais Existiram - Ter e Querer

Nada se tem como se quer, melhorar o mundo,
Nada se tem como se quer, o amor profundo. (2x)

Ainda não sabemos como fugir
Também não sabemos como amar
Assim calamos a voz para não nos descobrir
Logo um dia, isso vai acabar

Nada se tem como se quer, melhorar o mundo,
Nada se tem como se quer, o amor profundo. (2x)

Não somos o que parecemos
Resumimos tudo em ambição
Realizamos sonhos quando podemos
Vivemos cada dia, e não aprendemos a lição

Nada se tem como se quer, melhorar o mundo,
Nada se tem como se quer, o amor profundo. (2x)

Nós vivemos na razão
Sozinhos com todo mundo
Mas o que comanda é o coração
Com o amor se esquecemos de tudo...

Nada se tem como se quer, melhorar o mundo,
Nada se tem como se quer, o amor profundo. (2x)


Composto por Gustavo Végas em parceria com Luiz Carlos Schinneider

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Princesa Astrid Capítulo 1

Capítulo 1


Em um mundo conturbado que vivemos, os Mings avançando em sua tática comercial, nem os espartanos resistirão. A Constantinopla sucumbirá aos desejos de um Imperador vaidoso, se importando somente com o seu status e fama ao redor do globo. Nós, detentores da tropa de ataque mais rápida, furtiva e robusta não nos renderemos a esta tática esdrúxula de nossos então inimigos, não nos deixaremos colonizar por ideais rasos em prol de nossa liberdade cultural, educacional e tecnológica. Não vos acovardarei-nos diante desta ameaça futura, por esta razão construiremos a maior e melhor defesa possível contra os invasores. Não vos enganeis, vide o que ocorreu com nossos vizinhos Arianos, mesmo com seus predicados foram esmagados e surpreendidos pelo ataque fulminante daqueles seres maus e ardilosos! Proclama o seu rei Juliano, o Sábio.
Esta é a carta que entreguei aos postais do Rei. Faz parte da minha função como primeiro ministro e porta voz de vossa alteza, o Rei dos países Nórdicos.
Depois da invasão Ming aos nossos parceiros comerciais mais próximos o Rei através de decreto de guerra mandou queimar o território tomado pelos invasores, até a nossa fronteira para que eles tenham um tortuoso caminho se desejarem nos enfrentar. Durará um mês e nos colocará em nossas casas e nossas criações sob domos projetados para tal, a ação de preparo para o inverno de fogo, como está sendo chamado, durará os próximos seis meses. Espero que dê tempo.
- Com licença minha alteza. - Foi minha fala ao entrar no humilde palácio do Rei.
Quando falo humilde, quero dizer que é mesmo humilde, tem comerciantes e produtores com instalações maiores e melhores, mas como o Rei Juliano sempre diz "Não são necessárias muitas instalações pra se governar, mas sim a lealdade do seu povo." Nossa! Me arrepio só de pensar nessa frase tão icônica.
- Fique a vontade senhor Andrew, não precisa destas formalidades comigo, deseja me contar algo?
- Somente que acabei de dar as suas ordens senhor.
- Muito bem, agora devemos cuidar desses Mings. Tens certeza que estão cuidando dos preparativos? Eles devem ter espiões em todas as nações.
- Sim. Aproveitei esta semana e fiz um estudo mais completo do mapa global. - Estendi o mapa sobre a única mesa do recinto, ajudando o Rei a tirar algumas poucas coisas que estavam encima. - Minha... Quer dizer Juliano; nosso território está aqui na parte superior do mapa. Os Mings são conhecidos pela sua frota naval robusta e altamente bem armada, mas não passarão pelas falhas em nosso litoral, que é extenso porém defensável. O senhor me deu a liberdade de tomar algumas providências, por isso já tratei de fortificar o litoral primeiro através da criação de barreiras e quebra ondas feitas de pedra. Nossos pescadores e militares terão rotas diferentes ao longo do dia e da noite, conhecidas somente pelo comandante da região e por aqueles que irão as utilizar. Além de reservar algumas rotas em nosso litoral direcionadas somente para os nossos militares que se movimentarão preferencialmente de manhã, ao anoitecer e pela penumbra da noite. Horários os quais poucas pessoas estão em suas atividades cotidianas.
- Muito bom Andrew, o que você me sugere na preparação por Terra?
- Pensei em duas táticas diferentes; postos avançados através de vales e depressões ao sul e sudeste. Nossa fronteira leste está bem defendida por fortificações, mas defendo um sistema de túneis subterrâneos e profundos, de preferência interligados para a comunicação além de defesa e contra ataque coordenados. Se quiser os Vikings estão prontos e bem alimentados para pilhar as linhas inimigas através daquelas criações de cavalos arianos que nossos vizinhos trocaram pelos nossos estoques de especiarias.
- Muito bom o seu estudo Andrew, mas devemos definir uma posição política antes da militar ofensiva. Devemos evocar a lealdade de nosso povo para detectar quaisquer espiões, mas com cuidado pra não desestabilizar a nossa estrutura social.
Então eu vejo a mais bela entre as mulheres que conheço; Astrid, filha do Rei.
- Oi papai, tudo bem? Hum, estão planejando algo por conta da invasão Ming? Ah, oi maninho! Belo discurso lá fora por sinal.
- Oi minha filha.
- Olá princesa Astrid.
- Já te disse pra não me chamar assim, eu não gosto!
Eu sorri e disse:
- Não fale assim com seu pai, se não te chamar de filha do que irá chama-la?
Ela correspondeu e me disse que sempre faço essa piada e ela sempre cai. Ai ai...
- Estamos planejando a nossa posição política em frente à Constantinopla, Reinos Subsaarianos e Roma.
- Posso dar a minha opinião?
- Claro minha filha.
- Pois então; como sempre os reinos Subsaarianos se submeterão às vontades de seus inimigos facilmente por serem fragmentados demais. A Constantinopla deve-se respeito, mas seu litoral é indefensável e muito propenso ao comércio, creio que deve ser o ponto de equilíbrio que devemos manter. Os orgulhosos guerreiros de Roma seriam a última linha a ser atravessada por terra até nosso território. Isto ignorando totalmente os reinos que não tem forças militares ou posições consideráveis como os Espartanos, Gregos, Ingleses. Por conta da nossa junção com os antigos Vikings, nós saxões temos boas chances de permanecer intactos por algum tempo.
- Muito bem Astrid.
- Muito bem filha, sua mãe estaria orgulhosa!
Ela baixou a cabeça em sinal de luto, pois a Rainha Audrey foi morta no ataque aos arianos, por estar em viagem enquanto negociava mais um contrato comercial. Eu disse pra ele que poderia ter ido para a viagem, talvez se eu tivesse insistido. Ela mesma tinha me falado que era um desrespeito não ser alguém realmente da realeza não aparecer para as negociações. São tantos contratos cumpridos que agora me parecem tão inúteis.
- Não fique triste, perdi uma mãe também. - Disse pra ela, pois eu havia sido cuidado por ela quando meus pais foram mortos em um ataque romano, é tão difícil pensar que teremos que negociar uma aliança com aqueles assassinos!
- Não se preocupe Andrew. Vou ficar bem. - Disse ela ao sair, escondendo todos os seus prantos e raiva.
- Minha filha... Não precisa ir. - Disse Juliano. - Será que fui muito... Como posso dizer, indelicado?
- Ela só precisa de um tempo. - Disse à ele colocando minha mão em seu ombro.
Mas sabia que ele tinha sido indelicado, mas não quis ser indelicado com o meu segundo pai, pois ele também estava sofrendo, assim como eu, mas ao contrário deles eu estou mais acostumado com esta dor intensa em meu peito. Esta angustia que me consome, é terrível senti-la pela primeira vez. Na segunda não deixa de ser doloroso, mas tem um tempo de reabilitação mais rápido.
- Podemos seguir a sugestão da princesa. - Disse ao Rei.
- Ela me lembra tanto a Audrey. - Disse ele aos prantos.
Logo pensei; pronto, não conseguiremos chegar a conclusão nenhuma hoje. O que me faz pensar se isto não foi planejado pelos arquitetos da morte, os Mings.
Então naquele dia o Rei se colocou em reclusão, mas eu tratei de pedir aos guardas máxima atenção, bem como o restante da nação.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Músicas que Jamais Existiram - Almas Perdidas

Foto por: O Escritor Randômico.
Você não aceita uma simples proposta,
De mudar o mundo por fora e por dentro,
Em busca da paz enquanto ainda é tempo.

Nós suprimimos a nossa coragem,
Em nome de nossa ambição,
De ver todo mundo em nossa volta girar,

Veja antes de jogar alguma coisa fora fora,
Junto com quem você já não se importa,
Pois tudo o que se joga fora; é lixo!

Almas perdidas, tiradas da vida,
Atiradas debaixo, da pilha de lixo,
Lixo saúde, lixo moradia,
Lixo desemprego, lixo educação,
Crianças pedindo dinheiro nas avenidas,
E nada nada nada no bolso do cidadão.

Composto por Walmir Camargo em parceria com Luiz Carlos Schinneider e Gustavo Végas.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Musicas que Jamais Existiram - Napa.

Música Napa
País, mundo, desordem, caos.
País, mundo, desordem, caos.
A violência assola o coração dos maus.

Pelas ruas vejo caos, vejo medo,
Pelas calçadas vejo desespero,
Pela pátria eu temo e por mim me protejo!

País, mundo, desordem, caos.
País, mundo, desordem, caos.
A violência assola o coração dos maus.

A sociedade se esconde em meio a escombros,
Do que um dia foi um país,
Um dia os governantes se perguntarão,
O que foi que eu fiz!?

País, mundo, desordem, caos.
País, mundo, desordem, caos.
A violência assola o coração dos maus.

Todos se escondem em meio a grades,
Todos se protegem com insegurança,
Um dia todos se perguntarão,
O que foi aquela época de medo e desesperança?

País, mundo, desordem, caos.
País, mundo, desordem, caos.
A violência assola o coração dos maus.

Pelas avenidas me sinto desprezado,
Pela violência sinto medo,
Pelas crianças desta nação eu choro.

Composto por Gustavo Végas em parceria com Walmir Camargo e Luiz Carlos Schinneider.