domingo, 29 de janeiro de 2017

Post Random #14 Podcasts



Olá caros leitores e escritores, venho hoje aqui para lhes falar quais são as fontes de aprendizado literário nas quais bebo. Como muitos escritores ainda amadores, não tenho dinheiro para investir em cursos, alem de ter muito pouco tempo para estudos, por esta razão eu aprendo à conta gotas e todos os posts que faço aqui; retirei de fontes totalmente gratuitas! Eu acredito que qualquer um (com o devido esforço) possa escrever dignamente sem investimento algum (seria melhor que tivesse, mas...).

Os podcasts são uma ótima fonte de informação, também na área da arte escrita. Não sabe o que é podcast? Continue lendo que vou te explicar, não é difícil.

Os podcasts são arquivos baixados de servidores específicos através de um feed. Fazendo duas analogias rápidas; podcast é o YouTube sem imagem e o rádio via streaming, ou seja, baixado através da "rede mundial de computadores", como diriam alguns dinos. Aplicativos de celular são as maneiras mais cômodas de baixar o feed necessário. Normalmente você procura um site onde o podcast está hospedado ou em sites que agregam vários feeds de podcasts, copia o endereço de feed e cola no aplicativo da sua escolha. Uma vez assinado o feed você pode baixar em seu smartphone ou tablet, conectar seu fone de ouvido e escutar uma mídia totalmente versátil! É fantástico se libertar das mesmas músicas, ou ainda, da programação da TV... Mesmo que você queira ainda consumir a TV, você pode ouvir enquanto faz os deveres da casa, lavando louça, roupa, limpar o banheiro. Isso vicia!

Agora; por qual podcast começar? São muitas as opções... Existem aqueles que abordam os livros de uma maneira superficial, outros falam sobre o assunto escrito na obra, alguns com dicas literárias... Enfim, há até aqueles podcasts que não são sobre literatura, mas esporadicamente falam sobre o assunto, material é o que não falta!

Como este blog é de literatura, pra não fugir muito vou indicar alguns bem interessantes:

Gente que escreve: Conduzido por Fabio Barreto e Rob Gordon este podcast fala sobre... Gente que escreve; dicas e lições de dois nomes renomados no mercado literário independente.

Agentes do L.I.V.R.O.: Podcast conduzido pelos ávidos leitores Melanie e Thiago. Existem diversos assuntos, mas eles se concentram mais em discutir questões que os livros levantam, bem como seus autores e livros preferidos. Geralmente os episódios contém spoilers, mas eles são gente boa e avisam...

Os 12 Trabalhos do Escritor: Neste podcast domina soberano o grande A. J. Oliveira. Um escritor em constante desenvolvimento que conduz entrevistas fantásticas com monstros da ficção nacional. Quer saber o caminho das pedras da literatura nacional? Acompanhe esta jornada hercúlea!

CabulosoCast: Este podcast é conduzido pelo onipresente Lucien (O Bibliotecário). Hospedados pelo site do Leitor Cabuloso, eles tentam abraçar vários assuntos, com diversos participantes e altas confusões... Eles tentam abraçar todo o mundo da literatura. Ouçam e confiram; eles conseguirão?

Suposta Leitura: Produzido pelo atencioso Lucas Mota (O Suposto Escritor), este podcast faz uma releitura de obras clássicas da ficção, instigando a leitura. Lembrando bem uma resenha; sem spoilers!

Bem pessoas, estes são os podcasts de literatura que consigo seguir com afinco, existem vários outros que não acompanho por pura falta de tempo. Saibam que podcast é minha mídia favorita e que acompanho somente canais de ciência no YouTube; poucos e bons. Estou tentando encaixar algum booktuber que goste, mas não tenho procurado, quando achar colocarei aqui quais eu acompanho.

Por hoje é só. Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 22 de janeiro de 2017

Post Random #13 Indicação "Sobre a Escrita"

Olá caros leitores e escritores, neste começo de ano nada mais justo começar com algo leve! 2016 se foi e a esperança retorna ao nosso cerne! Nada melhor do que falar sobre a escrita com Stephen King, para os íntimos; Steve. O livro é fantástico e abre a mente para a escrita mais consciente. Vamos à um resumo do livro.

Este foi o escolhido como aquisição única neste 2016 tumultuado, juntei minhas moedas e comprei "Sobre a Escrita" de Stephen King. Um livro fantástico, cheio de dicas e questões interessantes a se pensar. O livro relata como Steve entrou para o mundo das histórias, spooler; muito, muito cedo! Desde as suas aventuras de infância até seus trabalhos nada salubres, tudo isso linkado dirata ou indiretamente com a escrita.

Alem das idiossincrasias do escritor, vemos no que ele acredita sobre sua profissão. Você pode até não concordar com algumas opiniões dele, mas vale muito a pena sentar e ler o seu ponto de vista. Vou passar algumas de suas dicas por aqui... Mas não colocarei todas, senão terei que transcrever o livro inteiro 😂. Espero que seja complementar aos posts que se encontram por aí.

Entre tantas dicas gostaria de destacar a "Caixa de Ferramentas" do escritor. Nesta parte do livro ele fala sobre vocabulário, linguística, coesão e ritmo. Honestamente é uma boa analogia ver o ofício da escrita desta maneira, bem como um marceneiro ou pedreiro, nós escritores, devemos manter as técnicas bem afiadas e em perfeito estado. Deixando as menos usadas no fundo da caixa, enquanto as mais usadas estão logo quando se abre a nossa hipotética caixa de ferramentas. Ele fala também que devemos conhecer bem nossa própria língua e dar pouco trabalho para o editor, afinal se seu texto tiver erros, alem da possibilidade de não ter uma boa coesão textual, o trabalho do editor pode ser prejudicado. Quem quer debruçar sobre um manuscrito escrito de qualquer maneira? Primeiro devemos nos atentar para a preparação do texto, depois com a edição. Levando em consideração que a primeira é de responsabilidade exclusiva do escritor e eventualmente de um profissional pago para isto (elaborarei um texto sobre preparação de textos mais pra frente), por isso que se deve conhecer bem a língua nativa, a consequência disto é escrever adequadamente.

No livro ele também fala sobre o estilo de cada escritor, segundo Stephen King todo bom escritor é um bom leitor. A mistura de tudo que se lê e absorve dá forma ao nosso estilo, alem de destacar que pessoas com as mesmas referências podem e devem ter estilos completamente diferentes, também destaca que o estilo é construído com o tempo e a prática. Estilo de escrita; pessoal e intransferível.

Ao final do livro ele conta como foi o processo de escrita do livro em si, alem de uma longa lista de indicações pra deixar qualquer um falido. Vale muito a pena pra quem escreve e quer fazer isso profissionalmente. Digamos que deixa evidente as técnicas que usamos no dia a dia de forma inconsciente... É como você aprender pra quê serve aquela outra extremidade do martelo e parar de usar faca pra apertar parafuso. Pra cada situação; uma ferramenta.

Outra coisa; fiquei com o livro. Vou ler até quando cansar dele, quando cansar eu devo fazer um bom uso dele pro blog (claro... Cuidando ao máximo 😉).

Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 15 de janeiro de 2017

Post Random #12 Preparação da Opinião



Olá caros leitores e escritores, hoje irei conversar com vocês sobre o preparo, não só do texto, mas também do próprio escritor. Como criei uma resistência às criticas, qual é o protocolo a seguir quando há um desentendimento? Tentarei neste post abordar um pouco sobre isso. Vamos?

Pois bem, hoje em dia as opiniões estão muito polarizadas. De um lado existe todo um conjunto de opções, do outro também, geralmente opostas uma à outra. Então você pensa bem sobre o assunto e resolve assumir que metade das opiniões de cada lado estão certas, as demais no mínimo equivocadas. Você consequentemente desapontará todas as pessoas, dos dois lados. Mas por qual motivo isso ocorre? É relativamente simples; as pessoas tendem a enxergar mais as opiniões dissonantes do que as iguais, por uma questão simples de evolução biológica e cultural. Afinal quem pode julgar alguém que nota o diferente, o incomum, quando isso pode ser um alerta de predadores? O problema é que hoje em dia estas diferenças não têm tanta importância, muitas vezes podem atrapalhar a análise da situação como um todo, resultando numa visão parcial do mundo.

"Ah, mas eu vejo tudo sob a perspectiva lógica... As pessoas não são racionais. Penso que todos deveriam aderir à racionalidade."

Parabéns pra você Sheldon Cooper, mas nem você está livre dos sentimentos e inconsistências do que faz parte de nosso cerne; o ato de ser humano.

"Eu tenho minhas crenças, nada e nem ninguém pode mudar minha fé. Não importa o quanto a ciência diga que isto é mentira, eles deveriam respeitar a minha fé e posição."

Muito bem Mary Cooper, mas você está errada. Viverá isolada desfrutando dos frutos da ciência e tecnologia que despreza. Aceite a realidade conforme as evidencias apresentadas, verifique os fatos apresentados, duvide! Bem como os cientistas e o próprio exercício da ciência nos ensina; não tenha medo de mudar sua visão de mundo, pois ele não é perfeito, muito menos os seus habitantes.

Na verdade, nosso dever é mostrar que existem mais números entre 8 e 80... Demonstrar com respeito, sem ser arrogante. E quando soamos arrogantes sem querer; pedir desculpas e tentar colocar as nossas opiniões da melhor maneira possível.

Como o post ficou longo terei que abordar novamente o assunto em outra oportunidade. Digam o que acham e pensam, coloquem sua fé a prova! Questione os fatos passados por terceiros, verifiquem as fontes. Somente com cidadãos questionadores e cientes de suas posições, poderemos tomar a direção de nosso destino e alcançar nossos sonhos...

Abraços randômicos para todos e até o próximo post!

domingo, 8 de janeiro de 2017

Apêndice Ômega #1 Alexandria

Olá caros leitores e escritores, no post de hoje revelarei uma faceta de meu livro "Ômega Volk: A Margem da Maldade".

Grimaldi Volk, alem de ser filho único de dois cientistas, é herdeiro de um conhecimento vindo da Biblioteca de Alexandria. No prólogo de meu livro eu cito dois livros fictícios com nomes sugestivos "A Cegueira dos Filósofos" e "Equação de Hepátia", representando os campos de conhecimento de seu pai e sua mãe. Ao mesmo tempo faz referência à filosofia fabricada antes e durante a existência da Biblioteca de Alexandria. Hepátia foi uma filósofa cuja a especialidade era a matemática, trabalhou com seu pai na Biblioteca de Alexandria. O fim dela foi pela intolerância da religião na época; linchada em praça pública por ser considerada herege, isto apenas por produzir ciência numa época em que as mulheres não tinham muito protagonismo. Infelizmente o seu trabalho foi perdido no incêndio da Biblioteca. Foi pensando no conhecimento perdido em desastres como este resolvi colocar esta referencia no livro. Talvez seja mais do que uma mera referência, quem sabe não seja um exercício de imaginação "onde a humanidade estaria se a produção de  conhecimento e ciência na antiguidade não fosse destruída pela cegueira da intolerância e da irracionalidade?" Foi pensando nisso que produzo este livro.

Segue o prólogo:

Prólogo: Renascimento
"As memórias mais teimosas também são as pesadas."

Por Grimaldi Volk.

Lembro-me lucidamente daquele dia, talvez seja a única lembrança teimosa de minha adolescência. As ruas desertas, um silêncio impecável, todos estavam cuidando de levar seus pertences; um país em ruínas. Obvio que eu, miniaturizado, ainda não sabia; acabou a primeira grande guerra. Mas isso pouco me importava, pois encontrei meus pais mortos naquela manhã. Primeiro meu pai, Albert Volk, debruçado sobre a mesa. A tinta no papel ainda estava úmida, bem como o sangue gotejando de seu nariz, seus olhos, sua boca. Nos papéis pude ler, em uma letra torta e firme, um testamento, uma ordem e a declaração de um homem à beira da morte.

"Grimaldi, meu filho.
Meu plano em salvar sua mãe falhou. Agora sofro com os efeitos dos produtos usados no tratamento dela. Fracassei. Trouxe mais sofrimento a ela do que a própria doença. A fórmula vinda do Oriente falhou, usei todos os conhecimentos cabíveis dentro de nossa herança, mas tive muito pouco tempo.
Grimaldi, não deixe o tempo te enganar; ele é feroz como um lobo, rápido como uma rapina, não vai te perdoar, por instante algum. Obviamente enganado, não só pelo tempo, mas pelos entes mais próximos, tardei no salvamento de minha amada, perdi a minha própria alma. Por não querer perder você, escrevo esta carta; meu testamento.
Não haverá advogados. Você sempre notou livros escondidos, te peguei lendo alguns. Não entendia nada, mas vou lhe explicar; estavam codificados. O código foi criado pela sua própria mãe, Adelheid Volk, uma matemática e linguista habilidosa, pra dizer o mínimo.
Você decodificará o conteúdo dos livros com este, sobre a mesa. Guarde ele em sua criação; o baú turco. Vigie a permanência de nossa biblioteca, pois nada valerá sem o livro de Adelheid. Como o Führer dizendo ao seu soldado mais leal, dou-lhe a minha última ordem; proteja o baú com sua própria vida, pois nesta biblioteca há um conhecimento capaz, nas mãos certas, de dominar o mundo. Estes conhecimentos são advindos da antiga Biblioteca de Alexandria.
Ps.: Destrua a carta após ler e entendê-la por inteiro.

Albert Volk: Pai, marido e cientista fracassado."

Reli a carta algumas vezes, depois fiz o que me foi ordenado. Deixei o livro intitulado "Matemática de Hepátia" em meu baú turco, além de outro; "A Cegueira dos Filósofos". Mais tarde descobriria que o segundo livro, encontrado também sobre a mesa, tratava de segredos sobre as ciências naturais, coisas impensáveis para o tempo no qual foi escrito.
Não chorei em nenhum momento, ameacei quando queimei a carta, mas somente quando abri a porta do quarto de minha mãe, percebi; toda minha vida acabou. Como um tapa, a situação me desafiava pra um duelo longo e doloroso.

(...)

Então, o que acharam? Deixem as suas opiniões nos comentários! Abraços randômicos e até o próximo post!

domingo, 1 de janeiro de 2017

Post Random #11 Feliz ano novo! E...

Olá caros leitores e escritores. Primeiramente feliz ano novo, segundamente #foratodososcorruptos. Mas vamos ao assunto; neste primeiro post do blog darei uma guinada no conteúdo, muito por conta das pesquisas feitas para o meu livro "Omega Volk: A Margem da Maldade". Os posts intitulados "Apêndice Ômega" serão relacionados ao livro e todo o universo onde o livro está situado.

Para introduzir um pouco ao livro que estou produzindo, devo lhes contar um pouco sobre o personagem principal; Grimaldi Volk. Um cientista, filho de dois cientistas; Aldelheid Franz Volk (Matemática) e Albert Volk (Biólogo e Químico). Albert, por sua vez, tem um irmão chamado Heiko Volk, um burocrata da Universidade de Berlim (fictícia), casado com Alexia Henkel Volk, uma doce dona de casa que sofre pela frieza e distância de seu marido. Esta, meus amigos, é o panorama geral do livro. Mas não será este o cenário. Parte do livro se passa no período pré primeira grande guerra, enquanto a outra parte tem como cenário uma das instalações nazistas onde Grimaldi Volk, já com os seus quarenta e poucos anos, atua como biólogo, trabalhando no projeto intitulado "Omega Volk". Este projeto tem como objetivo superar os limites humanos, bem como a criação de super soldados, mas Grimaldi tem outras intenções com este projeto e não ceder a tecnologia para seus aliados nazistas. A partir deste cenário a história se desenrola.

Para a criação deste panorama geral da história demorei longos três anos, incluindo desenvolvimento da escrita e de todos os backgrounds dos personagens. Antes escrevia a história em terceira pessoa, agora em primeira sob vários pontos de vista. A primeira cena criada, agora está no meio da primeira parte do livro. Enfim; vários aspectos mudaram conforme a necessidade da história, incluindo o escritor que vos escreve... Mudei muito conforme a escrita e o roteiro se desenvolveram, aprendi técnicas interessantes e feedbacks fundamentais de meus leitores beta, alguns já não estão betando o livro, mas contribuíram muito para muitas de minhas ideias e saídas do roteiro.

Vou falar um pouco aqui sobre a importância dos betas... Mesmo que não sejam fixos, eles podem enxergar erros cometidos na grafia, na coesão e também no roteiro. Comentários como "gostei mais de tal personagem" ou "quem é este aqui?"... "o que tal personagem pensa disso? Por qual motivo ele está se comportando desta maneira?" São questionamentos que os escritores, sem os betas, não conseguiriam observar. Quando estamos escrevendo temos a compreensão total da história e somos mergulhados em nossos universos ficcionais, por conta disso os erros de coesão e gramática, bem como furos no roteiro, tendem a se esconder de nossos olhos. Esta é a importância dos betas. E para aqueles que pensam que betas não são importantes em suas obras... Talvez tenha escrito um bom texto, mas ele ficaria muito melhor se tivessem considerações de leitores betas.

Conforme desenvolvo esta série de posts, pretendo pedir opiniões sobre trechos do livro, os quais disponibilizarei aqui de forma parcial. Convido também aos betas que me acompanham pelo blog, dar a sua opinião publicamente aqui. E claro, gostaria muito que os leitores do blog dêem uma opinião a respeito.

Então pessoas! Por hoje é só. Abraços randômicos e até o próximo post!