domingo, 20 de agosto de 2017

[Depressão] Como se matar...

Olá caros leitores e escritores, neste post você verá como uma vida pode se extinguir... Como se matar mudaria algo? Afinal, as pessoas são o que são independentemente de você. Somos nós os únicos responsáveis pelo que se passa na vida daqueles que estão próximos de nós, mas esta afirmação também vale para os outros.

A depressão é um dos meios pelos quais a decisão de se matar caminha, mas esta estrada não é de via única. Você pode pensar que sua vida é um fardo para os seus familiares e amigos, até que você tenha razão, mesmo que eles não se importem com você, quem está errado na verdade? Muitas pessoas geniais já se depararam com a solidão e flertaram com a morte, no entanto poucas caíram em seus braços. Saiba que o fato de ninguém ama-lo não te faz menos importante do que o resto do mundo, pois encontra-se prazer nas pequenas coisas. Certamente você se lembrou de algo feliz e com significado próprio para consigo. E com toda a certeza, este momento, te deu uma razão, ainda que momentânea, de estar vivo.

Durante muito tempo pensei que era um fardo para alguém, mas deixei isto de lado e me concentrei em mim; fazendo as coisas que me deixavam feliz. Uma delas era escrever, mas antes vieram outras; estudar temas que me despertavam interesse, ouvir os balanços das músicas clássicas de um coleção velha de fitas... Encontrei a beleza num passeio de bicicleta e até mesmo em observar a chuva. Muitas vezes nos deixamos levar por jogos, nos viciamos em químicos para fugir da realidade, enquanto a forma mais prazerosa de se fugir de algo tão cruel, quanto o nosso mundo, é a imaginação. Seja através da música ou poesia, da escrita ou da arte de retratar o mundo em forma de desenho... Estas formas são as mais proveitosas, pois está lúcido e com a sua mente afiada para novas perspectivas e pensamentos. Quem sabe? Você pode mudar o mundo através de sua forma única de pensar.

E não se esqueça; você é muito especial pra você mesmo. Não desperdice a sua vida com os outros, se importando tanto com que eles pensam de você. Estou aqui, nos comentários ou pelo email se quiser ajuda.

Abraços randômicos e até mais! 😉

domingo, 13 de agosto de 2017

[Ciência] Falácia Lógica

Olá caros leitores e escritores, inspirado pelo vídeo do Atila Iamarino no Nerdologia (https://m.youtube.com/watch?v=UI1xR_AECrU) pretendo dar meu toque aleatório e literário ao assunto título. Portanto não deixem de conferir o ótimo vídeo e em seguida venha aqui nos comentários e discutir a imperfeição.

Você já pensou o que ocorre quando seu computador fica com aquela tela azul irritante? Pois é; um paradoxo ou falácia lógica ocorreu e não há nada que se possa fazer, pois todos os sistemas e conjuntos estão sujeitos a estas falhas.

Já se dizia antigamente que somente Deus é perfeito e esta divindade pertence a outro plano. Portanto se Deus é perfeito ele não pode pertencer ao grupo "Universo" pois por determinação tudo que está contido no Universo é imperfeito e incompleto. Explico.

Ao medir a velocidade de uma determinada partícula não descobriremos a sua trajetória e vice-versa. Da mesma forma que se você falar "Estou mentindo", um paradoxo é gerado. Pois falar que está mentindo, logo a frase é falsa, portanto você está falando a verdade, no entanto se você diz que está mentindo e fala a verdade logo mente. Este é o paradoxo do mentiroso.

Vamos extrapolar um pouquinho mais? Seguimos...

Se você diz que sua ideologia é perfeita e sem furos, como por exemplo o capitalismo, estará cometendo uma falácia lógica pois se o capitalismo conter a si mesmo, logo não é perfeito. Pessoas passarão fome, guerras se formarão e as leis nunca serão satisfeitas, pois o código penal entrará neste mesmo paradoxo em algum momento. Pessoas não seguem a lógica e sempre será uma falha crítica em qualquer ideologia.

Quando falam que o socialismo não deu certo por ser implementado de forma arbitrária, podemos cair numa falácia lógica, pois o ideal, o perfeito, nunca será satisfeito. Da mesma forma que as fórmulas da física tendem a colapsar antes de serem satisfeitas, as nossas ideologias, fazendo parte do universo imperfeito, também tendem a colapsar antes de ter algum resultado prático.

Não ficou convencido? Vou mudar um pouco o discurso.

Muitos dizem que toda regra tem sua exceção, mas se toda regra tem exceção e se esta for uma regra, logo ela tem exceção. Entretanto esta regra inclui a de que todo sistema lógico que conter a si mesmo entrará em colapso, pois tudo é imperfeito por determinação; haverá uma regra sem exceção e esta é a de que tudo é imperfeito.

Bem como uma rocha cruzando o horizonte de eventos dum buraco negro, não é possível que escapamos do conjunto chamado Universo. E se não é possível sair levando em consideração a regra de que toda regra tem uma exceção... Esta é a existência do buraco negro que escapa ao conjunto chamado Universo.

Falando um pouco de buracos negros:

As convicções científicas montadas através dos tempos param de funcionar próximo ao horizonte de eventos, isto corrobora com a regra de que toda regra há exceções.

Continuando... Já foram ideologias e ciência... Agora tocarei num campo nebuloso; a dos sistemas de crenças.

Se todos estamos certos sobre nossas crenças, logo ninguém está certo. E se ninguém está certo; como averiguar a afirmação? Portanto todos podem crer no que bem entendem, mas por civilidade temos a convenção social de que isto não pode ser aplicada à crenças alheias e esta convenção impõe a supracitada afirmação à todas as crenças, logo ela é falsa ou não está contida no conjunto de sistemas de crenças. Se quisermos forçar... Cairemos novamente numa falácia lógica.

A ciência é um sistema de crença? De certa forma sim, mas não da forma da religiosidade que não pode ser averiguada. Por isto temos o chamado "Método Científico" e este procedimento nos garante a correta aplicação da ciência. Através da averiguação do método aplicado às experiências podemos afirmar ou refutar qualquer conceito científico, mas se averiguar todo e qualquer método de todas as experiências e experimentos realizados, por conta do volume, será matematicamente impossível averiguar todos os métodos aplicados nestes experimentos. Para isto serve a "Validação por Pares", no entanto este acaba sendo um sistema de crença, pois temos que acreditar nela e as suas consequências. Portanto se pudéssemos acusar algo na ciência de transforma-la num sistema de crença; devemos isto à validação por pares. Como os livros sagrados em todas as grandes religiões. Mas ao contrário destes livros a ciência em última instância pode ser provada falsa, enquanto as religiões não, pois não há um método de evolução e descoberta crescente de Deus, como ocorre no método científico.

Antes que me acusem de herege e ateu (se é que isto é xingamento), posso apresentar um fato (facilmente verificável através de evidências espalhadas internet a fora) de que a maior patrocinadora da ciência foi a Igreja Católica, antes dela os Árabes Mulçumanos (hoje conhecidos por uma ignorância crescente) também fizeram grandes avanços tecnológicos e científicos... E garanto que estes avanços foram pra descobrir a verdade sobre Deus e como seu mundo funciona. Aliás; as religiões (todas!) foram criadas pra dar alguma explicação aos fenômenos da natureza, bem como a sua própria existência.

Há um limite pra tudo e nenhuma visão alcança todas as explicações, mas podemos dizer que o ponto de vista científico nos dá mais ferramentas do que as demais pra descoberta do que ocorre neste nosso Universo Imperfeito.

Deixe a sua opinião, pois ninguém é perfeito... Bem, se toda regra tem exceção.... Não tem fim 😁.

Abraços randômicos e até mais!

domingo, 6 de agosto de 2017

Post Random #23 O Prazer de Escrever

Olá caros leitores e escritores, neste post colocarei uma parte de meu coração de escritor. Falarei um pouco sobre o prazer de escrever. A fuga, não por si, mas para falar da realidade. Contraditório? Não; apenas faz parte de ser humano.

Comecei a escrever poesias, assassinando a gramática, bem como a concordância. Não me importava quem eu iria ferir ou quais intelectuais da língua portuguesa eu ofenderia com textos tão esdrúxulos. Com o tempo dei forma ao caos e, por insistência de minha professora de produção de textos (sim, houve esta matéria na escola pública), prestei atenção à técnica no texto. E não; não me tornei um escritor instantaneamente assim que me dei conta das técnicas de produção de textos. Foram muitos anos pra ter consciência de minha produção.

Mas; por qual motivo eu escrevo? Esta é uma questão interessante, no entanto não é simples de responder.

Eu escrevo para dar vazão à minha imaginação. Esta seria a versão mais curta e poética da resposta, com toda a certeza colocaria numa pequena biografia de apresentação. Mas não é simples quando a inspiração é tragédia e sua mente deixa a desorganização dominar sobre os fatos, bem como as obras literárias lineares que nos são apresentadas cotidianamente. Isto vai se refletir sobre meu primeiro romance a ser lançado quando... Bem, quando eu terminar. Não tenho pressa, mas pretendo concluir a escrita no próximo ano.

Pra quem não acompanha (nem está afim de ler todos os posts procurando a informação) o meu livro tem como cenário um anexo (fictício) do principal campo de extermínio Nazista. Conta a trajetória de Grimaldi Volk, um cientista que não quer revelar suas descobertas ao Terceiro Reich. O livro será narrado por quatro a cinco (ainda não decidi) narradores em primeira pessoa dispostos aletoriamente em duas linhas temporais (presente e passado), nas quais a linha do presente é narrado de forma linear e o passado de forma aleatória.

Continuando... Eu tive por muito tempo a concepção de que eu não era capaz de produzir um romance por conta da aleatoriedade dos meus pensamentos, até conseguir escrever o roteiro deste livro. A primeira versão, cheia de incoerências históricas e contendo falhas na coerência e coesão. Impossível de ser apreciado por qualquer um, até mesmo eu não entendia como eu pude escrever aquilo. Gosto de falar que a minha história foi salva pela minha persistência e vontade de abrir meu peito e enfiar o dedo no meu ego em busca de melhorias técnicas que evidenciaria a história, dando personalidade a um texto sem forma.

No entanto a função da escrita estava lá; dando vazão a minha (suposta) criatividade e tendo uso terapêutico em substituição de possíveis químicos que detonaria (com toda a certeza) a minha saúde física (não que esteja tão melhor, mas não piorei nada).

Gostaria de dar um belo testemunho, falando que a escrita me tirou de uma depressão, comecei a fazer exercícios físicos pela manhã enquanto observava a natureza pra me inspirar, mas são tempos modernos e sedentários estes que vivemos. Continuei convivendo com meus tormentos, no entanto ele está exposto no papel, tal qual uma criança de castigo por bagunçar a casa inteira... Esta criança é a tristeza e a casa é minha cabeça. A depressão deixa a visão embaçada, pois fecha a nossa mente como um fusca num dia chuvoso... E precisamos abrir um pouco a janela, se molhando e tremendo, mas seguindo em frente. A escrita foi só uma marcha neste fusca velho. Que venham muitas pela frente!

E você; por qual motivo escreve?

Abraços randômicos e até mais! 😉