domingo, 30 de abril de 2017

1° de Maio

Olá caros leitores e escritores, feliz seja o dia de todos nós que continuamos trabalhando, também daqueles protestantes lá fora. Somos, no final das contas, um só. Por isto deveríamos estar juntos, lutando contra medidas que não foram discutidas previamente, contra aqueles que não dão o exemplo cortando os próprios privilégios. Esta ação do nosso governo só mostra o quanto eles refletem as ações de seu próprio povo. Explicarei.

Muitos já me disseram "...se eu estivesse lá faria a mesma coisa... Garanto que você também...", ou ainda que eles estão mais do que certo dizendo; "o mundo é dos espertos", também podemos traduzir como "bobo é quem trabalha". Só quero dizer que, pela lógica da politica brasileira, eles não estão errados. Mas não quer dizer que eu concorde com a perpetuação deste tipo de pensamento.

Os protestos, apesar de muitos desqualificarem pela presença sindical, são uma prova do amadurecimento político, apesar de não ser composta por uma massa 100% pensante, sendo que a maioria, ao meu ver, se apropria de uma ideologia por inteiro, sem questionar as ideias inclusas no pacote, consequentemente não separar as ideias de dentro das ideologias, construindo o seu próprio conjunto de ideias. Pros extremistas isto é impensável justamente pelo desmonte de sua ideologia perfeitamente montada pra combater o lado oposto.

O que quero dizer é; não existem ideias de direita ou esquerda. O que existem são ideias, sendo boas ou más dependendo da posição do sujeito de direito na sociedade.

Mas as opiniões ultrapassam a questão do trabalhador, muitos valorizam, e muito, a questão do trabalho. Muitas vezes são opiniões vindas diretamente dos anos 60, onde estudantes e cientistas não são bem o modelo de trabalhador. Nisto estão inclusos os filósofos e o ofício o qual pretendo seguir na escrita. A respeito disto só quero dizer que estas facetas do ser humano formaram a sociedade atual. Dizer "isto não é trabalho" nada mais é do que cuspir pra cima.

O trabalho, no pensamento de muitos, é o meio pelo qual se qualifica o ser humano, mas pelo contexto da Grécia antiga o trabalho intelectual era tido como dignificante. Mas o que se deve ter em mente é que a honestidade não está ligada de forma inviolável com o trabalho, sendo perfeitamente que alguém considerado trabalhador cometa desonestidade, seja material, moral ou intelectual. Por sinal desqualificar a pessoa que profere determinada ideia é a pior desonestidade intelectual. Deve-se argumentar colocando os argumentos em questão, rebatendo os pontos um a um. Um belo exemplo de manifestação deste tipo de desonestidade está exposta em todas as emissoras de TV a cada dois anos nas campanhas políticas, fica difícil votar quando os argumentos se resumem a ataques pessoais, não tendo a mínima ideia de como aquele candidato vai resolver os problemas da população. Apesar disto, compreendo que se houver alguém neste meio tentando rebater de forma razoável e lógica não teria a menor chance, pois iriam desviar o foco e resumir as discussões em ataques pessoais.

Quando resolver assistir um destes "espetáculos" tenham em mente de que se houver algo parecido com o diálogo abaixo, este ser não é digno de voto:

- Quais são suas propostas pra educação?

- ... É importante salientar que o outro candidato não fez pela educação, eu sim farei...

Mas não explica a forma de como se aplicará. E isto se repetirá até negarmos esta maneira de fazer política. A única maneira de progredir a política brasileira é discutir racionalmente.

Feliz dia do trabalho.

Feliz dia do trabalhador.

Espero que nossos governantes sejam substituídos periodicamente, pois peças com muito tempo na função apresentam vícios ocultos. A alternância de poder é fundamental pra permanência da democracia.

Abraços randômicos e até a próxima!

domingo, 23 de abril de 2017

Post Random #21 Diferenciação e boas práticas na escrita

Olá caros leitores e escritores. Hoje abordarei o posicionamento mercadológico do seu produto; o livro, além de boas práticas no ato de escrever.

Sei que muitos irão me dizer que estarei "limitando" a "criatividade" de muitos, mas o que pretendo aqui é tratar o seu ganha pão como algo que ele é desde o início de sua concepção; um produto. Podem achar pragmático, mas encarar o seu livro como produto pode fazer com que se posicione melhor no mercado, ou ainda que melhore em relação à alguns aspectos de sua narrativa. Vamos lá?

Pois bem, mutis devem pensar; "meu livro é uma arte, como tal não deve ser encarada como produto." Você tem todo direito de pensar assim, mas está errado e isto não é uma cagação de regra, principalmente se você colocar o seu livro à venda. Mas também não quer dizer que nas primeiras palavras, ou na construção da sinopse, deverá focar em seu livro como um produto, mas direcionar suas técnicas para tal objetivo. Não adianta fazer igual a tal autos de sucesso; ele já fez e muito bem, por isso teve sucesso. O foco deve ser outro; criar seu próprio estilo, sua própria combinação de técnicas, vocabulário, modo de montar os capítulos e organizar sua história, até o como e onde escrever pode te diferenciar, pois o seu jeito de produzir o livro e seu nível de cuidado pode te diferenciar de outros artistas que fazem mais do mesmo, sempre.

É claro que no início você irá emular estilos de outros escritores, ou ainda cineastas, se você consome muito um tipo ou estilo, mas em alguma hora terá que sair do casulo; se diferenciar. Como se faz isso? Simples; lendo e se interessando por outros autores de estilos diferentes daquele que você está acostumado, isto te dá uma gama maior de técnicas e estilo, por mais que não goste; estas técnicas serão muito úteis em sua história. Escrever uma história da Terra Média, por exemplo, não é a mesma coisa se usar técnicas e o estilo do Stephen King, ou ainda com as técnicas de José de Alencar.

"Ah, mas eu não gosto de outros autores..." Então estará fadado a escrever sempre a mesma coisa, seus leitores te compararão sempre aos mesmos autores, mas com uma diferença; você escreverá muito pior do que eles. Quando postei a indicação do livro "Sobre a Escrita" deixei um conselho valioso passar; sempre leia autores de gêneros diferentes dos seu, isto te dará mais ferramentas pra sua narrativa, isto enriquece seu texto.

Voltando ao posicionamento; não basta ser um autor de determinado gênero com uma abordagem parecida com autor "x" e usa sempre as técnicas "a, b e c", é necessário diversificar, ou você acha que só você teve a ideia de fazer uma trilogia de determinada forma? Não é legal. Certamente você encherá linguiça e criar barrigas no texto, o que não é positivo pra nenhum iniciante. Você deve aprender a prender a atenção do leitor, por mais que você goste de Asimov ou Tolkien, escrever como eles hoje em dia e ter sucesso é improvável. Outra coisa interessante é se apoiar nos clássicos brasileiros e nos grandes nacionais contemporâneos, afinal de contas a história deles foram feitas pra língua portuguesa, o que melhora muito a fluência.

Conhecer a própria língua é fundamental, cada uma tem as suas peculiaridades e bons costumes próprios. No inglês as palavras e frases curtas fazem com que o texto flua, enquanto no português contrair duas ou mais palavras, sintetizar o texto unindo diversas intenções é o mais aplicável. Frases não muito longas também são bem vindas, pois já li frases que levam um parágrafo inteiro pra terminar, bem como aquelas que repetem as mesmas palavras depois da vírgula. A junção "que", por exemplo, é como um nó ligando duas orações, duas ideias. É importante usar junções, mas repeti-las eternamente não é uma boa prática; engessa o texto, cansando o leitor, consequentemente te fazendo perder público.

Outra coisa que pode ter um tom poético se bem empregado, mas se for mal implantado terá um tom destoante do restante da narrativa:
"Ele chegara ao porto espacial..."
Você vê algo de errado? Se fosse numa estação de trens não seria melhor?
Uma linguagem antiquada numa ficção científica é muito destoante. Enquanto se usar "Ele chegou à estação de trens." Fica muito mais belo e poético.
Se a narrativa é simples e você usa sempre o verbo no passado "chegou", colocar um "chegara" no meio com toda a certeza a leitura travará, justamente por conta de que o leitor lerá "chegará", confundindo a compreensão da frase. O mesmo vale pra verbos análogos, tais quais; "fora", "tivera", "sentara". Isto é valido somente nos clássicos, pois naquela época todos escrevera daquela forma.

Claro que estas são apenas algumas boas práticas, existem várias outras, uma delas é a de escutar sugestões, avaliando a sua validade na língua portuguesa e em seu texto.

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Abraços randômicos e até o próximo post.

domingo, 16 de abril de 2017

Especial de Páscoa: Renasça!

Acordei, mas continuei na cama, deitado, de olhos abertos. Não sentia a necessidade de acompanhar aquele programa na TV, ou ouvir a música de meu artista favorito. Abri a geladeira, ao invés do leite, peguei o Iogurte, e tomei com uma farinha de aveia que estava pegando poeira no fundo do dispensa. Prometi pra mim mesmo, há algum tempo, que eu mudaria de vida, no entanto não sabia quando cumpriria tal promessa. Respirei em silêncio enquanto me acostumava com o gosto cru do iogurte com aveia.

Escovei os dentes depois de acabar com aqueles biscoitos "naturebas" que comprei pelo mesmo motivo da farinha de aveia. Sei que comi muito, mas nada se muda da noite pro dia.

Limpei a casa, lavei a louça e emendei com o almoço; fiz uma salada com macarrão à moda da casa, pois ninguém é fraco, afinal é páscoa. Depois de se deliciar, fiz minha pausa. Olhei pela janela, mas não via ninguém na rua, pensei o quanto um feriado pode ser inútil.

Comecei a pensar na influência de que as autoridades alheias têm sobre nós e o quanto isto afeta as nossas vidas; os ídolos. Desde os músicos, passando por figuras de autoridade política e religiosa, até os atores e autores. O quanto eu penso por mim mesmo? Será que as conclusões são minhas? Ou apenas uso o mesmo método pra chegar até determinadas conclusões?

Apesar de ser um texto fictício, isto nos faz pensar:

Escrevi, desenhei, mas concluí que sou uma mistura de meu meio, no entanto existem pessoas que apenas se apropriam da opinião alheia. Não pensam por elas mesmas, emitindo opiniões contraditórias sen remorso. Claro que pra concluir isto, mergulhei fundo no histórico de várias pessoas no Facebook e Twitter. Mas não foi questão de mudança e opinião ou de posicionamento, poderia fazer um paralelo perfeito com algum argumento de uma autoridade qualquer. É a pior forma de argumento.

As pessoas deveriam se portar como elas são e pensam, não apenas seguir ora um rebanho, depois outro, seus políticos e pastores nada santos. O mesmo serve na acusação; a falta de empatia, de se colocar no lugar alheio, afinal de contas você faria a mesma coisa, ou algo parecido? Até onde você iria pela sua moral? Seria o próximo Jesus Cristo? Apenas vejam o que ocorre com seus pastores; eles se sacrificam pelo outro ou apenas dizem pra que suas ovelhas se sacrifiquem? Seu ídolo dá o exemplo, ou são apenas palavras num manuscrito que é adulterado conforme a ideologia de poucos?

Nesta páscoa, seja o renascido, tente pensar por si, respirar por si. Pois somente esta é a verdadeira vida. Não seja apenas mais um no meio da manada.

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Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 9 de abril de 2017

[Resenha] Conto: O Lenço Vermelho.

Olá caros leitores e escritores. Depois de ter dado voltas em assuntos obscuros neste blog, hoje irei presentear vocês com esta resenha do conto "O Lenço Vermelho" da Nuccia de Cicco do blog de 1001 Nuccias. Este conto está disponível na Amazon e... Olha só; é erótico. Gênero que eu nunca leria se não fosse parceiro do blog. Só lembrando aqui que sempre procuro ler as obras dos autores parceiros (sempre que sobra um tempinho). Mesmo com três resenhas em atraso. Sem mais delongas; vamos ao conto!

A Narradora-personagem é uma rebelde num mundo diatópico. Ainda envolta pelo caos, ela encontra momentos de prazer com um completo desconhecido. Sim! Temos imagens mentais!

Todos podem pensar que sou este cara quadrado, querendo saber e avaliar as técnicas empregadas pelos autores, mas desta vez... Farei tudo da mesma forma 😊.
Estava falando das imagens mentais... Ela descreve bem e suficientemente os cenários, coisa que normalmente é deixado de lado no caso de um rala e rola. Mas ela não deixou de ser escritora e compôs bem o ambiente pra nos sentir envoltos pela história.

A respeito da fluência; posso dizer que está boa, mas mesmo assim não é das melhores; existem alguns erros cometidos por distração, outros devem se esconder da revisão, portanto são perdoáveis, nada que atrapalhe a história.

Agora, falando da composição dos personagens; não me pareceu muito verossímil, mas afinal de contas a nossa autora quis juntar duas coisas totalmente destoantes entre si. Uma distopia com cenas calientes. Mas creio que a aproximação foi boa.

O final é surpreendente, ao menos pra mim. Creio que pra alguém que conheça o gênero, e goste, irá se deliciar.

Em resumo; uma ótima leitura pro final de semana. Como contos são mais curtos, trarei uma avaliação mais curta:

🌟🌟🌟 na Amazon, mas nao pude deixar aqui com menos de 6,5 de 1 a 10. Ou seja, são três estrelas bem cheinhas

O que pra mim é bom! Considero, no geral, um conto acima da média. Quer ler?
https://www.amazon.com.br/Len%C3%A7o-Vermelho-er%C3%B3tico-Nuccia-Cicco-ebook/dp/B01MT82XQ4

Site da autora:
http://1001nuccias.blogspot.com.br/

Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 2 de abril de 2017

Post Random #20 Ideias Perigosas

Olá caros leitores e escritores. O post de hoje não será sobre leitura ou escrita em específico, mas se encaixa quando se exerce estas atividades. As pessoas procuram remoer o problema ou buscar soluções? Estaríamos proibindo alternativas sem oferecer saídas para serem substituídas?

Por estes dias publiquei no Twitter e no Facebook sobre a tal reforma previdenciária, comentário válido também para  a situação da lei sobre a terceirização.
"Não basta ser contra a reforma previdenciária, tem que ser a favor da renda mínima."
Várias pessoas marcaram como favorito no Twitter, outros reagiram no Facebook, mas ninguém veio discutir a implementação desta ideia; como funcionaria? Donde viria o dinheiro pra isso? Isto tem relação com literatura?

Posso responder isto por partes...
Tenho uma ideia de como viabilizar, mas é preciso ter uma coisa ausente no Brasil; a tal "vontade política". Que na minha visão é gerada apenas através da pressão popular. Mas vamos à solução; primeiramente devemos gerar caixa pro governo... E qual é o maior ralo de dinheiro público? Sonegação e corrupção, nesta ordem. No entanto não existem políticas públicas eficientes de combate... Existem órgãos fiscalizadores, mas se os corruptos são pegos, basta delatar os coleguinhas e devolver o dinheiro desviado, tornando a corrupção e a sonegação em simples investimentos de risco, não um crime.

"Ah, mas os engravatados vão pra cadeia e os seus bens congelados até o fim do processo, que não é curto."

Mesmo que seja verdade; não é justiça. Pra se fazer justiça eu proponho aqui uma lei que permita a captura de todos os bens móveis e imóveis dos culpados, tirando o poder econômico dos corruptos, consequentemente a sua influência. A aplicação se daria por fiscalização virtual, obtendo o caminho tortuoso dos laranjas; punindo também aqueles que permitiram ser usados nestes esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro. Isto daria caixa o suficiente pra renda mínima.

A gestão de empresas, agora na mão do governo, depois que seus donos foram punidos com a perda de seu patrimônio:
1) Gestão especial; sanando os problemas de caixa e saúde da empresa, um órgão especial do governo faz com que a empresa se recupere e volte nas mãos do mercado. Claro que após pagar todos os investimentos feitos pelo governo para a readequação da mesma.
2) Regulação da gestão especial; todos os agentes que administrarem por razão e interesse próprios serão enquadrados na mesma lei contra a corrupção e sonegação.
3) Devolução da empresa ao mercado; será feito um leilão, semelhante ao que acontece hoje em dia nas privatizações.
4) Em caso de subfaturamento do leilão, o TCU ou Ministério Público poderá exigir a aplicação das leis contra a corrupção.

Mas claro que so isto não basta pra que ocorra a restituição saudável ao erário publico, devemos arrecadar impostos. E qual é a melhor renda de impostos hoje? As drogas legalizadas. Não estou falando de aumentar os impostos dos cigarros e bebidas, mas a regulação de drogas ilegais, para que elas passem a pagar impostos. De quebra podemos acabar com 70% da população carcerária e reinserir esta massa no mercado de trabalho que, sem ironia nenhuma, já têm muita experiência no ramo. Isto desocupará as forças de segurança que poderão fazer a proteção ao que realmente importa; o cidadão e ao patrimônio deste, devidamente conquistado.

Agora; como podemos efetivar isto? Uma secretaria especial de regulação de drogas, dotada de especialistas multidisciplinares. Somente desta forma poderemos fazer uma regulação robusta destas políticas; com pessoas que entendem do assunto, de dentro pra fora.

Assim teremos menos gastos na manutenção das prisões e desentupiríamos o judiciário (ah... Tinha que ter um maconheiro pra defender a legalização das drogas). Amiguinhos; eu não consumo álcool há sete anos. Cigarro nem lembro a última vez, então não me venha com esta falácia de procurar depreciar o emissor da proposta.
"Ah, então você está querendo que nossos jovens tenham livre acesso às drogas ..."
Você vive no mesmo planeta que eu? Eles já têm livre acesso. A diferença é que desta forma o acesso será regulado por leis e normas através de pessoas que estudaram o fenômeno.
"... Tudo o que o governo não consegue coibir, ele legaliza e regulamenta..."
Camarada; o mundo é assim desde o início. As drogas, você querendo ou não, fazem parte da construção social da história humana... A Inglaterra colonial, por exemplo, depois de décadas incentivando a produção, proibiu o Ópio por questões políticas, apoiando posteriormente em questões pseudo-filosóficas e pseudo-religiosas. Mas isto nunca impediu o consumo. Bem como a norma culta não impede ninguém de escreve "agente" quando se quer dizer "nós". O povo simplesmente escreve, e se for usado de forma cotidiana será uma norma "culta", bem como uma palavra bem conhecida; "você" era considerada uma palavra da plebe, mas hoje é norma culta. Se "vc ñ qr"  negar a realidade... "Ñ ps fzr nda ..." Claro que eu não costumo falar ou escrever desta maneira, mas nada impede que isto se torne norma daqui há algum tempo.

Mas seguindo com o assunto; e se mesmo assim não obtivermos caixa o suficiente. Então não estamos prendendo corruptos o suficiente, dando o exemplo. Poderemos fazer isto da seguinte maneira:
1) Os corruptos que se demonstrarem arrependidos, denunciam seus comparsas e devolverão o dinheiro com juros, bem parecidos com aqueles cobrados pelos bancos. Isto poderá diminuir os juros na economia se houverem muitos banqueiros envolvidos.
2) Aqueles que procurarem esconder algo, será punido da mesma maneira pelo ilícito escondido.
3) Não importa se foi 10 reais ou 10 milhões; desvio do erário público é crime com a mesma punição.

Não estou condenando ninguém à miséria, pois terá a renda mínima, baseado no salário mínimo que dependendo da quantidade de políticos envolvidos e condenados poderão aumenta-lo, visando causa própria no futuro. Ah... Desvincular a renda mínima do salário mínimo não vale, nem mesmo pra condenados de um certo crime.

Estava quase me esquecendo; quais seriam os benefícios da renda mínima? Obviamente democratizar o acesso a bens de consumo. Mas vamos um pouco alem do óbvio; teriam consequências no mercado de trabalho...
Podem terceirizar à vontade com esta lei da renda mínima, pois todos teriam uma subsistência garantida na pior das hipóteses. Sendo imediata a concorrência entre as empresas para oferecer melhores condições de trabalho. Mas devemos aliar com esta política de renda mínima é imperativo que tenha um índice de aumento automático; a inflação somado com 10% durante trinta anos. Podendo ser renovado em razão de força maior. Depois somente a inflação.

Ah... Vamos para o ultimo rombo; os salários e aposentadorias pros políticos. Nem falarei dos militares por motivos óbvios; é uma classe corporativista e um mal necessário, mas deveria ser encaixada na classe de servidores públicos com aditivo de risco, sugiro 50% da remuneração, mantendo as aposentadorias especiais atuais, mas não permitindo o ingresso de novas aposentadorias nos moldes anteriores. Bem, ao menos eu não gostaria de uma intervenção militar novamente, pois querendo ou não são os militares que mantém o País coeso. Proponho a seguinte política de salários em todo o funcionalismo público:
1) Cargos de nível básico; um salário mínimo.
2) Cargos de nível médio; dois salários mínimos.
3) Cargos de nível superior; três salários mínimos.
4) Cargos que exigem ao menos uma especialização (pós-graduação por exemplo); quatro salários mínimos.
5) Cargos que exigem mestrado; cinco salários mínimos.
6) Cargos que exigem doutorado; seis salários mínimos.
7) Cargos que exigem pós-doutorado; sete salários mínimos.

Para cada especialização (limitando até cinco) o servidor recebe um acréscimo de 20% do salário base. Incidindo também na variável de desempenho.

Todo servidor teria todas as despesas pagas em caso de especializações exigidas, bem como reciclagens coordenadas pelos seus respectivos órgãos. Nestes cursos, em caso de aprovação, é recebido 5% do salário base. Incidindo também sobre a variável por desempenho.

Proponho uma avaliação de desempenho conforme cada órgão público, acrescentando até 50% na remuneração do salário do servidor.

Já para cargos eletivos...
1) Vereadores e suplentes; um salário mínimo.
2) Prefeitos e vice-prefeitos; dois salários mínimos.
3) Deputados estaduais e suplentes; dois salários mínimos e meio.
4) Governadores e vice-governadores; três salários mínimos.
5) Senadores e deputados federais e seus suplentes; três salários mínimos e meio.
6) Presidente e vice-presidente; quatro salários mínimos.

Pois ninguém se elege pelo dinheiro, não é mesmo? Mas sim para servir o povo. Ou você acha que um político vale mais do que um professor que estudou a vida inteira?
Por falar nisso, não poderia deixar de cortar pela metade o numero de cadeiras disponíveis em todas as câmaras, pois não são necessários tantos políticos pra decidirem por nós, isto sem falar que fica bem mais fácil cobrar se você conhece todos pelo nome... Vai fiscalizar mais de 500 políticos nas suas respectivas câmaras pra ver se fará mais alguma coisa da sua vida.
Ah... Claro que os políticos merecem uma avaliação de desempenho... Que tal fazermos uma avaliação através do voto de como foi o governo. Perguntas feitas por especialistas nos assuntos envolvidos, pois maquiar índices é o que mais se faz no governo. Nada mais justo do que a premiação ser 50% do salário dos quatro anos somados.

Uma outra coisa que me incomoda muito é a reeleição, poderíamos abolir isso de qualquer jeito (subsequente ou não) pra qualquer cargo... Fazendo as contas, se um político ocupar todos os níveis de câmaras e ocupar todos os cargos eletivos no executivo, podemos limitar a carreira política até 28 anos. Considerando que proibiríamos também que uma vez que o cidadão tenha ocupado o cargo de prefeito (ou qualquer outro) na cidade A, ele não poderá ser prefeito de qualquer outra cidade.
Olha, os cargos comissionados deveriam ser limitados até dois assessores por cargo eletivo.
Isto sem falar do corte das verbas extraordinárias, fazendo com que o politico se esforce em usar a estrutura do próprio governo para exercer a sua função.

Recapitulando... Desoneramos o sistema judiciário e prisional, bem como a segurança pública com as regulações de drogas...
Reformamos a máquina pública com a politica de salários.
Injetamos mais dinheiro na economia através da renda mínima.
Limitamos o numero de assessores comissionados.
Tampamos o ralo das verbas extraordinárias.

Não é impossível, basta vontade.

E você? Qual seria o seu plano de ação?
Abraços randômicos e até o próximo post!