domingo, 23 de abril de 2017

Post Random #21 Diferenciação e boas práticas na escrita

Olá caros leitores e escritores. Hoje abordarei o posicionamento mercadológico do seu produto; o livro, além de boas práticas no ato de escrever.

Sei que muitos irão me dizer que estarei "limitando" a "criatividade" de muitos, mas o que pretendo aqui é tratar o seu ganha pão como algo que ele é desde o início de sua concepção; um produto. Podem achar pragmático, mas encarar o seu livro como produto pode fazer com que se posicione melhor no mercado, ou ainda que melhore em relação à alguns aspectos de sua narrativa. Vamos lá?

Pois bem, mutis devem pensar; "meu livro é uma arte, como tal não deve ser encarada como produto." Você tem todo direito de pensar assim, mas está errado e isto não é uma cagação de regra, principalmente se você colocar o seu livro à venda. Mas também não quer dizer que nas primeiras palavras, ou na construção da sinopse, deverá focar em seu livro como um produto, mas direcionar suas técnicas para tal objetivo. Não adianta fazer igual a tal autos de sucesso; ele já fez e muito bem, por isso teve sucesso. O foco deve ser outro; criar seu próprio estilo, sua própria combinação de técnicas, vocabulário, modo de montar os capítulos e organizar sua história, até o como e onde escrever pode te diferenciar, pois o seu jeito de produzir o livro e seu nível de cuidado pode te diferenciar de outros artistas que fazem mais do mesmo, sempre.

É claro que no início você irá emular estilos de outros escritores, ou ainda cineastas, se você consome muito um tipo ou estilo, mas em alguma hora terá que sair do casulo; se diferenciar. Como se faz isso? Simples; lendo e se interessando por outros autores de estilos diferentes daquele que você está acostumado, isto te dá uma gama maior de técnicas e estilo, por mais que não goste; estas técnicas serão muito úteis em sua história. Escrever uma história da Terra Média, por exemplo, não é a mesma coisa se usar técnicas e o estilo do Stephen King, ou ainda com as técnicas de José de Alencar.

"Ah, mas eu não gosto de outros autores..." Então estará fadado a escrever sempre a mesma coisa, seus leitores te compararão sempre aos mesmos autores, mas com uma diferença; você escreverá muito pior do que eles. Quando postei a indicação do livro "Sobre a Escrita" deixei um conselho valioso passar; sempre leia autores de gêneros diferentes dos seu, isto te dará mais ferramentas pra sua narrativa, isto enriquece seu texto.

Voltando ao posicionamento; não basta ser um autor de determinado gênero com uma abordagem parecida com autor "x" e usa sempre as técnicas "a, b e c", é necessário diversificar, ou você acha que só você teve a ideia de fazer uma trilogia de determinada forma? Não é legal. Certamente você encherá linguiça e criar barrigas no texto, o que não é positivo pra nenhum iniciante. Você deve aprender a prender a atenção do leitor, por mais que você goste de Asimov ou Tolkien, escrever como eles hoje em dia e ter sucesso é improvável. Outra coisa interessante é se apoiar nos clássicos brasileiros e nos grandes nacionais contemporâneos, afinal de contas a história deles foram feitas pra língua portuguesa, o que melhora muito a fluência.

Conhecer a própria língua é fundamental, cada uma tem as suas peculiaridades e bons costumes próprios. No inglês as palavras e frases curtas fazem com que o texto flua, enquanto no português contrair duas ou mais palavras, sintetizar o texto unindo diversas intenções é o mais aplicável. Frases não muito longas também são bem vindas, pois já li frases que levam um parágrafo inteiro pra terminar, bem como aquelas que repetem as mesmas palavras depois da vírgula. A junção "que", por exemplo, é como um nó ligando duas orações, duas ideias. É importante usar junções, mas repeti-las eternamente não é uma boa prática; engessa o texto, cansando o leitor, consequentemente te fazendo perder público.

Outra coisa que pode ter um tom poético se bem empregado, mas se for mal implantado terá um tom destoante do restante da narrativa:
"Ele chegara ao porto espacial..."
Você vê algo de errado? Se fosse numa estação de trens não seria melhor?
Uma linguagem antiquada numa ficção científica é muito destoante. Enquanto se usar "Ele chegou à estação de trens." Fica muito mais belo e poético.
Se a narrativa é simples e você usa sempre o verbo no passado "chegou", colocar um "chegara" no meio com toda a certeza a leitura travará, justamente por conta de que o leitor lerá "chegará", confundindo a compreensão da frase. O mesmo vale pra verbos análogos, tais quais; "fora", "tivera", "sentara". Isto é valido somente nos clássicos, pois naquela época todos escrevera daquela forma.

Claro que estas são apenas algumas boas práticas, existem várias outras, uma delas é a de escutar sugestões, avaliando a sua validade na língua portuguesa e em seu texto.

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Abraços randômicos e até o próximo post.

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