domingo, 20 de agosto de 2017

[Depressão] Como se matar...

Olá caros leitores e escritores, neste post você verá como uma vida pode se extinguir... Como se matar mudaria algo? Afinal, as pessoas são o que são independentemente de você. Somos nós os únicos responsáveis pelo que se passa na vida daqueles que estão próximos de nós, mas esta afirmação também vale para os outros.

A depressão é um dos meios pelos quais a decisão de se matar caminha, mas esta estrada não é de via única. Você pode pensar que sua vida é um fardo para os seus familiares e amigos, até que você tenha razão, mesmo que eles não se importem com você, quem está errado na verdade? Muitas pessoas geniais já se depararam com a solidão e flertaram com a morte, no entanto poucas caíram em seus braços. Saiba que o fato de ninguém ama-lo não te faz menos importante do que o resto do mundo, pois encontra-se prazer nas pequenas coisas. Certamente você se lembrou de algo feliz e com significado próprio para consigo. E com toda a certeza, este momento, te deu uma razão, ainda que momentânea, de estar vivo.

Durante muito tempo pensei que era um fardo para alguém, mas deixei isto de lado e me concentrei em mim; fazendo as coisas que me deixavam feliz. Uma delas era escrever, mas antes vieram outras; estudar temas que me despertavam interesse, ouvir os balanços das músicas clássicas de um coleção velha de fitas... Encontrei a beleza num passeio de bicicleta e até mesmo em observar a chuva. Muitas vezes nos deixamos levar por jogos, nos viciamos em químicos para fugir da realidade, enquanto a forma mais prazerosa de se fugir de algo tão cruel, quanto o nosso mundo, é a imaginação. Seja através da música ou poesia, da escrita ou da arte de retratar o mundo em forma de desenho... Estas formas são as mais proveitosas, pois está lúcido e com a sua mente afiada para novas perspectivas e pensamentos. Quem sabe? Você pode mudar o mundo através de sua forma única de pensar.

E não se esqueça; você é muito especial pra você mesmo. Não desperdice a sua vida com os outros, se importando tanto com que eles pensam de você. Estou aqui, nos comentários ou pelo email se quiser ajuda.

Abraços randômicos e até mais! 😉

domingo, 13 de agosto de 2017

[Ciência] Falácia Lógica

Olá caros leitores e escritores, inspirado pelo vídeo do Atila Iamarino no Nerdologia (https://m.youtube.com/watch?v=UI1xR_AECrU) pretendo dar meu toque aleatório e literário ao assunto título. Portanto não deixem de conferir o ótimo vídeo e em seguida venha aqui nos comentários e discutir a imperfeição.

Você já pensou o que ocorre quando seu computador fica com aquela tela azul irritante? Pois é; um paradoxo ou falácia lógica ocorreu e não há nada que se possa fazer, pois todos os sistemas e conjuntos estão sujeitos a estas falhas.

Já se dizia antigamente que somente Deus é perfeito e esta divindade pertence a outro plano. Portanto se Deus é perfeito ele não pode pertencer ao grupo "Universo" pois por determinação tudo que está contido no Universo é imperfeito e incompleto. Explico.

Ao medir a velocidade de uma determinada partícula não descobriremos a sua trajetória e vice-versa. Da mesma forma que se você falar "Estou mentindo", um paradoxo é gerado. Pois falar que está mentindo, logo a frase é falsa, portanto você está falando a verdade, no entanto se você diz que está mentindo e fala a verdade logo mente. Este é o paradoxo do mentiroso.

Vamos extrapolar um pouquinho mais? Seguimos...

Se você diz que sua ideologia é perfeita e sem furos, como por exemplo o capitalismo, estará cometendo uma falácia lógica pois se o capitalismo conter a si mesmo, logo não é perfeito. Pessoas passarão fome, guerras se formarão e as leis nunca serão satisfeitas, pois o código penal entrará neste mesmo paradoxo em algum momento. Pessoas não seguem a lógica e sempre será uma falha crítica em qualquer ideologia.

Quando falam que o socialismo não deu certo por ser implementado de forma arbitrária, podemos cair numa falácia lógica, pois o ideal, o perfeito, nunca será satisfeito. Da mesma forma que as fórmulas da física tendem a colapsar antes de serem satisfeitas, as nossas ideologias, fazendo parte do universo imperfeito, também tendem a colapsar antes de ter algum resultado prático.

Não ficou convencido? Vou mudar um pouco o discurso.

Muitos dizem que toda regra tem sua exceção, mas se toda regra tem exceção e se esta for uma regra, logo ela tem exceção. Entretanto esta regra inclui a de que todo sistema lógico que conter a si mesmo entrará em colapso, pois tudo é imperfeito por determinação; haverá uma regra sem exceção e esta é a de que tudo é imperfeito.

Bem como uma rocha cruzando o horizonte de eventos dum buraco negro, não é possível que escapamos do conjunto chamado Universo. E se não é possível sair levando em consideração a regra de que toda regra tem uma exceção... Esta é a existência do buraco negro que escapa ao conjunto chamado Universo.

Falando um pouco de buracos negros:

As convicções científicas montadas através dos tempos param de funcionar próximo ao horizonte de eventos, isto corrobora com a regra de que toda regra há exceções.

Continuando... Já foram ideologias e ciência... Agora tocarei num campo nebuloso; a dos sistemas de crenças.

Se todos estamos certos sobre nossas crenças, logo ninguém está certo. E se ninguém está certo; como averiguar a afirmação? Portanto todos podem crer no que bem entendem, mas por civilidade temos a convenção social de que isto não pode ser aplicada à crenças alheias e esta convenção impõe a supracitada afirmação à todas as crenças, logo ela é falsa ou não está contida no conjunto de sistemas de crenças. Se quisermos forçar... Cairemos novamente numa falácia lógica.

A ciência é um sistema de crença? De certa forma sim, mas não da forma da religiosidade que não pode ser averiguada. Por isto temos o chamado "Método Científico" e este procedimento nos garante a correta aplicação da ciência. Através da averiguação do método aplicado às experiências podemos afirmar ou refutar qualquer conceito científico, mas se averiguar todo e qualquer método de todas as experiências e experimentos realizados, por conta do volume, será matematicamente impossível averiguar todos os métodos aplicados nestes experimentos. Para isto serve a "Validação por Pares", no entanto este acaba sendo um sistema de crença, pois temos que acreditar nela e as suas consequências. Portanto se pudéssemos acusar algo na ciência de transforma-la num sistema de crença; devemos isto à validação por pares. Como os livros sagrados em todas as grandes religiões. Mas ao contrário destes livros a ciência em última instância pode ser provada falsa, enquanto as religiões não, pois não há um método de evolução e descoberta crescente de Deus, como ocorre no método científico.

Antes que me acusem de herege e ateu (se é que isto é xingamento), posso apresentar um fato (facilmente verificável através de evidências espalhadas internet a fora) de que a maior patrocinadora da ciência foi a Igreja Católica, antes dela os Árabes Mulçumanos (hoje conhecidos por uma ignorância crescente) também fizeram grandes avanços tecnológicos e científicos... E garanto que estes avanços foram pra descobrir a verdade sobre Deus e como seu mundo funciona. Aliás; as religiões (todas!) foram criadas pra dar alguma explicação aos fenômenos da natureza, bem como a sua própria existência.

Há um limite pra tudo e nenhuma visão alcança todas as explicações, mas podemos dizer que o ponto de vista científico nos dá mais ferramentas do que as demais pra descoberta do que ocorre neste nosso Universo Imperfeito.

Deixe a sua opinião, pois ninguém é perfeito... Bem, se toda regra tem exceção.... Não tem fim 😁.

Abraços randômicos e até mais!

domingo, 6 de agosto de 2017

Post Random #23 O Prazer de Escrever

Olá caros leitores e escritores, neste post colocarei uma parte de meu coração de escritor. Falarei um pouco sobre o prazer de escrever. A fuga, não por si, mas para falar da realidade. Contraditório? Não; apenas faz parte de ser humano.

Comecei a escrever poesias, assassinando a gramática, bem como a concordância. Não me importava quem eu iria ferir ou quais intelectuais da língua portuguesa eu ofenderia com textos tão esdrúxulos. Com o tempo dei forma ao caos e, por insistência de minha professora de produção de textos (sim, houve esta matéria na escola pública), prestei atenção à técnica no texto. E não; não me tornei um escritor instantaneamente assim que me dei conta das técnicas de produção de textos. Foram muitos anos pra ter consciência de minha produção.

Mas; por qual motivo eu escrevo? Esta é uma questão interessante, no entanto não é simples de responder.

Eu escrevo para dar vazão à minha imaginação. Esta seria a versão mais curta e poética da resposta, com toda a certeza colocaria numa pequena biografia de apresentação. Mas não é simples quando a inspiração é tragédia e sua mente deixa a desorganização dominar sobre os fatos, bem como as obras literárias lineares que nos são apresentadas cotidianamente. Isto vai se refletir sobre meu primeiro romance a ser lançado quando... Bem, quando eu terminar. Não tenho pressa, mas pretendo concluir a escrita no próximo ano.

Pra quem não acompanha (nem está afim de ler todos os posts procurando a informação) o meu livro tem como cenário um anexo (fictício) do principal campo de extermínio Nazista. Conta a trajetória de Grimaldi Volk, um cientista que não quer revelar suas descobertas ao Terceiro Reich. O livro será narrado por quatro a cinco (ainda não decidi) narradores em primeira pessoa dispostos aletoriamente em duas linhas temporais (presente e passado), nas quais a linha do presente é narrado de forma linear e o passado de forma aleatória.

Continuando... Eu tive por muito tempo a concepção de que eu não era capaz de produzir um romance por conta da aleatoriedade dos meus pensamentos, até conseguir escrever o roteiro deste livro. A primeira versão, cheia de incoerências históricas e contendo falhas na coerência e coesão. Impossível de ser apreciado por qualquer um, até mesmo eu não entendia como eu pude escrever aquilo. Gosto de falar que a minha história foi salva pela minha persistência e vontade de abrir meu peito e enfiar o dedo no meu ego em busca de melhorias técnicas que evidenciaria a história, dando personalidade a um texto sem forma.

No entanto a função da escrita estava lá; dando vazão a minha (suposta) criatividade e tendo uso terapêutico em substituição de possíveis químicos que detonaria (com toda a certeza) a minha saúde física (não que esteja tão melhor, mas não piorei nada).

Gostaria de dar um belo testemunho, falando que a escrita me tirou de uma depressão, comecei a fazer exercícios físicos pela manhã enquanto observava a natureza pra me inspirar, mas são tempos modernos e sedentários estes que vivemos. Continuei convivendo com meus tormentos, no entanto ele está exposto no papel, tal qual uma criança de castigo por bagunçar a casa inteira... Esta criança é a tristeza e a casa é minha cabeça. A depressão deixa a visão embaçada, pois fecha a nossa mente como um fusca num dia chuvoso... E precisamos abrir um pouco a janela, se molhando e tremendo, mas seguindo em frente. A escrita foi só uma marcha neste fusca velho. Que venham muitas pela frente!

E você; por qual motivo escreve?

Abraços randômicos e até mais! 😉

sábado, 29 de julho de 2017

[Depressão] Empatia

Olá pessoas, tudo bem com vocês? Sentiram falta dos posts no blog? Pois bem; tentarei retomar o ritmo, mas irei com calma.

O propósito deste post é discursar um pouquinho sobre empatia. Muita gente pensa que empatia é a mesma coisa de sentir pena de outra pessoa, ou um sentimento que você tem que pensar o que faria no lugar de outra pessoa. Mas não é bem isto.

Empatia é se colocar no lugar de outras pessoas, no entanto não é pensar "o que eu faria no lugar dela?". Não entendeu? Eu explico; empatia é pensar com a mente desta pessoa, com as experiências das quais você tem conhecimento sobre ela. Se algo não encaixar bem, ela não confia que você o suficiente pra contar tudo e a culpa não é dela.

Pessoas com depressão normalmente não deixam outras pessoas se aproximem delas, pois já tiveram pessoas que, como você, aproximam-se dela e eventualmente não tem a empatia necessária e falam coisas parecidas com "Ei, é só você erguer a cabeça!". Isto machuca muito mais do que se imagina.

Tenho o costume de, enquanto escrevo, pensar como meus personagens. Não é fácil, pois cada um tem suas experiências de vida e forma de pensar singulares. O segredo deste método de condução da narrativa é a Empatia. Isto se desenvolve com o tempo, treinando com as pessoas que te cercam.

Garanto que já lhe ocorreu a seguinte pergunta "O que aconteceu praquela pessoa agir deste jeito?". Pois é; Empatia é a resposta. E é a forma mais sutil de "conquistar" alguém tão fragilizado pela depressão.

Pensar como os outros, não pensar como você mesmo, é uma forma linda de se doar. Isto sem falar dos inúmeros benefícios deste tipo de exercício. Um termo que me vem à cabeça é "Inteligência Emocional". Empatia, pensar como os outros em sua condição singular, é uma ferramenta não só pra ajudar alguém, mas também para ajudar a si mesmo.

Simplesmente não vejo por qual motivo alguém se negaria a exercitar a sua empatia, se não for para ajudar os outros, poderá ajudar a si mesmo. Compreender seu cliente, seu chefe, seu leitor ou seu editor.
Qual o motivo daquela crítica pesada?
Qual o motivo daquela resposta atravessada?
Ou ainda o motivo pelo qual o seu amigo tá te ignorando?
Tudo isto você pode descobrir pela empatia.

Empatia; não têm motivos pra não usar!

Abraços randômicos para todos e que todos usem sua empatia!

Ei... Deixe seu comentário!

domingo, 14 de maio de 2017

[Depressão] Vamos sair?

Olá caros leitores e escritores, inspirado por uma determinada serie e empurrado pelo meu histórico de vida, nesta série de posts (sem numero determinado), listarei coisas que não se deve falar pra alguém com depressão.

Neste post, como já devem saber, falarei sobre o convite pra sair de amigos e familiares. Especialistas dizem que isto não deve ser feito, mas as pessoas não dão a mínima pra este tipo de alerta. Geralmente não se tem empatia por pessoas com depressão, portanto o que fazem? Convidam-nos pra sair de casa; aquele cantinho no qual você consegue se proteger do mundo, somente com seus sentimentos e pensamentos. Antes que alguém diga que não precisa deste drama todo, eu te digo; isto é fundamental pra uma pessoa depressiva, lhe explicarei o motivo.

Somos muito pensativos, geralmente prestamos atenção nas mínimas incoerências alheias, damos valor aos detalhes. Tentamos trazer ordem e lógica ao que nos envolve, detectando padrões de comportamento do tipo "confiável" e "não confiável", como auto defesa, mas isto é pra quem conhece a depressão desde o início da vida, como eu conheço. Outras pessoas desenvolvem este mecanismo na pré-adolescência, se isolando "repentinamente" das outras pessoas, geralmente levado pela incompreensão e falta de empatia pelas pessoas próximas a este indivíduo.

Tive problemas de desenvolvimento motor (nada grave) e consequentemente de dicção (esta sim bem acentuada), gerando o que chamamos hoje de "bullyng". Era tachado como alguém que não tinha "força de vontade", até hoje não sei o que querem dizer com exatidão, e que eu não interagia com as outras crianças. Obviamente era porquê eu era zoado até que cansassem de mim ou até eu bater em alguém; era a única forma, pois não tinha a escolha de não encontrar aquelas crianças novamente. Não importa o que todos falem; eu odeio cada uma destas crianças até hoje. Ou seja; a interação social me causava dor emocional.

Toda vez que houver um encontro com muita gente alegre, saiba que o depressivo não vai se dar bem, pois é o oposto dele e do ambiente no qual gosta de estar. Gente alegre costuma machucar as pessoas muito mais do que as tristes, pois ao meu ver (e penso que ao ver dos depressivos) estas pessoas não sentem empatia justamente por estarem felizes enquanto fazem piadas que podem ser dolorosas pra muitos. Claro que há aquelas pessoas felizes que vão tentar compreender e te chamar pra sair, você vai pra não se desfazer... Depois você sai no meio da festa, pois você não se sente bem com barulho, confusão e gente feliz; não escutando seus pensamentos, consequentemente perdendo a noção de quem você é de verdade.

Não são raras as vezes que depressivos temem que ao tratar de seus problemas, deixem de ser quem é pra se tornar pessoas felizes, as quais não se importam com as mesmas coisas de antes. O que desejo dizer é; o primeiro passo para ajudar alguém com depressão é escutá-la, sem partilhar os seus segredos pra mais ninguém, pois assim você conquista a confiança quebrada em outras interações sociais. Por isso não convide esta pessoa pra sair; peça permissão pra escutá-la e partilhar suas dores com ela também.

Abraços randômicos e a próxima...

domingo, 7 de maio de 2017

Post Random #22 Pense Simples, Escreva Simples

Olá caros leitores e escritores. Hoje, este que vos escreve, entra numa fase mais moderada, mais simples, porém não simplória. Nada melhor pra inaugurar esta nova fase com um post que fale diretamente com a simplicidade de um bom texto. No entanto existem coisas que torna o texto mais simplório. Neste post tentarei elucidar estes aspectos no espírito do "menos é mais".

Vocês, com toda a certeza, já se depararam com um texto que usa sempre as mesmas junções; sem vírgulas, sempre com a mesma conjunção colando as orações, enfim, com coisas que acabam com a disposição do leitor. Se você nunca notou isto, saiba o motivo de ter largado determinado texto no meio, ou mais precisamente; vontade de parar com o livro, mas com o desejo de retomar a leitura. Saiba agora o que o escritor acertou e errou pra nos despertar estes sentimentos contraditórios...

Simples não pode se confundir com o simplório. Um texto bem construído é fundamental pro sucesso de sua escrita.

Já detalhei na introdução um pouco do aspecto técnico que torna o texto simplório; má utilização das junções e vírgulas. Parece-me que alguns autores tem alergia ao ponto final ou de exclamação, devendo-se utilizar com moderação, mas o uso correto garante um bom corte de cenas, proporcionais aos dos filmes e séries os quais você admira. Para isto funcionar na escrita o escritor deve interiorizar em sua forma de escrever o jeito mais conciso e preciso possível. Muitos podem não dar valor aos usos dos pontos, ou ainda da alternância nas palavras que juntam oraçoes e pensamentos no decorrer de um texto ou narrativa (que, no que, qual, na qual, também, no entanto, portanto, consequentemente, ao, à, ou, de, do, da...), esta classe de palavras nos garante a continuidade de uma frase, bem como o cimento junta os tijolos duma construção. Mas assim como o cimento, existem vários tipos; como acabamento interno, externo, pra áreas úmidas... Enfim, as ferramentas que servem a um determinado tipo de texto, não serve ao outro, no entanto existem as genéricas que servem para qualquer tipo, mas o uso do "que", cujo uso é constante (já encontrei 5 deles numa só frase), tornando a narrativa pobre e fraca; como uma rua cheia de quebra-molas, fazendo a narrativa diminuir o ritmo. Releiam aqueles textos cuja considere lentos e maçantes; certamente encontrará diversos "quebra-molas" no texto, bem como frases sem quebra, como uma estrada que segue reta durante horas, deixando seu motorista sonolento.

Um texto sempre se inicia com uma letra maiúscula, passando uma letra após a outra, finalizando com um ponto final; é simples! Mas nem tanto.

Quando me propus a escrever "Ômega Volk: A Margem da Maldade" não me ocorreu que fosse tão complicado. Eu já escrevia poesias, mas pra ser contista ou romancista; é preciso ir alem.

Pra exemplificar; quando era criança (uns 9 anos) eu tinha dois hobbies, um era a música (Pink Floyd, Led Zeppelin, CCR, Beethoven e outros ícones da musica clássica lírica e instrumental) obtida através de fitas do meu pai, o outro era ler o dicionário e as revistas da Superinteressante (dentre outras do mesmo gênero). Mas neste post destacarei o fato curioso de "perder tempo" em ler dicionário. Eu, enquanto criança, achava fantástico o fato de ter o significado da palavra em sua frente (hoje temos este recurso no Kindle em um toque), sempre que precisava saber o significado de uma palavra encontrada nas revistas, eu abria aquele calhamaço do Aurélio (procurem imagens na internet) e procurava a palavra desejada. Também fazia isto por esporte; ia procurando as palavras mais diferentes, vendo o seu significado. Lembro quando descobri a palavra "cuja", foi uma descoberta muito interessante... Daí em diante não parei mais, só diminuí o ritmo na adolescência, mas a mudança efetivou-se; era uma daquelas crianças com problemas na dicção que falava umas palavras diferentes, pois conversava muito comigo mesmo enquanto lia as revistas e alguns livros sobre paleontologia e astronomia. Naquela época a astronomia ainda se limitava ao sistema solar e o nome das estrelas e constelações... Também tinha a classificação das estrelas e planetas, mas se limitava em algumas poucas páginas no famoso "Atlas". No entanto por mais livros que minha mãe tivesse em casa, eu sempre me intimidei pelas páginas amarelas e os assuntos ininteligíveis pra minha pessoa. Se não me engano a leitura de minha mãe passava sempre pelos clássicos publicados em 1900... Certa vez, aos meus doze anos peguei um livro pra ler, se não me engano foi "O Cortiço", não preciso dizer que era bem longe de ser o meu gosto, mas se não fosse uma edição antiga, talvez, eu arriscaria ler.

Retomando o assunto do simples; me traumatizei com o segundo volume do livro "Til", linguagem incompreensível cuja era o meu trabalho do segundo bimestre na segunda série do ensino médio. Desde então me apeguei a música e a poesia, compondo algumas letras e melodias, muitas estão perdidas no tempo.

Portanto a simplicidade é fundamental pra chamar novos leitores, por outro lado a boa composição das letras se faz fundamental para a permanência destes na literatura, em especial em seus trabalhos (se você for escritor). Como disse anteriormente; usar sempre as mesmas palavras empobrece seu texto, usar palavras complexas demais afasta os leitores. Afinal é importante manter o equilíbrio entre riqueza nas palavras e o texto simplório sem variação  nas técnicas pra colocar uma palavra após a outra.

Uma boa regra a se seguir é sempre que houver combinações de palavras parecidas num conjunto de três frases (ou até mesmo dentro do parágrafo), se faz interessante reformular até a combinação deixe de existir. Sei das dificuldades nesta regra, no entanto este é um bom exercício pra enriquecer seu vocabulário, te força a escolher as palavras de uma forma interessante; como um general empurrando seu exército contra o inimigo, fechando as rotas de fuga, não deixando alternativa alem de lutar contra suas capacidades, até que o leitor vença o seu texto. Esta figura de linguagem quer dizer; o leitor leu seu escrito com facilidade, aprendeu algumas palavras pelo contexto e ainda gostou do que leu. Esta é uma vitória, ao menos pra mim, quando consigo alcançar os objetivos citados anteriormente. Pra outros escritores pode ser diferente, mas não creio que os seus objetivos fujam muito dos meus; você pode ter o foco em emocionar com sua história, entretanto, acredito no alcance da emoção do público leitor através de um texto bem construído.

Outro ponto importante é escrever como se pensa, pensando no que escreve e acima de tudo; pensar como você deveria escrever. Com isto desejo dizer que as frases bem construídas em sua mente contribuem para que seu primeiro texto saia sem muitas falhas, não dispensando as revisões e reescritas subsequentes.

Em resumo; um texto simples sem técnica se torna simplório, mas aqueles complexos não alcançam o leitor. Equilibrar estes elementos no texto e ainda imprimir a sua identidade é o dever do escritor. Bem como uma casa feita sem projeto, um texto sem técnica está fadado ao fracasso.

Gostaram do post? Concordam ou discordam de mim? Deixe sua opinião nos comentários que ficarei feliz em conversar sobre isto com vocês!

Abraços randômicos e até mais!

domingo, 30 de abril de 2017

1° de Maio

Olá caros leitores e escritores, feliz seja o dia de todos nós que continuamos trabalhando, também daqueles protestantes lá fora. Somos, no final das contas, um só. Por isto deveríamos estar juntos, lutando contra medidas que não foram discutidas previamente, contra aqueles que não dão o exemplo cortando os próprios privilégios. Esta ação do nosso governo só mostra o quanto eles refletem as ações de seu próprio povo. Explicarei.

Muitos já me disseram "...se eu estivesse lá faria a mesma coisa... Garanto que você também...", ou ainda que eles estão mais do que certo dizendo; "o mundo é dos espertos", também podemos traduzir como "bobo é quem trabalha". Só quero dizer que, pela lógica da politica brasileira, eles não estão errados. Mas não quer dizer que eu concorde com a perpetuação deste tipo de pensamento.

Os protestos, apesar de muitos desqualificarem pela presença sindical, são uma prova do amadurecimento político, apesar de não ser composta por uma massa 100% pensante, sendo que a maioria, ao meu ver, se apropria de uma ideologia por inteiro, sem questionar as ideias inclusas no pacote, consequentemente não separar as ideias de dentro das ideologias, construindo o seu próprio conjunto de ideias. Pros extremistas isto é impensável justamente pelo desmonte de sua ideologia perfeitamente montada pra combater o lado oposto.

O que quero dizer é; não existem ideias de direita ou esquerda. O que existem são ideias, sendo boas ou más dependendo da posição do sujeito de direito na sociedade.

Mas as opiniões ultrapassam a questão do trabalhador, muitos valorizam, e muito, a questão do trabalho. Muitas vezes são opiniões vindas diretamente dos anos 60, onde estudantes e cientistas não são bem o modelo de trabalhador. Nisto estão inclusos os filósofos e o ofício o qual pretendo seguir na escrita. A respeito disto só quero dizer que estas facetas do ser humano formaram a sociedade atual. Dizer "isto não é trabalho" nada mais é do que cuspir pra cima.

O trabalho, no pensamento de muitos, é o meio pelo qual se qualifica o ser humano, mas pelo contexto da Grécia antiga o trabalho intelectual era tido como dignificante. Mas o que se deve ter em mente é que a honestidade não está ligada de forma inviolável com o trabalho, sendo perfeitamente que alguém considerado trabalhador cometa desonestidade, seja material, moral ou intelectual. Por sinal desqualificar a pessoa que profere determinada ideia é a pior desonestidade intelectual. Deve-se argumentar colocando os argumentos em questão, rebatendo os pontos um a um. Um belo exemplo de manifestação deste tipo de desonestidade está exposta em todas as emissoras de TV a cada dois anos nas campanhas políticas, fica difícil votar quando os argumentos se resumem a ataques pessoais, não tendo a mínima ideia de como aquele candidato vai resolver os problemas da população. Apesar disto, compreendo que se houver alguém neste meio tentando rebater de forma razoável e lógica não teria a menor chance, pois iriam desviar o foco e resumir as discussões em ataques pessoais.

Quando resolver assistir um destes "espetáculos" tenham em mente de que se houver algo parecido com o diálogo abaixo, este ser não é digno de voto:

- Quais são suas propostas pra educação?

- ... É importante salientar que o outro candidato não fez pela educação, eu sim farei...

Mas não explica a forma de como se aplicará. E isto se repetirá até negarmos esta maneira de fazer política. A única maneira de progredir a política brasileira é discutir racionalmente.

Feliz dia do trabalho.

Feliz dia do trabalhador.

Espero que nossos governantes sejam substituídos periodicamente, pois peças com muito tempo na função apresentam vícios ocultos. A alternância de poder é fundamental pra permanência da democracia.

Abraços randômicos e até a próxima!

domingo, 23 de abril de 2017

Post Random #21 Diferenciação e boas práticas na escrita

Olá caros leitores e escritores. Hoje abordarei o posicionamento mercadológico do seu produto; o livro, além de boas práticas no ato de escrever.

Sei que muitos irão me dizer que estarei "limitando" a "criatividade" de muitos, mas o que pretendo aqui é tratar o seu ganha pão como algo que ele é desde o início de sua concepção; um produto. Podem achar pragmático, mas encarar o seu livro como produto pode fazer com que se posicione melhor no mercado, ou ainda que melhore em relação à alguns aspectos de sua narrativa. Vamos lá?

Pois bem, mutis devem pensar; "meu livro é uma arte, como tal não deve ser encarada como produto." Você tem todo direito de pensar assim, mas está errado e isto não é uma cagação de regra, principalmente se você colocar o seu livro à venda. Mas também não quer dizer que nas primeiras palavras, ou na construção da sinopse, deverá focar em seu livro como um produto, mas direcionar suas técnicas para tal objetivo. Não adianta fazer igual a tal autos de sucesso; ele já fez e muito bem, por isso teve sucesso. O foco deve ser outro; criar seu próprio estilo, sua própria combinação de técnicas, vocabulário, modo de montar os capítulos e organizar sua história, até o como e onde escrever pode te diferenciar, pois o seu jeito de produzir o livro e seu nível de cuidado pode te diferenciar de outros artistas que fazem mais do mesmo, sempre.

É claro que no início você irá emular estilos de outros escritores, ou ainda cineastas, se você consome muito um tipo ou estilo, mas em alguma hora terá que sair do casulo; se diferenciar. Como se faz isso? Simples; lendo e se interessando por outros autores de estilos diferentes daquele que você está acostumado, isto te dá uma gama maior de técnicas e estilo, por mais que não goste; estas técnicas serão muito úteis em sua história. Escrever uma história da Terra Média, por exemplo, não é a mesma coisa se usar técnicas e o estilo do Stephen King, ou ainda com as técnicas de José de Alencar.

"Ah, mas eu não gosto de outros autores..." Então estará fadado a escrever sempre a mesma coisa, seus leitores te compararão sempre aos mesmos autores, mas com uma diferença; você escreverá muito pior do que eles. Quando postei a indicação do livro "Sobre a Escrita" deixei um conselho valioso passar; sempre leia autores de gêneros diferentes dos seu, isto te dará mais ferramentas pra sua narrativa, isto enriquece seu texto.

Voltando ao posicionamento; não basta ser um autor de determinado gênero com uma abordagem parecida com autor "x" e usa sempre as técnicas "a, b e c", é necessário diversificar, ou você acha que só você teve a ideia de fazer uma trilogia de determinada forma? Não é legal. Certamente você encherá linguiça e criar barrigas no texto, o que não é positivo pra nenhum iniciante. Você deve aprender a prender a atenção do leitor, por mais que você goste de Asimov ou Tolkien, escrever como eles hoje em dia e ter sucesso é improvável. Outra coisa interessante é se apoiar nos clássicos brasileiros e nos grandes nacionais contemporâneos, afinal de contas a história deles foram feitas pra língua portuguesa, o que melhora muito a fluência.

Conhecer a própria língua é fundamental, cada uma tem as suas peculiaridades e bons costumes próprios. No inglês as palavras e frases curtas fazem com que o texto flua, enquanto no português contrair duas ou mais palavras, sintetizar o texto unindo diversas intenções é o mais aplicável. Frases não muito longas também são bem vindas, pois já li frases que levam um parágrafo inteiro pra terminar, bem como aquelas que repetem as mesmas palavras depois da vírgula. A junção "que", por exemplo, é como um nó ligando duas orações, duas ideias. É importante usar junções, mas repeti-las eternamente não é uma boa prática; engessa o texto, cansando o leitor, consequentemente te fazendo perder público.

Outra coisa que pode ter um tom poético se bem empregado, mas se for mal implantado terá um tom destoante do restante da narrativa:
"Ele chegara ao porto espacial..."
Você vê algo de errado? Se fosse numa estação de trens não seria melhor?
Uma linguagem antiquada numa ficção científica é muito destoante. Enquanto se usar "Ele chegou à estação de trens." Fica muito mais belo e poético.
Se a narrativa é simples e você usa sempre o verbo no passado "chegou", colocar um "chegara" no meio com toda a certeza a leitura travará, justamente por conta de que o leitor lerá "chegará", confundindo a compreensão da frase. O mesmo vale pra verbos análogos, tais quais; "fora", "tivera", "sentara". Isto é valido somente nos clássicos, pois naquela época todos escrevera daquela forma.

Claro que estas são apenas algumas boas práticas, existem várias outras, uma delas é a de escutar sugestões, avaliando a sua validade na língua portuguesa e em seu texto.

Curtiu? Compartilhou? Comente também!

Abraços randômicos e até o próximo post.

domingo, 16 de abril de 2017

Especial de Páscoa: Renasça!

Acordei, mas continuei na cama, deitado, de olhos abertos. Não sentia a necessidade de acompanhar aquele programa na TV, ou ouvir a música de meu artista favorito. Abri a geladeira, ao invés do leite, peguei o Iogurte, e tomei com uma farinha de aveia que estava pegando poeira no fundo do dispensa. Prometi pra mim mesmo, há algum tempo, que eu mudaria de vida, no entanto não sabia quando cumpriria tal promessa. Respirei em silêncio enquanto me acostumava com o gosto cru do iogurte com aveia.

Escovei os dentes depois de acabar com aqueles biscoitos "naturebas" que comprei pelo mesmo motivo da farinha de aveia. Sei que comi muito, mas nada se muda da noite pro dia.

Limpei a casa, lavei a louça e emendei com o almoço; fiz uma salada com macarrão à moda da casa, pois ninguém é fraco, afinal é páscoa. Depois de se deliciar, fiz minha pausa. Olhei pela janela, mas não via ninguém na rua, pensei o quanto um feriado pode ser inútil.

Comecei a pensar na influência de que as autoridades alheias têm sobre nós e o quanto isto afeta as nossas vidas; os ídolos. Desde os músicos, passando por figuras de autoridade política e religiosa, até os atores e autores. O quanto eu penso por mim mesmo? Será que as conclusões são minhas? Ou apenas uso o mesmo método pra chegar até determinadas conclusões?

Apesar de ser um texto fictício, isto nos faz pensar:

Escrevi, desenhei, mas concluí que sou uma mistura de meu meio, no entanto existem pessoas que apenas se apropriam da opinião alheia. Não pensam por elas mesmas, emitindo opiniões contraditórias sen remorso. Claro que pra concluir isto, mergulhei fundo no histórico de várias pessoas no Facebook e Twitter. Mas não foi questão de mudança e opinião ou de posicionamento, poderia fazer um paralelo perfeito com algum argumento de uma autoridade qualquer. É a pior forma de argumento.

As pessoas deveriam se portar como elas são e pensam, não apenas seguir ora um rebanho, depois outro, seus políticos e pastores nada santos. O mesmo serve na acusação; a falta de empatia, de se colocar no lugar alheio, afinal de contas você faria a mesma coisa, ou algo parecido? Até onde você iria pela sua moral? Seria o próximo Jesus Cristo? Apenas vejam o que ocorre com seus pastores; eles se sacrificam pelo outro ou apenas dizem pra que suas ovelhas se sacrifiquem? Seu ídolo dá o exemplo, ou são apenas palavras num manuscrito que é adulterado conforme a ideologia de poucos?

Nesta páscoa, seja o renascido, tente pensar por si, respirar por si. Pois somente esta é a verdadeira vida. Não seja apenas mais um no meio da manada.

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Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 9 de abril de 2017

[Resenha] Conto: O Lenço Vermelho.

Olá caros leitores e escritores. Depois de ter dado voltas em assuntos obscuros neste blog, hoje irei presentear vocês com esta resenha do conto "O Lenço Vermelho" da Nuccia de Cicco do blog de 1001 Nuccias. Este conto está disponível na Amazon e... Olha só; é erótico. Gênero que eu nunca leria se não fosse parceiro do blog. Só lembrando aqui que sempre procuro ler as obras dos autores parceiros (sempre que sobra um tempinho). Mesmo com três resenhas em atraso. Sem mais delongas; vamos ao conto!

A Narradora-personagem é uma rebelde num mundo diatópico. Ainda envolta pelo caos, ela encontra momentos de prazer com um completo desconhecido. Sim! Temos imagens mentais!

Todos podem pensar que sou este cara quadrado, querendo saber e avaliar as técnicas empregadas pelos autores, mas desta vez... Farei tudo da mesma forma 😊.
Estava falando das imagens mentais... Ela descreve bem e suficientemente os cenários, coisa que normalmente é deixado de lado no caso de um rala e rola. Mas ela não deixou de ser escritora e compôs bem o ambiente pra nos sentir envoltos pela história.

A respeito da fluência; posso dizer que está boa, mas mesmo assim não é das melhores; existem alguns erros cometidos por distração, outros devem se esconder da revisão, portanto são perdoáveis, nada que atrapalhe a história.

Agora, falando da composição dos personagens; não me pareceu muito verossímil, mas afinal de contas a nossa autora quis juntar duas coisas totalmente destoantes entre si. Uma distopia com cenas calientes. Mas creio que a aproximação foi boa.

O final é surpreendente, ao menos pra mim. Creio que pra alguém que conheça o gênero, e goste, irá se deliciar.

Em resumo; uma ótima leitura pro final de semana. Como contos são mais curtos, trarei uma avaliação mais curta:

🌟🌟🌟 na Amazon, mas nao pude deixar aqui com menos de 6,5 de 1 a 10. Ou seja, são três estrelas bem cheinhas

O que pra mim é bom! Considero, no geral, um conto acima da média. Quer ler?
https://www.amazon.com.br/Len%C3%A7o-Vermelho-er%C3%B3tico-Nuccia-Cicco-ebook/dp/B01MT82XQ4

Site da autora:
http://1001nuccias.blogspot.com.br/

Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 2 de abril de 2017

Post Random #20 Ideias Perigosas

Olá caros leitores e escritores. O post de hoje não será sobre leitura ou escrita em específico, mas se encaixa quando se exerce estas atividades. As pessoas procuram remoer o problema ou buscar soluções? Estaríamos proibindo alternativas sem oferecer saídas para serem substituídas?

Por estes dias publiquei no Twitter e no Facebook sobre a tal reforma previdenciária, comentário válido também para  a situação da lei sobre a terceirização.
"Não basta ser contra a reforma previdenciária, tem que ser a favor da renda mínima."
Várias pessoas marcaram como favorito no Twitter, outros reagiram no Facebook, mas ninguém veio discutir a implementação desta ideia; como funcionaria? Donde viria o dinheiro pra isso? Isto tem relação com literatura?

Posso responder isto por partes...
Tenho uma ideia de como viabilizar, mas é preciso ter uma coisa ausente no Brasil; a tal "vontade política". Que na minha visão é gerada apenas através da pressão popular. Mas vamos à solução; primeiramente devemos gerar caixa pro governo... E qual é o maior ralo de dinheiro público? Sonegação e corrupção, nesta ordem. No entanto não existem políticas públicas eficientes de combate... Existem órgãos fiscalizadores, mas se os corruptos são pegos, basta delatar os coleguinhas e devolver o dinheiro desviado, tornando a corrupção e a sonegação em simples investimentos de risco, não um crime.

"Ah, mas os engravatados vão pra cadeia e os seus bens congelados até o fim do processo, que não é curto."

Mesmo que seja verdade; não é justiça. Pra se fazer justiça eu proponho aqui uma lei que permita a captura de todos os bens móveis e imóveis dos culpados, tirando o poder econômico dos corruptos, consequentemente a sua influência. A aplicação se daria por fiscalização virtual, obtendo o caminho tortuoso dos laranjas; punindo também aqueles que permitiram ser usados nestes esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro. Isto daria caixa o suficiente pra renda mínima.

A gestão de empresas, agora na mão do governo, depois que seus donos foram punidos com a perda de seu patrimônio:
1) Gestão especial; sanando os problemas de caixa e saúde da empresa, um órgão especial do governo faz com que a empresa se recupere e volte nas mãos do mercado. Claro que após pagar todos os investimentos feitos pelo governo para a readequação da mesma.
2) Regulação da gestão especial; todos os agentes que administrarem por razão e interesse próprios serão enquadrados na mesma lei contra a corrupção e sonegação.
3) Devolução da empresa ao mercado; será feito um leilão, semelhante ao que acontece hoje em dia nas privatizações.
4) Em caso de subfaturamento do leilão, o TCU ou Ministério Público poderá exigir a aplicação das leis contra a corrupção.

Mas claro que so isto não basta pra que ocorra a restituição saudável ao erário publico, devemos arrecadar impostos. E qual é a melhor renda de impostos hoje? As drogas legalizadas. Não estou falando de aumentar os impostos dos cigarros e bebidas, mas a regulação de drogas ilegais, para que elas passem a pagar impostos. De quebra podemos acabar com 70% da população carcerária e reinserir esta massa no mercado de trabalho que, sem ironia nenhuma, já têm muita experiência no ramo. Isto desocupará as forças de segurança que poderão fazer a proteção ao que realmente importa; o cidadão e ao patrimônio deste, devidamente conquistado.

Agora; como podemos efetivar isto? Uma secretaria especial de regulação de drogas, dotada de especialistas multidisciplinares. Somente desta forma poderemos fazer uma regulação robusta destas políticas; com pessoas que entendem do assunto, de dentro pra fora.

Assim teremos menos gastos na manutenção das prisões e desentupiríamos o judiciário (ah... Tinha que ter um maconheiro pra defender a legalização das drogas). Amiguinhos; eu não consumo álcool há sete anos. Cigarro nem lembro a última vez, então não me venha com esta falácia de procurar depreciar o emissor da proposta.
"Ah, então você está querendo que nossos jovens tenham livre acesso às drogas ..."
Você vive no mesmo planeta que eu? Eles já têm livre acesso. A diferença é que desta forma o acesso será regulado por leis e normas através de pessoas que estudaram o fenômeno.
"... Tudo o que o governo não consegue coibir, ele legaliza e regulamenta..."
Camarada; o mundo é assim desde o início. As drogas, você querendo ou não, fazem parte da construção social da história humana... A Inglaterra colonial, por exemplo, depois de décadas incentivando a produção, proibiu o Ópio por questões políticas, apoiando posteriormente em questões pseudo-filosóficas e pseudo-religiosas. Mas isto nunca impediu o consumo. Bem como a norma culta não impede ninguém de escreve "agente" quando se quer dizer "nós". O povo simplesmente escreve, e se for usado de forma cotidiana será uma norma "culta", bem como uma palavra bem conhecida; "você" era considerada uma palavra da plebe, mas hoje é norma culta. Se "vc ñ qr"  negar a realidade... "Ñ ps fzr nda ..." Claro que eu não costumo falar ou escrever desta maneira, mas nada impede que isto se torne norma daqui há algum tempo.

Mas seguindo com o assunto; e se mesmo assim não obtivermos caixa o suficiente. Então não estamos prendendo corruptos o suficiente, dando o exemplo. Poderemos fazer isto da seguinte maneira:
1) Os corruptos que se demonstrarem arrependidos, denunciam seus comparsas e devolverão o dinheiro com juros, bem parecidos com aqueles cobrados pelos bancos. Isto poderá diminuir os juros na economia se houverem muitos banqueiros envolvidos.
2) Aqueles que procurarem esconder algo, será punido da mesma maneira pelo ilícito escondido.
3) Não importa se foi 10 reais ou 10 milhões; desvio do erário público é crime com a mesma punição.

Não estou condenando ninguém à miséria, pois terá a renda mínima, baseado no salário mínimo que dependendo da quantidade de políticos envolvidos e condenados poderão aumenta-lo, visando causa própria no futuro. Ah... Desvincular a renda mínima do salário mínimo não vale, nem mesmo pra condenados de um certo crime.

Estava quase me esquecendo; quais seriam os benefícios da renda mínima? Obviamente democratizar o acesso a bens de consumo. Mas vamos um pouco alem do óbvio; teriam consequências no mercado de trabalho...
Podem terceirizar à vontade com esta lei da renda mínima, pois todos teriam uma subsistência garantida na pior das hipóteses. Sendo imediata a concorrência entre as empresas para oferecer melhores condições de trabalho. Mas devemos aliar com esta política de renda mínima é imperativo que tenha um índice de aumento automático; a inflação somado com 10% durante trinta anos. Podendo ser renovado em razão de força maior. Depois somente a inflação.

Ah... Vamos para o ultimo rombo; os salários e aposentadorias pros políticos. Nem falarei dos militares por motivos óbvios; é uma classe corporativista e um mal necessário, mas deveria ser encaixada na classe de servidores públicos com aditivo de risco, sugiro 50% da remuneração, mantendo as aposentadorias especiais atuais, mas não permitindo o ingresso de novas aposentadorias nos moldes anteriores. Bem, ao menos eu não gostaria de uma intervenção militar novamente, pois querendo ou não são os militares que mantém o País coeso. Proponho a seguinte política de salários em todo o funcionalismo público:
1) Cargos de nível básico; um salário mínimo.
2) Cargos de nível médio; dois salários mínimos.
3) Cargos de nível superior; três salários mínimos.
4) Cargos que exigem ao menos uma especialização (pós-graduação por exemplo); quatro salários mínimos.
5) Cargos que exigem mestrado; cinco salários mínimos.
6) Cargos que exigem doutorado; seis salários mínimos.
7) Cargos que exigem pós-doutorado; sete salários mínimos.

Para cada especialização (limitando até cinco) o servidor recebe um acréscimo de 20% do salário base. Incidindo também na variável de desempenho.

Todo servidor teria todas as despesas pagas em caso de especializações exigidas, bem como reciclagens coordenadas pelos seus respectivos órgãos. Nestes cursos, em caso de aprovação, é recebido 5% do salário base. Incidindo também sobre a variável por desempenho.

Proponho uma avaliação de desempenho conforme cada órgão público, acrescentando até 50% na remuneração do salário do servidor.

Já para cargos eletivos...
1) Vereadores e suplentes; um salário mínimo.
2) Prefeitos e vice-prefeitos; dois salários mínimos.
3) Deputados estaduais e suplentes; dois salários mínimos e meio.
4) Governadores e vice-governadores; três salários mínimos.
5) Senadores e deputados federais e seus suplentes; três salários mínimos e meio.
6) Presidente e vice-presidente; quatro salários mínimos.

Pois ninguém se elege pelo dinheiro, não é mesmo? Mas sim para servir o povo. Ou você acha que um político vale mais do que um professor que estudou a vida inteira?
Por falar nisso, não poderia deixar de cortar pela metade o numero de cadeiras disponíveis em todas as câmaras, pois não são necessários tantos políticos pra decidirem por nós, isto sem falar que fica bem mais fácil cobrar se você conhece todos pelo nome... Vai fiscalizar mais de 500 políticos nas suas respectivas câmaras pra ver se fará mais alguma coisa da sua vida.
Ah... Claro que os políticos merecem uma avaliação de desempenho... Que tal fazermos uma avaliação através do voto de como foi o governo. Perguntas feitas por especialistas nos assuntos envolvidos, pois maquiar índices é o que mais se faz no governo. Nada mais justo do que a premiação ser 50% do salário dos quatro anos somados.

Uma outra coisa que me incomoda muito é a reeleição, poderíamos abolir isso de qualquer jeito (subsequente ou não) pra qualquer cargo... Fazendo as contas, se um político ocupar todos os níveis de câmaras e ocupar todos os cargos eletivos no executivo, podemos limitar a carreira política até 28 anos. Considerando que proibiríamos também que uma vez que o cidadão tenha ocupado o cargo de prefeito (ou qualquer outro) na cidade A, ele não poderá ser prefeito de qualquer outra cidade.
Olha, os cargos comissionados deveriam ser limitados até dois assessores por cargo eletivo.
Isto sem falar do corte das verbas extraordinárias, fazendo com que o politico se esforce em usar a estrutura do próprio governo para exercer a sua função.

Recapitulando... Desoneramos o sistema judiciário e prisional, bem como a segurança pública com as regulações de drogas...
Reformamos a máquina pública com a politica de salários.
Injetamos mais dinheiro na economia através da renda mínima.
Limitamos o numero de assessores comissionados.
Tampamos o ralo das verbas extraordinárias.

Não é impossível, basta vontade.

E você? Qual seria o seu plano de ação?
Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 26 de março de 2017

[Ciência] Terra Plana

Olá caros leitores e escritores. Como devem perceber pelo titulo; voltei com alguns posts que tem a ciência como foco.

Como todos sabem; a cada dia surge uma loucura nova e a Terra Plana é apenas mais uma. Neste post irei mostrar a lógica dos objetos esféricos e como você (se estiver disposto) pode comprovar por si mesmo que a terra é redonda (ou se preferir; esférica). Então tirem seus chapéus de alumínio e guarde sua bola quadrada e leia este post pra saber como responder à esta insanidade...

Muitos acreditam que a NASA mente sobre os fatos do universo e tudo mais, como se não houvessem astrônomos amadores o suficiente pra mapear o céu e os movimentos de seus astros. Além destes apaixonados pelo céu (que lindo ❤ ) temos agências de outras nacionalidades, agencias independentes, instituições de pesquisa... Se não conseguem calar nem a PF de um País de terceiro mundo, imaginem este mundo (literalmente) repleto de organizações pensantes que vasculham o céu todos os dias. Como um belo exemplo temos iniciativas que buscam asteróides perto da Terra a fim de prever um possível impacto com a nossa querida e insignificante bolota azul...

Digo insignificante, pois o nosso tamanho em comparação com o universo é realmente inimaginável para nossa pequena mente, limitado à medidas como metros e quilômetros. Mesmo medidas astronômicas como anos-luz é pequena pra mensurar o tamanho do nosso sistema solar. Exemplificando:
A sonda Voyager 1 é a mais rápida construída pela humanidade, com a exceção das sondas Hélios (1 e 2) que circundam o sol até hoje, mas não estão em operação. Já a Voyager foi lançada há aproximadamente 40 anos somente neste ano ela alcançou a "incrível" marca de 1 ano-luz de distância de nossa estrela mãe. Isso mostra o quão longe estamos da medida de 100 milhões de anos-luz.
Pra quem é totalmente, anos-luz é uma medida de distância (não de tempo) onde 1 ano-luz é o tempo que a luz percorre em um ano no vácuo.

Outro conceito interessante sobre o vácuo é que o espaço não é composto por vácuo, mas sim partículas de poeira e gás, bem como uma matéria misteriosa chamada de "matéria escura", esta matéria ainda é um mistério, mas existe uma coisa que descobriram sobre ela; a imensa maioria da massa do universo (com massa quero dizer também matéria) é composta pela "matéria escura". Mas continuando...

Sobre a teoria da Terra plana; é um absurdo pensar num Sol ou numa lua esférica e uma Terra Plana, sendo que todas as demais formas que vemos no céu são esféricas, ou ainda geoides (no caso de alguns asteroides). Ah... A Terra é esférica, mas se "tirássemos" toda a água da Terra, o que se vê é uma forma geoide, no entanto não iria demorar muito para se tornar esférica, devido a grande massa que a Terra exerce, mesmo sem contar com a sua grande porção de água.

Outra evidência (uma das mais diversas) que a Terra é esférica são as medições feitas por Eratóstenes em 276 AC, determinando a circunferência da Terra. Hoje sabemos que a tal circunferencia é de 12.732 km, mas os cálculos do matemático e primeiro geógrafo que temos notícia nos ajudou a compreender como inferir a circunferência da Terra sem sair do chão. Se é possível verificar esta medida há tanto tempo, podemos inferir com assertividade que a Terra não é Plana.

Esperando alguns terraplanistas me desmentirem, dizendo que tudo não passa de uma grande conspiração, esperando que eles mesmos queiram descobrir a verdade (pois existem muitos documentários e vídeos no YouTube com métodos pra inferir isto por si) eu encerro esta singela postagem.

Abraços randômicos e até o próximo post!

Textos indicativos:
http://www.zenite.nu/eratostenes-e-a-circunferencia-da-terra/
http://www.fc.up.pt/mp/jcsantos/Eratostenes.html
http://www.ghtc.usp.br/server/Sites-HF/Fernando-Torres/

domingo, 19 de março de 2017

Post Random #19 O Escritor, o editor e o alvo.

Olá caros leitores e escritores. Hoje irei falar sobre a edição de um livro, pois apesar de não ter editado livro algum eu li vários, muitos deles sofrem por conta dos escritores letárgicos, editores preguiçosos e falta de mira no público alvo. Vamos ver quais são as soluções e como acertar.

A função do escritor é conhecer bem as ferramentas de uma narrativa; vocabulário, fluência textual e ritmo, por exemplo. Existem várias outras, mas creio que estas sejam as principais. O vocabulário é como se fosse a munição, mas não importa ter uma boa munição sem saber como usa-la. A fluência é o tipo de arma usada, coisas como estilo e alcance da obra em questão, mas de nada adianta se você não sabe qual público atingir. Muitas vezes escrevemos por conta do estilo que temos, isso nos limita de certa forma, pois os estilos são muitos e as ferramentas diversas, por isso quanto mais armas você tiver; mais leitores você irá atingir. Mas qual leitor atingir? Já fiz minha história, escrevi ela com uma munição diversificada, as armas bem afiadas, por qual motivo não atinjo ninguém? Ah meu amigo, se você não atirar e correr atrás de seu leitor... Você está condenado ao esquecimento. Ninguém corre atrás de novatos, pois há vários com talento e persistência correndo e atirando em seu público alvo, seja o melhor! Não há nada pior do que um escritor talentoso e letárgico; um desperdício! Seria melhor que não perdesse seu tempo escrevendo. Pois eu, meu nobre colega, estou montando minha casamata neste blog, em breve começarei a atirar.

Se a função do escritor é contar uma boa história e correr atrás de seu público alvo, como um soldado numa guerra pelo seu lugar ao sol... O dever do editor é cortar o que é desnecessário, acertando a coesão do texto e os pequenos detalhes. Caso o escritor falhe em seu dever, o editor deve falar no que melhorar e se negar em reescrever o manuscrito, pessoalmente acho errado, pois este tipo de atitude, geralmente, dá origem à títulos medíocres, isto quando não são praticamente impublicáveis. Um editor piedoso, sem senso crítico, pode jogar o nome do livro e das pessoas envolvidas na lama! Muito cuidado com seu manuscrito sendo reescrito, não é certo, sua escrita precisa melhorar imediatamente. Por falar nisso... Conversem comigo, tenho varias formas de contato e podemos ver o que há de errado na sua escrita.

Retomando... O editor tem como dever fazer três coisas para dizer ao dono de um manuscrito insuficiente:
1) Mandar reescrever a historia, deste jeito não dá pra editar.
2) Nestas primeiras páginas você erra nestes aspectos...
3) Quer que eu edite mesmo assim? Ok, mas não vou reescrever a história pra você (assim nascem os impublicáveis publicados).

Um editor piedoso se contenta em arrumar os erros de gramática e concordância, sendo assim quase desnecessários para os escritores mais atentos à estes aspectos.

Os escritores, na minha percepção, devem ter pena dos editores, entregando textos redondos e fáceis de ler. Estudem!

Agora o público. Este aspecto depende muito de sua história e forma de escrever. Mas vou dar algumas coisas que percebi durante a existência deste blog:
1) Os leitores mais ativos são mulheres jovens e adultas.
2) Não tenha preconceito; elas lêem de tudo e um pouco.
3) O gênero de ficção científica e fantasia está cada vez mais forte! Prepare seu livro pra retomada do crescimento entre 2018 e 2019. É isso que estou fazendo!
4) Sempre busque opiniões de seus betas como "Pra quem você indicaria esta história?" Isto te dará uma percepção maior do que suas impressões.

Por falar em betas... Eles são muito importantes.

Por hora é só! Abraços randômicos e até a próxima!

domingo, 12 de março de 2017

Post Random #18 A Primeira Página

Olá caros leitores e escritores, neste post você dará a devida importância à primeira página. Não sabe o motivo pelo qual deve ter uma primeira página perfeita e chamativa? Hoje você irá descobrir!

Pois bem, todos sabemos o quanto é importante ter uma boa qualidade literária em geral, mas a primeira página (ou as primeiras páginas) é fundamental pra fisgar o leitor, pois este é o primeiro contato com a sua obra, muitas vezes antes de uma resenha ou sinopse, às vezes gostou da sua capa...

O que devemos salientar aqui são algumas regrinhas de ouro pra que o leitor não fuja de seu livro, ou não o jogue na parede depois de páginas e mais páginas sem o devido desenvolvimento da história.

Vai escrever uma saga ou trilogia? Escreva o seu primeiro livro!

Muitas vezes pensamos "minha história dá uma saga!", mas não é bem assim. Até pode ser se você enrolar seu leitor, mas não vai querer isso. Se eu comprasse um livro e não fosse um escritor, gravaria um video tacando fogo num livro que não me levasse à lugar algum nas 50 ou 100 primeiras páginas. Alem de entediar o publico, você estará literalmente se queimando.

E como fazer isso? Simplesmente deixando seu ego de lado. Muitas vezes uma ideia é só isso; uma ideia. Às vezes se torna um conto, pode ser que se transforme numa noveleta, mas só será um livro ou saga se você expandir absurdamente o seu universo ficcional. Não aconselho à nenhum novato fazer isso, pois requer atenção total ao escrito e muito, mas muito estudo de técnicas literárias e organização.

Comece por algo simples:

Eu comecei com poesia e música, com isso ganhei noção de espaço e ritmo, mas pra adaptar isto na narrativa custou muita, mas muita prática mesmo! Foram três longos anos se frustrando com minhas histórias, foi quando percebi que poderia fazer esta transição de poesia e música de forma suave. Comecei a fazer pequenas estrofes e versos contando uma história no estilo "Pedrinho foi à padaria", depois avancei um pouco mais com dramas pessoais, pequenos sentimentos do dia a dia. Nada disso publicável, mas serviu ao propósito; agora aprendi a contar histórias.

Mas não pense que meu primeiro texto foi bom, péssimo pra falar a verdade; sem coesão, sem lógica interna, mas tinha ritmo e poesia. Então comecei a pesquisar mais técnicas. Como disse no último Post Random, eu descobri a ferramenta de roteiro quase por último, ela foi fundamental para o meu desenvolvimento como escritor. Até descobri um pouco do meu estilo de escrita antes mesmo do roteiro! Mas não façam isso, pois percorri o caminho mais longo.

Mas estamos falando da primeira página, não é? Então vamos à próxima vítima, opa, digo; a próxima dica:

Não descreva cenário! Descreva sentimento e ações.

Pegue o exemplo:
(...)
Cheguei em casa.
- Isso são horas de chegar? - Disse minha mulher.
Tirei os sapatos, deixei meu casaco no cabideiro.
- Não vai responder não? Seu cachorro!
Já estava cansado disso; todo dia depois do trabalho, tudo igual. Bebi um copo de água que escorreu pelo meu pescoço.
- Bebendo pinga né? Pra beber desse jeito só pinga!
- Deixa disso... - Respondi. - Trabalhei o dia inteiro e faltou água no trabalho. Só tô matando a sede mesmo!
- Ah... Agora grita comigo, né?
(...)

Não foi cena de nenhum livro que estou escrevendo, mas ilustra bem como deve funcionar uma primeira página; poucas descrições, conflitos e sentimentos fortes. Pra experimentar um pouco, vamos ver como fica a cena em terceira pessoa:
(...)
Ao chegar em casa Aberto é recebido "carinhosamente" por sua esposa:
- Isso são horas de chegar? - Disse Marina.
Sem se importar ele deixou os sapatos sapatos jogados no canto e o casaco mal arrumado no cabideiro.
- Não vai me responder não? Seu cachorro!
Ele apenas pegou água do filtro e a tomou, derramando-a pelo pescoço, molhando o chão.
- Bebendo pinga né? Pra beber desse jeito só pinga!
- Deixa disso... - Disse ele calmo e cansado. - Trabalhei o dia inteiro e faltou água no trabalho. - Respirou fundo. - Só tô matando a sede mesmo!
- Ah... Agora grita comigo, né? - Resmungou Marina.
(...)

Pessoalmente gosto de escrever em primeira pessoa, pois se você tem que mostrar os sentimentos de um personagem, que seja pelo seu ponto de vista...

Mas seguindo com a primeira página; se alguém está lendo, quer dizer que ficou interessado na capa ou sinopse, se você mostra uma primeira página com conflito e desenvolve isso a cada palavra, frase, parágrafo e nas próximas páginas, não há motivo para que não gostem de seu livro, ao menos não podem tirar uma conclusão até terminar.

Gostou das dicas? Quer saber o que penso sobre seu texto? Me envie suas primeiras páginas! gustavo.vegas.pro@gmail.com.

Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 5 de março de 2017

Post Random #17 Bloqueio Criativo

Olá caros leitores e escritores, quantas vezes você já encarou o Word em branco sem ideias? Ou ainda travou do nada em no meio do texto? É muito difícil passar pelo bloqueio criativo, mas existem técnicas que você pode aplicar e minimizar o impacto deste temível inimigo de nós; criadores de histórias.

Faça um planejamento, faça um mapa de sua história:

Plot inicial: Um cientista nazista que não concorda com o regime, procura o assassino de seus pais e seu tio, cuja foi criado após a morte de seus pais, é um dos suspeitos. Ele não quer ceder seus conhecimentos ao eixo para proteger sua herança de conhecimento vindo da extinta Biblioteca de Alexandria. Este, meus amigos, é o plot inicial de meu livro (ainda em produção) "Omega Volk: A Margem da Maldade".

Pra que este plot inicial chegasse neste estado, demorei três anos, entre escritas e reescritas.

Mas tudo nasceu de uma ideia:

Um cientista nazista que não concorda con o regime se nega a ceder todos seus conhecimentos, mas precisa desenvolver sua ciência naquelas situações precárias, mesmo assim seria uma das melhores oportunidades de sua vida.

Como eu não tinha conhecimento destas técnicas, demorei muito no desenvolvimento do texto final. Lembro que meu primeiro rascunho foi totalmente desprezado, por mim. Reescrevi outras dez vezes antes de saber todas as técnicas básicas de uma produção literária. Depois de várias tentativas escrevi o roteiro, foi há três meses.

O roteiro:

Roteiros não servem somente pra filmes e séries, serve pra sustentar as cenas dos livros. Aposto que nenhum livro foi inteiramente escrito sem uma roteirização sequer. A elaboração do roteiro foi a única responsável por diminuir drasticamente a frequência dos bloqueios criativos. Penso que quem sabe usar adequadamente o roteiro, nunca estará perdido. Vou dar um exemplo:

Cena 1: Morte dos pais de Grimaldi. Narrado por Grimaldi.
Cena 2: Mel chega ao anexo. Narrado por Grimaldi e Mel.
Cena 3: Mel se lembra quando esteve na casa dos Volk.

Assim por diante. A partir de um roteiro você escreve suas cenas com liberdade e tranquilidade, uma atrás da outra. Assim você ganha velocidade na elaboração do livro.

Teve uma ideia pro roteiro quando está no ônibus ou no trabalho? Sempre tenha um bloco de notas na mão, seja no celular ou no papel mesmo. Quando chegar em casa é só encaixar o roteiro. A mente do escritor trabalha o tempo todo em segundo plano, por mais que você não pegue no texto por algum tempo, sua cabeça sempre irá te lembrar. Por falar nisso...

Ritmo de escrita:

O ritmo de escrita e sua quantidade sempre é posta em questão, uns dizem que tem que escrever todos os dias, mas eu te digo; basta pensar na história todos os dias, mas pelo menos uma vez por semana você senta e escreve. De preferência todo o roteiro que você elaborou durante a semana, naqueles intervalos de ociosidade. Então meu conselho é que depois de ler muito sobre técnicas de escrita (também aqui no blog) escreva muito durante o seu dia de folga, eu rendo em até cinco horas sem intervalo, minha produção é baixa por causa que eu vou revisando a coerência do texto, mas há aqueles que produzem mais e precisem de mais revisões posteriores.

Por falar em revisões:

Eu aconselho que a cada 10 ou 20 paginas, pare um pouco e observe a coesão do texto; se uma frase leva até a outra, um parágrafo leva ao outro, se os diálogos estão fluidos e naturais e principalmente se fazer uma pergunta fundamental; você compraria seu livro? Pois se a resposta for não, repense sua narrativa e volte a estudar as técnicas.

Por falar em estudar as técnicas, não se esqueça de ler os outros posts do blog que falam sobre isso na categoria construção literária na lateral do blog e seja um feliz proprietário de boas ferramentas para o seu texto!

Gostou do post? Quer uma consultoria ou leitura das primeiras páginas de seu manuscrito? Adoro ler, me envie um email (gustavo.vegas.pro@gmail.com) e saiba como está seu texto.

Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Post Random #16 Os Escritores Bem Sucedidos



Olá caros leitores e escritores, hoje escreverei sobre "O que outros autores tem afinal pra fazerem tanto sucesso?" Claramente não sou um exemplo (ainda) mas tenho percebido diferenciais enquanto leio sobre autores nacionais de destaque. Começaremos pela escrita...

Quando abro um livro e ele tem mais de 200 páginas e é de um iniciante... Já penso duas vezes, mas por qual motivo? Simples! Um texto longo escrito por um iniciante costuma ser arrastado e sem vida, não tem ritmo. E o que é ritmo na literatura? Ritmo é a arte de manter a atenção do leitor no livro, quanto mais difícil fechar o livro e fazer outra coisa, maior é o ritmo. Agora se um leitor conseguiu fechar o livro e retomar a leitura sem dificuldade, seu ritmo pode ser considerado bom, mas se o livro é longo e você está descrevendo sobre como são as relações interpessoais e usa mais do que uma cena pra isso... Meu amigo, você está perdendo o seu tempo e o do leitor. Ritmo é fundamental, cada cena tem que ser essencial, ter uma função na história. Sem ritmo, sem vida, sem chance de fazer sucesso... A não ser que você seja o novo Tolkien. Aqui vai um segredinho; você não é! Obras como o Senhor dos anéis, na melhor das hipóteses, surgem uma vez a cada cem anos e não há muita coisa que você possa fazer.

Outra coisa que os escritores que vivem de escrita tem em comum é; eles reconhecem suas falhas e procuram melhorar sempre. Se você é daqueles que dizem "Esta é minha arte e se você não entendeu o azar é seu!" Sinto muitíssimo, mas você está errado. O dever de um escritor é transmitir uma história, se você não consegue fazer isso com ninguém ou funciona com um grupo muito seleto (mãe, pai, avó, tio...) você não cumpriu sua função. Por exemplo; não é culpa dos brasileiros não conseguir ler obras originais no português antigo, ou se preferir o termo "morto". Pro bem ou pro mal a linguagem evolui, você querendo ou não. Cabe à nós escritores somente a adaptação. Devemos transmitir a história de forma palatável, para tanto, deixar nossos egos de lado e aceitar as críticas que nos cabem.

Outro aspecto é a pró atividade, empreendedorismo e vontade de divulgar sua história. Pois de nada serve um livro bem escrito se ele não chegar às pessoas, ou ainda acabar encalhado num estoque qualquer. Devemos literalmente espalhar nossa palavra pra todos que por ventura venham a gostar do que escrevemos. Ache seu público alvo (faixa etária, ocupação, classe social, região, gostos), forme a persona, o leitor ideal do seu livro. Em seguida trabalhe pra atingir o leitor ideal. Não caberá a este que vos fala discorrer sobre o leitor ideal, ao menos não por enquanto, mas há vários artigos pela internet a fora falando sobre "persona", principalmente de marketing.

E sim, eles pensam em seu querido e amado livro como um produto, desenhado pra atender necessidades e direcionado para um público alvo. Se você acha que não é um produto (na forma mais simplória da palavra), prepare-se para a revelação. As características de um produto:

O produto é fabricado (produzido) a partir de uma matéria prima (no caso dos livros; imaginação e papel) a partir de um conhecimento técnico (estudo sobre literatura no nosso exemplo). Depois ele é embalado e vendido, no caso das mídias on-line ele é preparado e armazenado em servidores, para ser vendido. O produto tem por objetivo dar uma remuneração justa à todos os envolvidos na cadeia de produção, incluindo o consumidor final, neste caso ele deve ter suas necessidades satisfeitas, em caso negativo a reclamação é praticamente inevitável (no caso dos livros; as criticas negativas).

Se convenceu? Aposto que sim. Seu produto é um livro, seu livro é um produto. Nada muito alem do que o resultado de busca por conhecimento, pesquisa e produção... 1% inspiração, 99% transpiração e esforço.

Portanto; pesquise, estude, aprenda, produza seu livro e o venda através da divulgação. Este blog por exemplo; servirá como plataforma de divulgação para os meus livros, bem como de parceiros. Então pensem nisso!

Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Post Random #15 Preparando um Escritor



Olá caros leitores e escritores, hoje irei falar de maneira geral sobre a preparação de um escritor. Afinal qual seria o escritor iniciante que não deseja ter uma editora pra chamar de sua? Mas antes...

Muitos escritores dizem que nenhuma editora aceitou seu manuscrito, "eles não leem os nossos rascunhos" ou "..não sabem o que é literatura". Pelo que venho pesquisando neste último ano os escritores não costumam estudar o suficiente as técnicas, as desprezam, ao mesmo tempo em que estrangeiros invadem nosso mercado com obras bem embaladas e cercado de cuidados técnicos e linguísticos, apoiado por ótimos tradutores das grandes editoras.

Não digo à você; escritor iniciante, que deve fazer cursos de escrita criativa ou cursar letras. Universidades nacionais, por exemplo, em sua grande maioria são podadoras da criatividade da escrita, em contradição com as graduações gringas, elas preparam o profissional da escrita de um modo geral, abrindo a possibilidade de fazer uma pós-graduação numa área específica da literatura ou jornalismo. Temos exceções, mas não são tão numerosas e versáteis quanto as opções estrangeiras.

Eu mesmo não acredito que a educação formal forma um escritor, muito pelo contrário, um bom escritor é feito de gosto por historias e desapego às palavras, alem de uma boa dose de força de vontade e pragmatismo. Se fossemos muito perfeccionistas com as obras, elas nunca sairiam da gaveta, mas se deixamos de prestar atenção aos detalhes; tornam-se impublicáveis. Apesar de haver quem discorde; equilíbrio mental, estudo aprofundado, capacidade de análise e empatia, são ótimas ferramentas para um escritor. Desta vez me apropriei da analogia feita por Stephen King em "Sobre a Escrita", onde ele fala sobre as ferramentas necessárias para o escritor, principalmente o iniciante. Sim, procuro ler livros que me norteiam a escrita, este foi meu primeiro.

"Ah Random, mas eu quero que minha arte apareça, independente das técnicas. Quem não compreende o que escrevo é que está errado..." Parabéns meu caro, deixe seu texto na gaveta onde ele pertence. Como diriam muitos "O Brasil não é para amadores", pois só se destaca quem estuda e aprimora suas técnicas, independente da área de atuação.

Outra coisa que me ajuda em minha formação como escritor é absorver tudo o que leio. Durante um mês inteiro posso ler apenas alguns contos ou um romance, mas procuro destilar o que aquele escrito tem para me oferecer; técnicas narrativas, pontos de vista, estilo de escrita, procuro analisar tudo. Por mais ruim que seja a obra, busco pontos positivos, pois se alguém teve coragem de escrever aquilo vamos ver o que despertou isso, não é mesmo?

Procuro ler nacionais por dois motivos; o primeiro é que muitos estão de graça... Brincadeiras a parte, considero o mais importante; está escrito em português, o autor pensou na história em português. O exercício de nossa língua é fundamental, pois por melhor que seja a tradução sempre será fruto de críticas em relação ao original, isso vale para obras brasileiras lá fora também. A leitura na língua nativa do autor sempre será a melhor opção, com raras exceções onde o tradutor escreve melhor do que o autor.

Você com certeza já ouviu a frase "o livro é bem melhor", mas também "este filme abriu novas dimensões na história". O primeiro é fruto de um livro bem escrito, enquanto o segundo é fruto de uma bela adaptação, este mesmo fenômeno ocorre na tradução; às vezes se perde, outras vezes se ganha. Tudo depende dos profissionais da escrita; autor e tradutor.

Portanto estude as técnicas literárias, leia e absorva bem suas leituras, abstraia as técnicas usadas em outra mídias. Mesmo que não tenha dinheiro pra investir num curso de escrita criativa, você poderá adquirir dois ou três títulos que discorrem sobre as técnicas usadas por autores consagrados pela fração do preço e ter uma escrita, no mínimo, igual a minha. Na pior das hipóteses você aprendeu algo, nada é melhor do que ampliar seus conhecimentos (nerd!).

Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Apêndice Ômega #2 Hipátia de Alexandria



Olá leitores e escritores! Tudo bem com vocês?

Hoje irei falar um pouquinho sobre Hipátia de Alexandria. E claro, como não podia deixar de ser a minha primeira fonte foi o artigo dela no Wikipédia, portanto leiam este artigo se quiser saber um pouco sobre a sua história. Mas pra resumir bem; ela era uma cientista da Biblioteca de Alexandria, foi a primeira mulher documentada como Matemática e como não podia deixar de ser, ela tinha diversos talentos em várias outras ciências. E como a estupidez humana desconhece limites; ela foi assassinada brutalmente pelos religiosos da época, tal relato dado pelo próprio Sócrates. Acredita-se que ela era uma mulher bem influente no meio político, isso favoreceu a sua morte, mas o principal motivo, acredito, tenha sido a ignorância do que ela fazia. A maioria da população da época acreditava que ela era uma bruxa, uma pagã. Semelhanças com os dias atuais não são mera coincidência.

Agora vamos para a proposta deste post; o que Hipátia tem com meu livro "Omega Volk: A Margem da Maldade."?

Muito bem pessoas. Grimaldi Volk é um cientista nazista com uma grande herança de conhecimento, não só vinda da família de seu pai, mas também de sua mãe; descendente intelectual direta de Hipátia. E assim como a cientista antiga, ela era matemática e trazia os seus conhecimentos sobre a matemática consigo. Grimaldi usará estes conhecimentos pra planejar suas ações, bem como realizar seus projetos, isso inclui desde experimentos na área da biologia, até equipamentos que tem como base para sua construção; a matemática. Por ter este contato desde criança, Grimm (como seus pais e sua prima o chamavam), obteve um enorme conhecimento sobre todos os escritos existentes na biblioteca de seus pais. Nesta Biblioteca não estavam os próprios livros da extinta Biblioteca de Alexandria, mas sim manuscritos traduzidos, resumidos e otimizados, derivativos do conhecimento oriundo das obras originais há muito tempo perdidas.

Hipátia foi fundamental para o desenvolvimento do conhecimento contido na Biblioteca de Alexandria, também tinha uma personalidade forte e não se casou (o que era praticamente uma regra naquela época), além de ter contribuído de forma significativa (de forma ficcional, em meu livro) para o desenvolvimento dos conhecimentos do personagem principal do livro.

Como eu disse no primeiro post desta série; muito conhecimento se perdeu naquela ocasião e a morte de Hipátia foi o início do fim.

Gostaram do post? Se gostou deixem seu like e compartilhem!

Abraços randômicos e até mais!

domingo, 29 de janeiro de 2017

Post Random #14 Podcasts



Olá caros leitores e escritores, venho hoje aqui para lhes falar quais são as fontes de aprendizado literário nas quais bebo. Como muitos escritores ainda amadores, não tenho dinheiro para investir em cursos, alem de ter muito pouco tempo para estudos, por esta razão eu aprendo à conta gotas e todos os posts que faço aqui; retirei de fontes totalmente gratuitas! Eu acredito que qualquer um (com o devido esforço) possa escrever dignamente sem investimento algum (seria melhor que tivesse, mas...).

Os podcasts são uma ótima fonte de informação, também na área da arte escrita. Não sabe o que é podcast? Continue lendo que vou te explicar, não é difícil.

Os podcasts são arquivos baixados de servidores específicos através de um feed. Fazendo duas analogias rápidas; podcast é o YouTube sem imagem e o rádio via streaming, ou seja, baixado através da "rede mundial de computadores", como diriam alguns dinos. Aplicativos de celular são as maneiras mais cômodas de baixar o feed necessário. Normalmente você procura um site onde o podcast está hospedado ou em sites que agregam vários feeds de podcasts, copia o endereço de feed e cola no aplicativo da sua escolha. Uma vez assinado o feed você pode baixar em seu smartphone ou tablet, conectar seu fone de ouvido e escutar uma mídia totalmente versátil! É fantástico se libertar das mesmas músicas, ou ainda, da programação da TV... Mesmo que você queira ainda consumir a TV, você pode ouvir enquanto faz os deveres da casa, lavando louça, roupa, limpar o banheiro. Isso vicia!

Agora; por qual podcast começar? São muitas as opções... Existem aqueles que abordam os livros de uma maneira superficial, outros falam sobre o assunto escrito na obra, alguns com dicas literárias... Enfim, há até aqueles podcasts que não são sobre literatura, mas esporadicamente falam sobre o assunto, material é o que não falta!

Como este blog é de literatura, pra não fugir muito vou indicar alguns bem interessantes:

Gente que escreve: Conduzido por Fabio Barreto e Rob Gordon este podcast fala sobre... Gente que escreve; dicas e lições de dois nomes renomados no mercado literário independente.

Agentes do L.I.V.R.O.: Podcast conduzido pelos ávidos leitores Melanie e Thiago. Existem diversos assuntos, mas eles se concentram mais em discutir questões que os livros levantam, bem como seus autores e livros preferidos. Geralmente os episódios contém spoilers, mas eles são gente boa e avisam...

Os 12 Trabalhos do Escritor: Neste podcast domina soberano o grande A. J. Oliveira. Um escritor em constante desenvolvimento que conduz entrevistas fantásticas com monstros da ficção nacional. Quer saber o caminho das pedras da literatura nacional? Acompanhe esta jornada hercúlea!

CabulosoCast: Este podcast é conduzido pelo onipresente Lucien (O Bibliotecário). Hospedados pelo site do Leitor Cabuloso, eles tentam abraçar vários assuntos, com diversos participantes e altas confusões... Eles tentam abraçar todo o mundo da literatura. Ouçam e confiram; eles conseguirão?

Suposta Leitura: Produzido pelo atencioso Lucas Mota (O Suposto Escritor), este podcast faz uma releitura de obras clássicas da ficção, instigando a leitura. Lembrando bem uma resenha; sem spoilers!

Bem pessoas, estes são os podcasts de literatura que consigo seguir com afinco, existem vários outros que não acompanho por pura falta de tempo. Saibam que podcast é minha mídia favorita e que acompanho somente canais de ciência no YouTube; poucos e bons. Estou tentando encaixar algum booktuber que goste, mas não tenho procurado, quando achar colocarei aqui quais eu acompanho.

Por hoje é só. Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 22 de janeiro de 2017

Post Random #13 Indicação "Sobre a Escrita"

Olá caros leitores e escritores, neste começo de ano nada mais justo começar com algo leve! 2016 se foi e a esperança retorna ao nosso cerne! Nada melhor do que falar sobre a escrita com Stephen King, para os íntimos; Steve. O livro é fantástico e abre a mente para a escrita mais consciente. Vamos à um resumo do livro.

Este foi o escolhido como aquisição única neste 2016 tumultuado, juntei minhas moedas e comprei "Sobre a Escrita" de Stephen King. Um livro fantástico, cheio de dicas e questões interessantes a se pensar. O livro relata como Steve entrou para o mundo das histórias, spooler; muito, muito cedo! Desde as suas aventuras de infância até seus trabalhos nada salubres, tudo isso linkado dirata ou indiretamente com a escrita.

Alem das idiossincrasias do escritor, vemos no que ele acredita sobre sua profissão. Você pode até não concordar com algumas opiniões dele, mas vale muito a pena sentar e ler o seu ponto de vista. Vou passar algumas de suas dicas por aqui... Mas não colocarei todas, senão terei que transcrever o livro inteiro 😂. Espero que seja complementar aos posts que se encontram por aí.

Entre tantas dicas gostaria de destacar a "Caixa de Ferramentas" do escritor. Nesta parte do livro ele fala sobre vocabulário, linguística, coesão e ritmo. Honestamente é uma boa analogia ver o ofício da escrita desta maneira, bem como um marceneiro ou pedreiro, nós escritores, devemos manter as técnicas bem afiadas e em perfeito estado. Deixando as menos usadas no fundo da caixa, enquanto as mais usadas estão logo quando se abre a nossa hipotética caixa de ferramentas. Ele fala também que devemos conhecer bem nossa própria língua e dar pouco trabalho para o editor, afinal se seu texto tiver erros, alem da possibilidade de não ter uma boa coesão textual, o trabalho do editor pode ser prejudicado. Quem quer debruçar sobre um manuscrito escrito de qualquer maneira? Primeiro devemos nos atentar para a preparação do texto, depois com a edição. Levando em consideração que a primeira é de responsabilidade exclusiva do escritor e eventualmente de um profissional pago para isto (elaborarei um texto sobre preparação de textos mais pra frente), por isso que se deve conhecer bem a língua nativa, a consequência disto é escrever adequadamente.

No livro ele também fala sobre o estilo de cada escritor, segundo Stephen King todo bom escritor é um bom leitor. A mistura de tudo que se lê e absorve dá forma ao nosso estilo, alem de destacar que pessoas com as mesmas referências podem e devem ter estilos completamente diferentes, também destaca que o estilo é construído com o tempo e a prática. Estilo de escrita; pessoal e intransferível.

Ao final do livro ele conta como foi o processo de escrita do livro em si, alem de uma longa lista de indicações pra deixar qualquer um falido. Vale muito a pena pra quem escreve e quer fazer isso profissionalmente. Digamos que deixa evidente as técnicas que usamos no dia a dia de forma inconsciente... É como você aprender pra quê serve aquela outra extremidade do martelo e parar de usar faca pra apertar parafuso. Pra cada situação; uma ferramenta.

Outra coisa; fiquei com o livro. Vou ler até quando cansar dele, quando cansar eu devo fazer um bom uso dele pro blog (claro... Cuidando ao máximo 😉).

Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 15 de janeiro de 2017

Post Random #12 Preparação da Opinião



Olá caros leitores e escritores, hoje irei conversar com vocês sobre o preparo, não só do texto, mas também do próprio escritor. Como criei uma resistência às criticas, qual é o protocolo a seguir quando há um desentendimento? Tentarei neste post abordar um pouco sobre isso. Vamos?

Pois bem, hoje em dia as opiniões estão muito polarizadas. De um lado existe todo um conjunto de opções, do outro também, geralmente opostas uma à outra. Então você pensa bem sobre o assunto e resolve assumir que metade das opiniões de cada lado estão certas, as demais no mínimo equivocadas. Você consequentemente desapontará todas as pessoas, dos dois lados. Mas por qual motivo isso ocorre? É relativamente simples; as pessoas tendem a enxergar mais as opiniões dissonantes do que as iguais, por uma questão simples de evolução biológica e cultural. Afinal quem pode julgar alguém que nota o diferente, o incomum, quando isso pode ser um alerta de predadores? O problema é que hoje em dia estas diferenças não têm tanta importância, muitas vezes podem atrapalhar a análise da situação como um todo, resultando numa visão parcial do mundo.

"Ah, mas eu vejo tudo sob a perspectiva lógica... As pessoas não são racionais. Penso que todos deveriam aderir à racionalidade."

Parabéns pra você Sheldon Cooper, mas nem você está livre dos sentimentos e inconsistências do que faz parte de nosso cerne; o ato de ser humano.

"Eu tenho minhas crenças, nada e nem ninguém pode mudar minha fé. Não importa o quanto a ciência diga que isto é mentira, eles deveriam respeitar a minha fé e posição."

Muito bem Mary Cooper, mas você está errada. Viverá isolada desfrutando dos frutos da ciência e tecnologia que despreza. Aceite a realidade conforme as evidencias apresentadas, verifique os fatos apresentados, duvide! Bem como os cientistas e o próprio exercício da ciência nos ensina; não tenha medo de mudar sua visão de mundo, pois ele não é perfeito, muito menos os seus habitantes.

Na verdade, nosso dever é mostrar que existem mais números entre 8 e 80... Demonstrar com respeito, sem ser arrogante. E quando soamos arrogantes sem querer; pedir desculpas e tentar colocar as nossas opiniões da melhor maneira possível.

Como o post ficou longo terei que abordar novamente o assunto em outra oportunidade. Digam o que acham e pensam, coloquem sua fé a prova! Questione os fatos passados por terceiros, verifiquem as fontes. Somente com cidadãos questionadores e cientes de suas posições, poderemos tomar a direção de nosso destino e alcançar nossos sonhos...

Abraços randômicos para todos e até o próximo post!