sexta-feira, 27 de maio de 2016

Olaf: O Guerreiro Viking - Capítulo 1: A invasão Ming

Capítulo 1: A invasão Ming.

Olaf era um comandante do exército de fronteira do extremo Oriente, enquanto os Mings tentavam avançar sobre o território nórdico ele defendia as suas fortificações por meio de ordens pelo rádio, ele estava logo atrás das linhas de defesa.

- Comandante artilheiro Walkyria, quantos homens estão tentando a invasão?

- É aproximadamente uma horda de cem batalhões armados com armamento leve, não sei se temos artilharia para todos. Eles estão acompanhados de aproximadamente vinte blindados. – Disse o comandante.

- Atenção Vikings; devemos sair para interceptá-los, as nossas fortificações não serão fortes o suficiente.

Sua mulher e filho pequeno estavam ao seu lado quando via Olaf dar tais ordens, seu filho Osmaroslavric.

- Pai, você volta logo?

Mesmo sabendo da possibilidade mínima, Olaf respondeu passando a mão na cabeça, com sua armadura posta.

- Vou sim meu filho, vou ver você crescer, esteja eu onde estiver.

Sorrindo para a sua pequena inspiração, olhou para sua mulher, que estava quase chorando, levantou o rosto dela.

- Não se preocupe meu amor, não será a primeira vez que enfrento aquele exército, nem será a última.

- Defenda a liberdade a todo custo Olaf, a todo custo.

Estas seriam as ultimas palavras dela naquele dia. Após alguns instantes aas armaduras do exército nórdico defensor do último setor oriental estavam postas, eles eram aproximadamente mil homens, contra uma horda muito maior. Os homens avançaram através de seus veículos anti-gravitacionais, seus machados elétricos em punho, além de uma arma curta chamada punhal de Loky. Em suas braçadeiras saiam um escudo retrátil, mas a armadura era leve o suficiente para fazer movimentos rápidos, seus soldados eram como monstros maiores que dois metros de altura, fortes, robustos e ágeis. Desceram em frente recebendo fogo pesado dos blindados Ming, o subcomandante Elizeu, vindo do baixo Oriente, aliado dos nórdicos.

- Olaf, nenhuma época antes um número tão grandioso de soldados Ming. – Disse Elizeu.

- Na verdade você está errado, mas não se preocupe nobre amigo, este somente será um dia mais longo que o normal, mas passará como os outros! – Retrucou Olaf.

Estenderam seus escudos para recepcionar os tiros dos blindados, desceram de seus veículos, que voltaram imediatamente para as fortificações. O exército nórdico não era avistado, todos eles se vestiam de branco como a neve abaixo de seus pés.

- Soldados, defendam a liberdade a todo custo! – Ordenou Olaf.

Então os soldados se levantavam como uma única onda de neve, com seus escudos retráteis retangulares para tombar os blindados, Olaf estava no meio desta onda, quando chegaram embaixo deles, há uma explosão em sequência dando a abertura ao fronte. Os escudos apesar de blindados foram destroçados, bem como alguns dos mais valiosos soldados do exército nórdico, fazia anos que não havia uma baixa sequer. Este seria o dia do desjejum da morte, o sangue nórdico manchava a neve, os Mings avançavam sobre a barreira branca e vermelha dos soldados nórdicos. Olaf e outros mais se levantaram feridos, mas não impedidos por estes ferimentos.

- Avante Vikings! – Urrou Olaf.

Todos se empolgaram e aqueles que sobreviveram à armadilha avançaram sobre os Mings, homens baixos, fortes, ágeis, no entanto sem técnica e armaduras mais simples e armas rústicas, revolveres semi-automáticos e espadas curtas produzidas em série, mas resistente o bastante para penetrar armaduras nórdicas. Os nórdicos matavam Mings como insetos. Olaf pegou seu Machado de Guerra com duas pontas, esticava o braço decapitando um soldado após o outro na volta de seu golpe. Encolhido, voltando a sua posição original ele escutou dois soldados Mings vindo em seu flanco esquerdo, com o machado no chão ele deu um chute esticando o pé esquerdo no peito de um deles. O golpe foi tão forte que a armadura do soldado quebrou e afundou no corpo dele, matando-o instantaneamente. Os outros soldados, em meio a neve também se banhavam do sangue do inimigo, com a precisão e prazer de um cozinheiro que fazia com gosto a sua comida, uma fluência inacreditável, como um poliglota. Até que eles vêem ao horizonte uma imagem de uma ave metálica, tal qual aquelas que os nórdicos haviam mandado o projeto. Era uma sociedade baseada na informação altamente disseminada, portanto todos sabiam da ave metálica mandada para o império aliado do sol nascente. Olaf logo alarma os seus soldados.

- Recuem! Recuem todos! – Um alerta raro.

- Como assim? Vikings não recuam! – Disse um dos comandados.

- Recuem imediatamente! – Alerta novamente com uma ênfase e voz ainda maior e mais alta.

A ave metálica logo chega à linha de frente dos vikings, eles tinham avançado alguns quilômetros dentro do exercito Ming, em questão de alguns minutos, portanto não existia uma saída rápida, mesmo com os planadores vikings apostos.

- Abaixem-se! Se escondam na neve! – Orienta Olaf.

Ainda incrédulos vários soldados ainda atacavam o exercito inimigo, penetrando mais algumas centenas de metros adentro, chegando até as maquinas de combate Ming, que não passavam de carroças de madeira com trenós na sua base, um lança chamas na ponta. Apesar de ser a primeira vez daquelas maquinas chegarem até lá, os Vikings levantaram seus escudos contra os lança chamas, rebatendo contra as carroças, presumindo que elas iriam se consumir, mas nada aconteceu, o verniz sobre as carroças evitavam a neve e o fogo penetrar em tais carros de guerra. Finalmente após centenas de anos os primeiros soldados nórdicos caiam ao chão sem vida, pois os Mings intercalavam o ataque de lança chamas com ataque de lanças longas de aço maciço. A ave metálica lança várias bombas sobre o batalhão de Olaf, outros vários soldados morrem com sua armadura deformada. Quando a ave dava a volta para exterminar definitivamente o batalhão de defesa, Olaf se ergue empunhando o seu machado de guerra avistando a ave metálica, ele se lembra que no projeto, as hélices no bico da ponta eram os pontos fracos, eles traziam o motor junto a elas. Com toda a sua força ele lança o machado, atingindo-a em cheio, derrubando-a sobre o exercito Ming à sua retaguarda. No princípio eram mais de duzentos soldados altamente treinados, agora eram apenas algumas dezenas.

- Vikings! Avancem! – Grita com uma fúria descomunal o comandante Olaf.

Ele dá alguns passos ele coloca a mão esquerda sobre seu ombro direito, que ele arremessou o machado, havia deslocado o ombro, na melhor das hipóteses. Mesmo assim ele amarra uma corda no seu punho esquerdo junto ao seu tronco, pega o machado de um dos mortos naquele dia e começa a correr em direção a um dos carros de guerra Mings.

- Acabem com eles! – Gritou mais uma vez Olaf destemido.

Ele salta sobre um dos soldados que vinham em sua direção, mas antes das chamas saírem alvejando os seus aliados ou mesmo a ele próprio, ele encrava o Machado de guerra sobre a carroça com tamanha força que a desmancha por inteira. Do alto dos destroços do carro de guerra ele avista mais uma imensidão, ele logo calcula ter uma centena de carros e mais de dois mil soldados. Ele também vê a linha frontal inimiga totalmente quebrada.

- Atenção Vikings! Retirada estratégica junto à muralha! – Ordenou Olaf.

Os soldados atendem imediatamente e correm em direção aos veículos restantes.

- Espalhem-se. Um soldado a cada dez metros! – Apesar de usar um sistema primitivo de rádio, ele fazia questão de que todos os soldados ouvissem. – Passe adiante. – Dizia para os soldados em seus flancos.

Os Mings começaram a avançar assim que viram o recuo Viking. Eles por sua vez preparam seu equipamento para contra-atacar. Logo a comandante de artilharia Walkyria percebe o recuo de Olaf.

- Eles estão sem opções. Muito bem garotas, armem os canhões. Vamos ver Mings sendo despedaçados hoje! – Ironiza a jovem comandante.

Após alguns momentos algumas rajadas de estilhaços de aço em chamas atingem o exercito Ming, causando caos em sua linha de ataque. Os Vikings avançam pra cima eles em questão de segundos em seus planadores e se lançam sobre vários carros sob a ordem de Olaf que também estava sobre um daqueles carros de guerra, aí todos tem aquela visão monstruosa. Aquele não seria um dia muito agradável para aqueles que sobreviveram à primeira horda Ming. Assim os Vikings avançaram um pouco mais sobre a frágil, porém densa fronte inimiga.

- Recuem, recuem todos imediatamente. – Ordenou novamente o comandante.

Assim o fizeram, recuaram até a muralha. A artilharia lançou novamente aço incandescente do céu operando a desordem na fronte Ming. Novamente Olaf deu a ordem tão ansiada de ataque, destroçando mais uma dezena de carros de guerra. Esta operação foi repetida mais uma dezena de vezes até algumas poucas centenas de Mings chegarem ao limite do recuo Nórdico. Olaf já exausto dá a sua ultima ordem.

- Avante homens! Avante! Prendam-nos contra o muro!

Os Vikings já cansados encravam em sincronia o machado de guerra no peito dos soldados em sua frente e usam-nos como escudo para atravessar a agora fina camada do antes grandioso exercito Ming, dando uma vantagem aparente para os exaustos soldados Nórdicos.

- Walkyria! Desçam todas! Eles estão escalando as paredes! – Apela Olaf que cai de joelho logo em seguida.

Um dos soldados inimigos nota a exaustão daquele comandante virtuoso e corre com uma lança sobre ele, mas vai ao chão com uma machadinha em suas costas, Walkyria havia lhe salvado do alto de uma das dezenas de torre de vigia. As torres estavam alinhavam perfeitamente com os soldados restantes, assim as artilheiras conseguiram matar os soldados inimigos restantes, pois estava a uma curta distância.

Assim que a batalha acaba, todas as artilheiras recolhem os soldados sobreviventes no interior da muralha.

- Devemos recolher os demais soldados lá fora. – Insistia Walkyria.

Olaf sem a sua armadura, com uma amarra em seu ombro impõe o seu comando sobre a comandante da artilharia.

- Aqueles soldados não podem ser recolhidos neste momento! Osmaroslavric meu filho, convoque o exército do interior.

Naquele momento ouve-se um ruído em alguns alto-falantes instalados no interior daquela muralha.

- Ouçam todos! Estamos sob maciço ataque dos Mings. Algumas barreiras avançadas caíram, milhares de baixas foram constatadas. Algumas águias de ferro foram vistas nestes pontos, convoco todos aqueles que estão hábeis à luta para irem às muralhas para defender a nossa liberdade, a liberdade do povo nórdico contra os escravos Mings!

Era o comandante geral do exército, imediatamente Olaf muda de ideia.

- Osmaroslavric, volte aqui.

- Pois não meu pai.

- Me dê o transmissor.

- Não, você não vai fazer o que estou pensando! Vai? – Diz Walkyria.

- Vou sim, irei comandar todo o exercito sob minha tática, já prevendo como as águias metálicas irão se comportar, aqueles pilotos não são muito hábeis. É mais do que óbvio que não são os aliados do oriente.

Ele pega o transmissor, uma espécie de telefone e se apresenta.

- Olá senhor Igor, comandante dos exércitos Nórdicos. Meu nome é Olaf, venho relatar que acabei de derrotar um exército Ming com aproximadamente três mil homens e mais uma centena de carros de guerra, além de uma águia de ferro.

O comunicador demora alguns segundos e retorna com o espanto do comandante.

- As bases em sua frente não relataram ataque, porque não a fizeram?

Logo que chega a mensagem do grande general ele a responde.

- Elas não devem ter tido tempo para relatar, pois somente duas pequenas bases estavam à nossa frente, pois nossos aliados estão a menos de meia hora de distância daqui.

- Olaf, eu preciso que vocês reforcem os outros pontos da grande muralha. Como está a situação de seu batalhão?

- Dos duzentos sobraram apenas oitenta, tive que usar as artilheiras como força de ataque contra os Mings, mas isto não será necessário nos outros postos de defesa se dois de meus soldados estarem em cada um dos postos comandando os demais batalhões defensivos.

Um breve silêncio, além do normal causado pelo atraso da mensagem se estendeu por alguns instantes. Enquanto isto a dúvida pairava sobre os presentes.

- Você está louco em acreditar que Igor irá aceitar que soldados comandem sobre os comandantes locais! – Colocou em cheque Walkyria.

- Você não irá reforçar os outros pontos da torre como o comandante supremo Igor ordenou? – Indagou seu filho Osmaroslavric.

- Me escutem todos. Os pontos devem ser reforçados com estratégia, como fiz com os meus soldados aqui, somente tive tantas baixas porque não me ouviram. Os soldados sobreviventes aqui presentes, são mais do que capazes de multiplicar a estratégia de recuo e avanço que apliquei por aqui. – Afirmou Olaf com uma voz firme e nervosa.

Até que o comandante Igor respondeu.

- Com base em qual regulamento você quer que seus comandados suprimam a soberania dos outros comandantes locais?

- Pai, diga para ele que esta ação é baseada no código recém criado Omega editado pela última cúpula dos conselheiros nórdicos, que cita a insubordinação aleatória em caso de um ataque inimigo massivo. – Disse com firmeza o seu filho.

- Com base em nossa sobrevivência senhor comandante, os meus comandados não estarão sob as ordens deles, mas sim os auxiliando no combate para que possamos continuar com nossa sociedade intacta. - Respondeu Olaf a Igor com rispidez.

Terminou a transmissão, ordenou aos seus soldados que coloquem a estratégia em ação nos determinados pontos e depois continuou desta vez se direcionando ao seu filho.

- Diga para que os quinhentos soldados locais venham comigo nos veículos restantes. Expliquem-lhes a situação enquanto me preparo para a partida.

- Você vai atacar? Além de não ser um ataque autorizado você pode morrer! – Alertou a sua amada Kayra.

- Não se preocupe, ouviu o que nosso filho disse. Se viver minhas ações serão perdoadas, se morrer serei glorificado por elas em honra com a nação.

Assim, depois de alguns minutos os seus primeiros soldados já se foram para outros pontos da muralha, outros no interior daquele vilarejo já estavam apostos.

- Meu pai, lhe trouxe somente estes trezentos soldados, os demais acham que vão lhe servir melhor ficando aqui para defender a muralha em caso de ataque.

- Muito bem meu filho, a relativa covardia destes homens lhe servirá bem, agora estou lhe dando o poder de comando para que defenda a muralha com estes homens. Walkyria faça a gentileza de validar a minha vontade perante aqueles que ficarem.

- Está bem Olaf, mas você sabe que tem muitas chances de não voltar.

- E o seu ombro? Está melhor querido? – Perguntou Kayra.

- Está bem melhor, as curas me serviram bem obrigado.

- Posso ir com você Olaf? – Perguntou Kayra.

- Se quiser prestar auxílio médico aos soldados será bem vinda.

- Walkyria, caso não volte, cuide de meu filho por mim, está bem? – Disse Kayra.

- Tens certeza disto. Assim como o seu marido você poderá não sobreviver a esta batalha. – Ressaltou Walkyria.

- Tenho sim.

Ela deu um beijo na testa de seu filho, Olaf fez o mesmo gesto e o abraçou forte.

- Meu filho, lembre-se que nada mais é importante além da liberdade desta nação, lute para que tudo continue assim.

- Sim meu pai. Lembrarei-me disto.

Assim Olaf, Kayra e trezentos homens, bem como um grupo de cinqüenta artilheiras que se juntaram de livre arbítrio sob os seus comandos, foram em direção ao exército inimigo.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Zum-by Capítulo 1

Olá, meu nome é Lucas Mourões, tenho quinze anos e vivo com os meus pais, quer dizer, eu vivia com eles, até umas semanas atrás eles não voltarem do trabalho no escritório central NetRiders, no centro da cidade, que por sinal tem o nome de Nova Brasília, mais ao sul da antiga cidade, uns trezentos quilômetros. O dia de hoje é 3 de fevereiro de 2187, estou neste momento escrevendo em uma folha de papel, uma das poucas por aqui, o que posso dizer; sou um nostálgico tecnologicamente falando. Apesar de saber muito sobre sistemas quânticos de programação como o código binário quântico, sei também o quase esquecido código Morse. Falando nisso eu ensinei pra uma garota que mora em um prédio em frente ao meu, não esperava que isto a salvaria até agora. Imagina, ela estava querendo sair com todas aquelas almas andando por aí. Você deve estar perdido, eu explico:

O motivo pelo qual estamos nesta situação é que os computadores do mundo inteiro, quem sabe de Marte também, estejam ativando uma espécie de vírus que foi inserido através de "Born Chips" colocados sob nossa nuca quando nascemos, algumas pessoas são imunes só chip ou teve algum defeito neles, ainda não sei precisar. Como seu disto? Eu consigo entrar no sistema deles através de um computador que eu mesmo montei havia uns anos atrás, nada de mais, ele é gigantesco, ocupa alguns metros quadrados do meu quarto. A janela de tempo é bem curta, entre às treze e quinze horas da tarde. Não sei porque eles mantêm a energia circulando, talvez seja uma transmissão WiFi através da rede elétrica controlando tudo isto.

Como planejado e previsto eu vou continuar relatando os fatos cotidianos como possível, é o que os psiquiatras recomendam neste tipo de situação não é mesmo?
Meus pais bateram à porta novamente no fim desta tarde. Todos os dias aproximadamente às dezoito, é desesperador; eles rugem, como se estivesse conversando entre si. É como se seguissem a rotina normalmente, mas vejo quando eles vão embora caçando as poucas pessoas sãs na rua como zumbis.
Hoje conversei com a Amanda através da janela com lanternas de luzes ultravioleta, aparentemente não é detectado pelos zumbis, curiosamente usando o código Morse que ensinei a ela. Ela me disse que conseguiu ir ao mercado no intervalo que mencionei antes, o que me faz pensar que as máquinas tem um tipo de falha por volta deste tempo. Até agora só visitei os apartamentos vizinhos em busca de suprimentos. Ela me disse que devemos sair da cidade, que devem ter pessoas mal intencionadas que podem ver nossa comunicação, eu insisti que a película do vidro que coloquei em nossas janelas eram suficientes para a invisibilidade de nossa comunicação. Falando nisso, aquele dia foi desesperador, senti muito medo de ir até o apartamento dela. Voltei rápido, disse pra ela que devo defender o computador, pois tentei fazer o mesmo com o notebook dela, mas não consegui monitorar as ações das máquinas ao nosso redor, é como se eu estivesse cego, não sei como ela consegue se manter calma. Ela só me disse que ela não está pronta para deixar o apartamento, os pais dela também voltam às dezoito horas e ficam por lá até as dezenove, agora são vinte e uma horas e dezesseis minutos. É um pesadelo onde não consigo acordar. Estou rodando na casa trancada com mais de sete trancas. No primeiro dia já retirei as trancas vizinhas e coloquei chapas de aço que estavam no quarto de ferramentas de meu pai, algumas das ferramentas que usei tive que pegar no setor do zelador do prédio. Ele grunhiu e correu atrás de mim, sorte minha ter participado das olimpíadas esportivas do colégio, ele quase me alcançou. Quando cheguei no terraço do prédio eu me esquivei me abaixando rapidamente e indo um pouco para o lado, aparentemente eu estava certo, o seu Antônio José caiu os quase trinta andares, foi horripilante, ao mesmo tempo foi uma sensação de alívio e prazer de certa forma. Estes zumbis não tem a visão periférica muito apurada, apesar de parecerem vivos, cumprindo uma velocidade regularmente humana. Ainda não contei pra Amanda, não sei qual seria a reação dela, mas claro que disse pra ela a minha hipótese sobre eles. Depois disto eu fui ao apartamento dela pra fazer o mesmo e aplicar a película no vidro da janela dela, reforcei algumas coisas para ela continuar com a comunicação do Morse e corri os apartamentos ao nosso redor, ainda não deu pra verificar tudo, mas creio que somos os únicos que não foram atingidos pelo tal vírus. Nestes últimos dias reforcei qual seria o método de como podemos sobreviver e transportar este computador para longe da capital. Mas concordamos que devemos matar algumas pessoas infectadas, donos dos carros pra não termos problemas. Outra coisa que me preocupa é que terei de parar a pesquisa sobre o vírus durante este tempo, algumas semanas desmontando o computador, colocando nos veículos ou no veículo se for um de carga, além de decidir aonde ir, pois não consigo controlar os satélites para varrer a área, tenho que esperar que as máquinas façam isto por si só, mas isso nunca ocorreu. Pois bem, vou tentar dormir e gravar um pouco mais amanhã, se estiver aqui ainda.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

A arte da retórica e a relatividade

Olá caros leitores, hoje irei falar um pouco da retórica e a relatividade, uma associação que me chegou da seguinte reflexão:

Como que a igreja (Católica) convenceu tantos que a Terra era o centro do universo?

Está certo que uma força bruta foi necessária, mas além disso a igreja privou a grande parcela da população da educação básica e usou argumentos convincentes para aquelas pessoas, cobriu as evidências e usou o poder de autoridade. Como o famoso "falar com convicção". Assim pode-se dizer que neste caso as pessoas foram convencidas em não procurar mais respostas pois tinha uma autoridade suprema que sabia de tudo o que existia no universo. Viram como a retórica pode servir para o mal?

Aí vocês podem me dizer cadê a relatividade? Eu vou lhes dizer que observei este exemplo somente no ponto de vista da grande população, pois conhecemos alguns cientistas que desafiaram a igreja e pagaram caro por isso, mas eles não se contentaram com a explicação dada pela igreja por conta do conhecimento.

Vou dar-lhes um exemplo de hoje; no ponto de vista do leigo político pode-se tirar várias conclusões sobre o que é certo para o país, mas conforme algumas buscas na internet (campo minado) conforme declarações de alguns cientistas políticos (tirando os extremistas que são levados por convicções pessoais) pode-se concluir, por exemplo, que a saída da Dilma não resolverá o problema, mas acreditar no poder judiciário nesta caça aos corruptos. Agora na minha opinião se acontecer a queda da Dilma, eu temo o Temer.

Outro exemplo de retórica muito bem usada foi a do Lula! Quando convenceu o país que ele era a solução para todos os males (e não era), mesmo assim nos convenceu do legado da Copa (nesta confesso que senti o cheiro de esgoto ao céu aberto) e que a Dilma seria uma boa sucessora (nesta eu não caí mesmo! Mas tem muita gente que caiu, fazer o quê?), agora quer nos convencer que aceitou o cargo de ministro para o bem do país e não para fugir da justiça (e ainda tem gente caindo). 

Isso nos mostra que quanto mais as mentiras foram ficando absurdas e sem sentido cada vez menos pessoas os apoiam, mas como tem pessoas que apoiam a legitimidade de seus atos? Lembra que eu falei que a Igreja manipulou a população por conta da falta de instrução? Tô falando aqui encima que existem pessoas que não acreditaram em suas falácias por conta de seu conhecimento, a diferença é que não estamos mais na Idade Média! Só mudaremos o país quando prevenirmos com educação o uso da retórica para motivos obscuros.

Eu posso muito bem convencer alguém com dados verdadeiros, parciais ou falsos, contanto que sejam coerentes para aqueles que me leem, ainda acredito que se minha retórica for bem usada relativo ao público que falo (estou dando um exemplo pessoal) vocês podem conferir que estou errado e mesmo assim acreditar em mim, estou estudando um pouco de como posso usar isso em minhas narrativas, pois um livro exige muito estudo (estudo esse que inicialmente nem imaginava precisar) e um recurso que pretendo usar muito aqui é a retórica, não pra convencer, mas para mostrar o ponto de minhas histórias curtas (eventualmente longas).

Muito bem pessoal, espero que tenham gostado! 
Se sabe de mais alguém que gostaria de me ler; compartilhe! 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Reflexões: O Caos

Olá caros leitores, espero que tenham gostado dos meus posts até agora. Com o intuito de fazer deste blog um lugar refletivo (também) vou compartilhar alguns pensamentos e epifanias com vocês.

O caos, a confusão e a desorientação são certamente sentimentos e sensações nada agradáveis de se sentir, mas penso que por vezes somente isso nos coloca nos trilhos e nos faz repensar "será que devemos continuar seguindo por este caminho?" ou ainda; "como estou me relacionando com as pessoas ao meu redor?". A aparente confusão e desorientação pode nos deixar fracos e deprimidos, mas também pode ser algo bom, faz repensar os nossos conceitos, nossos métodos e por fim nossas crenças. 

Venho me reorientando em minha vida por cada crise que passo, em todos os campos. Nós temos que parar de ser tão dogmáticos e deixar no caminho o que não nos serve, manter o que nos é útil e nos mantém, e claro, adquirir novos pensamentos. Afinal é assim que tudo anda pra frente. Imagina, por exemplo, se realmente todos achassem que o computador pessoal não era uma boa ideia, talvez ainda estaríamos nos anos 70. O que parece legal, mas alguns conceitos não serviam mais, eles deixaram pra trás e adquiriram um novo pensamento, um novo conceito.

Idéias boas podem não vir de grandes gênios, não te garanto nada (você terá que fazer por si mesmo), mas se tentar pensar um pouco além da média (não estou falando de inteligência) você vai perceber certas coisas pelo lado de fora do caos e da confusão e poderá se adaptar para passar por este turbilhão de coisas. Parafraseando Titãs (a banda :/) "as ideias estão no chão,você tropeça e acha a solução".

E não, não publiquei isso por ser sexta feira treze (risos).

Muito bem, agradeço todos pela visita e tenham um ótimo dia!     

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Apenas um relato.

Olá caros leitores, agradeço desde já aqueles que estão me acompanhando.

Quando criei este blog eu pensava em dividir algumas narrativas com vocês, receber críticas e desenvolver o meu livro,mas percebi que não é apenas isso; este blog me trouxe o poeta que havia em mim, e posso usar isso em minhas narrativas.

Sei que são algumas poucas até o momento, estou preenchendo o buraco com algumas velhas poesias minhas, junto com algumas bem, mas bem recentes. Eu notei que este blog me deu uma aliviada no pesado roteiro de meu livro, sei também que ele não deve parar. Algumas vezes me pego pensando; por qual motivo eu ainda não terminei o livro. Logo repondo; é o seu primeiro, tem que ir com calma. Ao mesmo tempo que mal vejo a hora dele ficar pronto!

Este foi um post meio ao vento, mesmo assim espero que gostem e que continuem me acompanhando e compartilhando os links daqui!

Obrigado e até mais!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Política, filosofia e opinião

Olá pessoal, estou aqui pra falar um pouquinho de política e muito de filosofia.

Estava acompanhando algumas pessoas no Youtube sinalizando algumas opiniões sobre a condição lamentável do Brasil. O que me faz pensar que me abster deste assunto (estou muito tentado para fazer isso) poderia não ser a melhor posição, ao mesmo tempo que escolher um lado seria muito parcial, por conta disso vou deixar aqui alguns pontos pra você pensar.

Primeiramente penso que ninguém está 100% certo. Gostaria de elucidar isso para que leia este post com a mente aberta.

O primeiro tópico; corrupção. Todo ser humano é corruptível, se você não pensa assim, pense novamente. Ninguém nunca sentiu a tentação de burlar seus códigos morais por quaisquer motivo, você pode não ter executado a corrupção, mas com toda certeza já pensou nisso. Por isso não julgue as outras pessoas do alto do palco com seu discurso de ódio; somos o bem e o mal ao mesmo tempo, não seja intolerante. Mais tarde gostaria de abordar a minha opinião sobre a corrupção, mas não será hoje (pra não alongar o post).

Segundo tópico; a credulidade. A grande maioria das pessoas acreditam em coisas subjetivas muito facilmente. O caso da pílula do câncer; pessoal, ciência infelizmente (ou felizmente) têm métodos, não nos cabe julgar se esta substancia é boa ou ruim baseado na ausência de testes controlados. E pelo que li não existirá uma solução universal para a cura de todos os tipos de câncer.

Continuarei abordando a questão da credulidade aos poucos, existem muito pontos.

O terceiro e último tópico é a questão de se colocar na pele do outro. Hoje em dia as pessoas estão com a mente fechada, negando o ato de pensar. Antes de dar a sua opinião pense no que aquela pessoa gostaria de ouvir se fosse você, coloque-se no lugar dela. Eu por exemplo adoro receber críticas construtivas, por conta disso adoro dá-las também, por isso quando me pedir uma opinião saiba que será o que eu gostaria de escutar de outras pessoas se eu fosse o autor do meu algo de crítica.

Baseado no que eu escrevi neste post, dêem o seu ponto de reflexão aqui embaixo.

Até a próxima pessoal!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

No Sanatório

Haviam quatro internos ao redor de uma mesa no refeitório de um sanatório qualquer. Quando após um silêncio inquebrável um deles perguntou para aquele que estava em sua frente:

- O que você fazia da vida antes de vir pra cá?

- Sou médico. - Disse um senhor aparentemente perturbado.

- O que você fez para merecer estar neste lugar?

- Não sei ao certo, mas eu estava operando um paciente em casa quando me prenderam. Ele parecia meio sem vida antes de opera-lo, não pude salva-lo. - Explicou o louco.

O rapaz estava com um olhar vazio, bem ao lado daquele que havia puxado a conversa, assim ele repetiu a pergunta para ele.

- E você? O que faz da vida? 

- Não irá te responder. - Disse o homem em sua diagonal.

- E porquê não? - Perguntou.

- Ele torrou o cérebro com drogas fortes. Além disso nosso amigo que está em sua frente é um assassino sociopata. E antes que você me pergunte irei facilitar para você; fui preso aqui porquê sou ninfomaníaco agressivo, estou aqui para escapar da prisão! - Exclamou o homem raivosamente.

- Eu sei de tudo isso. - Disse calmamente.

- Então com que propósito você enche a minha paciência?

- Eu pergunto por conta da minha curiosidade de saber a visão que as pessoas tem de si mesmas, em relação do que elas realmente são. - Respondeu.

- O que esperava ouvir de um bando de loucos? Claro que são imagens distorcidas! Eu só não tenho esta imagem distorcida de mim mesmo porquê não sou maluco! - Disse aos berros.

- Sou escritor, estou aqui porquê tenho a impressão de que as pessoas não entendem os meus textos. Quando na verdade eles servem para reflexão.

Chamou um dos guardas que estavam por lá e Ele colocou um gravador na mesa.

- O que está fazendo? - Disse o homem antes furioso.

- Eu quero liberdade e justiça, nada mais libertador e justo do que você ir para o lugar onde você deveria estar. Além disto me tirar daqui!