domingo, 6 de agosto de 2017

Post Random #23 O Prazer de Escrever

Olá caros leitores e escritores, neste post colocarei uma parte de meu coração de escritor. Falarei um pouco sobre o prazer de escrever. A fuga, não por si, mas para falar da realidade. Contraditório? Não; apenas faz parte de ser humano.

Comecei a escrever poesias, assassinando a gramática, bem como a concordância. Não me importava quem eu iria ferir ou quais intelectuais da língua portuguesa eu ofenderia com textos tão esdrúxulos. Com o tempo dei forma ao caos e, por insistência de minha professora de produção de textos (sim, houve esta matéria na escola pública), prestei atenção à técnica no texto. E não; não me tornei um escritor instantaneamente assim que me dei conta das técnicas de produção de textos. Foram muitos anos pra ter consciência de minha produção.

Mas; por qual motivo eu escrevo? Esta é uma questão interessante, no entanto não é simples de responder.

Eu escrevo para dar vazão à minha imaginação. Esta seria a versão mais curta e poética da resposta, com toda a certeza colocaria numa pequena biografia de apresentação. Mas não é simples quando a inspiração é tragédia e sua mente deixa a desorganização dominar sobre os fatos, bem como as obras literárias lineares que nos são apresentadas cotidianamente. Isto vai se refletir sobre meu primeiro romance a ser lançado quando... Bem, quando eu terminar. Não tenho pressa, mas pretendo concluir a escrita no próximo ano.

Pra quem não acompanha (nem está afim de ler todos os posts procurando a informação) o meu livro tem como cenário um anexo (fictício) do principal campo de extermínio Nazista. Conta a trajetória de Grimaldi Volk, um cientista que não quer revelar suas descobertas ao Terceiro Reich. O livro será narrado por quatro a cinco (ainda não decidi) narradores em primeira pessoa dispostos aletoriamente em duas linhas temporais (presente e passado), nas quais a linha do presente é narrado de forma linear e o passado de forma aleatória.

Continuando... Eu tive por muito tempo a concepção de que eu não era capaz de produzir um romance por conta da aleatoriedade dos meus pensamentos, até conseguir escrever o roteiro deste livro. A primeira versão, cheia de incoerências históricas e contendo falhas na coerência e coesão. Impossível de ser apreciado por qualquer um, até mesmo eu não entendia como eu pude escrever aquilo. Gosto de falar que a minha história foi salva pela minha persistência e vontade de abrir meu peito e enfiar o dedo no meu ego em busca de melhorias técnicas que evidenciaria a história, dando personalidade a um texto sem forma.

No entanto a função da escrita estava lá; dando vazão a minha (suposta) criatividade e tendo uso terapêutico em substituição de possíveis químicos que detonaria (com toda a certeza) a minha saúde física (não que esteja tão melhor, mas não piorei nada).

Gostaria de dar um belo testemunho, falando que a escrita me tirou de uma depressão, comecei a fazer exercícios físicos pela manhã enquanto observava a natureza pra me inspirar, mas são tempos modernos e sedentários estes que vivemos. Continuei convivendo com meus tormentos, no entanto ele está exposto no papel, tal qual uma criança de castigo por bagunçar a casa inteira... Esta criança é a tristeza e a casa é minha cabeça. A depressão deixa a visão embaçada, pois fecha a nossa mente como um fusca num dia chuvoso... E precisamos abrir um pouco a janela, se molhando e tremendo, mas seguindo em frente. A escrita foi só uma marcha neste fusca velho. Que venham muitas pela frente!

E você; por qual motivo escreve?

Abraços randômicos e até mais! 😉

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