domingo, 26 de fevereiro de 2017

Post Random #16 Os Escritores Bem Sucedidos



Olá caros leitores e escritores, hoje escreverei sobre "O que outros autores tem afinal pra fazerem tanto sucesso?" Claramente não sou um exemplo (ainda) mas tenho percebido diferenciais enquanto leio sobre autores nacionais de destaque. Começaremos pela escrita...

Quando abro um livro e ele tem mais de 200 páginas e é de um iniciante... Já penso duas vezes, mas por qual motivo? Simples! Um texto longo escrito por um iniciante costuma ser arrastado e sem vida, não tem ritmo. E o que é ritmo na literatura? Ritmo é a arte de manter a atenção do leitor no livro, quanto mais difícil fechar o livro e fazer outra coisa, maior é o ritmo. Agora se um leitor conseguiu fechar o livro e retomar a leitura sem dificuldade, seu ritmo pode ser considerado bom, mas se o livro é longo e você está descrevendo sobre como são as relações interpessoais e usa mais do que uma cena pra isso... Meu amigo, você está perdendo o seu tempo e o do leitor. Ritmo é fundamental, cada cena tem que ser essencial, ter uma função na história. Sem ritmo, sem vida, sem chance de fazer sucesso... A não ser que você seja o novo Tolkien. Aqui vai um segredinho; você não é! Obras como o Senhor dos anéis, na melhor das hipóteses, surgem uma vez a cada cem anos e não há muita coisa que você possa fazer.

Outra coisa que os escritores que vivem de escrita tem em comum é; eles reconhecem suas falhas e procuram melhorar sempre. Se você é daqueles que dizem "Esta é minha arte e se você não entendeu o azar é seu!" Sinto muitíssimo, mas você está errado. O dever de um escritor é transmitir uma história, se você não consegue fazer isso com ninguém ou funciona com um grupo muito seleto (mãe, pai, avó, tio...) você não cumpriu sua função. Por exemplo; não é culpa dos brasileiros não conseguir ler obras originais no português antigo, ou se preferir o termo "morto". Pro bem ou pro mal a linguagem evolui, você querendo ou não. Cabe à nós escritores somente a adaptação. Devemos transmitir a história de forma palatável, para tanto, deixar nossos egos de lado e aceitar as críticas que nos cabem.

Outro aspecto é a pró atividade, empreendedorismo e vontade de divulgar sua história. Pois de nada serve um livro bem escrito se ele não chegar às pessoas, ou ainda acabar encalhado num estoque qualquer. Devemos literalmente espalhar nossa palavra pra todos que por ventura venham a gostar do que escrevemos. Ache seu público alvo (faixa etária, ocupação, classe social, região, gostos), forme a persona, o leitor ideal do seu livro. Em seguida trabalhe pra atingir o leitor ideal. Não caberá a este que vos fala discorrer sobre o leitor ideal, ao menos não por enquanto, mas há vários artigos pela internet a fora falando sobre "persona", principalmente de marketing.

E sim, eles pensam em seu querido e amado livro como um produto, desenhado pra atender necessidades e direcionado para um público alvo. Se você acha que não é um produto (na forma mais simplória da palavra), prepare-se para a revelação. As características de um produto:

O produto é fabricado (produzido) a partir de uma matéria prima (no caso dos livros; imaginação e papel) a partir de um conhecimento técnico (estudo sobre literatura no nosso exemplo). Depois ele é embalado e vendido, no caso das mídias on-line ele é preparado e armazenado em servidores, para ser vendido. O produto tem por objetivo dar uma remuneração justa à todos os envolvidos na cadeia de produção, incluindo o consumidor final, neste caso ele deve ter suas necessidades satisfeitas, em caso negativo a reclamação é praticamente inevitável (no caso dos livros; as criticas negativas).

Se convenceu? Aposto que sim. Seu produto é um livro, seu livro é um produto. Nada muito alem do que o resultado de busca por conhecimento, pesquisa e produção... 1% inspiração, 99% transpiração e esforço.

Portanto; pesquise, estude, aprenda, produza seu livro e o venda através da divulgação. Este blog por exemplo; servirá como plataforma de divulgação para os meus livros, bem como de parceiros. Então pensem nisso!

Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Post Random #15 Preparando um Escritor



Olá caros leitores e escritores, hoje irei falar de maneira geral sobre a preparação de um escritor. Afinal qual seria o escritor iniciante que não deseja ter uma editora pra chamar de sua? Mas antes...

Muitos escritores dizem que nenhuma editora aceitou seu manuscrito, "eles não leem os nossos rascunhos" ou "..não sabem o que é literatura". Pelo que venho pesquisando neste último ano os escritores não costumam estudar o suficiente as técnicas, as desprezam, ao mesmo tempo em que estrangeiros invadem nosso mercado com obras bem embaladas e cercado de cuidados técnicos e linguísticos, apoiado por ótimos tradutores das grandes editoras.

Não digo à você; escritor iniciante, que deve fazer cursos de escrita criativa ou cursar letras. Universidades nacionais, por exemplo, em sua grande maioria são podadoras da criatividade da escrita, em contradição com as graduações gringas, elas preparam o profissional da escrita de um modo geral, abrindo a possibilidade de fazer uma pós-graduação numa área específica da literatura ou jornalismo. Temos exceções, mas não são tão numerosas e versáteis quanto as opções estrangeiras.

Eu mesmo não acredito que a educação formal forma um escritor, muito pelo contrário, um bom escritor é feito de gosto por historias e desapego às palavras, alem de uma boa dose de força de vontade e pragmatismo. Se fossemos muito perfeccionistas com as obras, elas nunca sairiam da gaveta, mas se deixamos de prestar atenção aos detalhes; tornam-se impublicáveis. Apesar de haver quem discorde; equilíbrio mental, estudo aprofundado, capacidade de análise e empatia, são ótimas ferramentas para um escritor. Desta vez me apropriei da analogia feita por Stephen King em "Sobre a Escrita", onde ele fala sobre as ferramentas necessárias para o escritor, principalmente o iniciante. Sim, procuro ler livros que me norteiam a escrita, este foi meu primeiro.

"Ah Random, mas eu quero que minha arte apareça, independente das técnicas. Quem não compreende o que escrevo é que está errado..." Parabéns meu caro, deixe seu texto na gaveta onde ele pertence. Como diriam muitos "O Brasil não é para amadores", pois só se destaca quem estuda e aprimora suas técnicas, independente da área de atuação.

Outra coisa que me ajuda em minha formação como escritor é absorver tudo o que leio. Durante um mês inteiro posso ler apenas alguns contos ou um romance, mas procuro destilar o que aquele escrito tem para me oferecer; técnicas narrativas, pontos de vista, estilo de escrita, procuro analisar tudo. Por mais ruim que seja a obra, busco pontos positivos, pois se alguém teve coragem de escrever aquilo vamos ver o que despertou isso, não é mesmo?

Procuro ler nacionais por dois motivos; o primeiro é que muitos estão de graça... Brincadeiras a parte, considero o mais importante; está escrito em português, o autor pensou na história em português. O exercício de nossa língua é fundamental, pois por melhor que seja a tradução sempre será fruto de críticas em relação ao original, isso vale para obras brasileiras lá fora também. A leitura na língua nativa do autor sempre será a melhor opção, com raras exceções onde o tradutor escreve melhor do que o autor.

Você com certeza já ouviu a frase "o livro é bem melhor", mas também "este filme abriu novas dimensões na história". O primeiro é fruto de um livro bem escrito, enquanto o segundo é fruto de uma bela adaptação, este mesmo fenômeno ocorre na tradução; às vezes se perde, outras vezes se ganha. Tudo depende dos profissionais da escrita; autor e tradutor.

Portanto estude as técnicas literárias, leia e absorva bem suas leituras, abstraia as técnicas usadas em outra mídias. Mesmo que não tenha dinheiro pra investir num curso de escrita criativa, você poderá adquirir dois ou três títulos que discorrem sobre as técnicas usadas por autores consagrados pela fração do preço e ter uma escrita, no mínimo, igual a minha. Na pior das hipóteses você aprendeu algo, nada é melhor do que ampliar seus conhecimentos (nerd!).

Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Apêndice Ômega #2 Hipátia de Alexandria



Olá leitores e escritores! Tudo bem com vocês?

Hoje irei falar um pouquinho sobre Hipátia de Alexandria. E claro, como não podia deixar de ser a minha primeira fonte foi o artigo dela no Wikipédia, portanto leiam este artigo se quiser saber um pouco sobre a sua história. Mas pra resumir bem; ela era uma cientista da Biblioteca de Alexandria, foi a primeira mulher documentada como Matemática e como não podia deixar de ser, ela tinha diversos talentos em várias outras ciências. E como a estupidez humana desconhece limites; ela foi assassinada brutalmente pelos religiosos da época, tal relato dado pelo próprio Sócrates. Acredita-se que ela era uma mulher bem influente no meio político, isso favoreceu a sua morte, mas o principal motivo, acredito, tenha sido a ignorância do que ela fazia. A maioria da população da época acreditava que ela era uma bruxa, uma pagã. Semelhanças com os dias atuais não são mera coincidência.

Agora vamos para a proposta deste post; o que Hipátia tem com meu livro "Omega Volk: A Margem da Maldade."?

Muito bem pessoas. Grimaldi Volk é um cientista nazista com uma grande herança de conhecimento, não só vinda da família de seu pai, mas também de sua mãe; descendente intelectual direta de Hipátia. E assim como a cientista antiga, ela era matemática e trazia os seus conhecimentos sobre a matemática consigo. Grimaldi usará estes conhecimentos pra planejar suas ações, bem como realizar seus projetos, isso inclui desde experimentos na área da biologia, até equipamentos que tem como base para sua construção; a matemática. Por ter este contato desde criança, Grimm (como seus pais e sua prima o chamavam), obteve um enorme conhecimento sobre todos os escritos existentes na biblioteca de seus pais. Nesta Biblioteca não estavam os próprios livros da extinta Biblioteca de Alexandria, mas sim manuscritos traduzidos, resumidos e otimizados, derivativos do conhecimento oriundo das obras originais há muito tempo perdidas.

Hipátia foi fundamental para o desenvolvimento do conhecimento contido na Biblioteca de Alexandria, também tinha uma personalidade forte e não se casou (o que era praticamente uma regra naquela época), além de ter contribuído de forma significativa (de forma ficcional, em meu livro) para o desenvolvimento dos conhecimentos do personagem principal do livro.

Como eu disse no primeiro post desta série; muito conhecimento se perdeu naquela ocasião e a morte de Hipátia foi o início do fim.

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Abraços randômicos e até mais!